Setembro 2012 - Ainda sou do tempo

domingo, 30 de setembro de 2012

... do anúncio da Regisconta

domingo, setembro 30, 2012 4
... do anúncio da Regisconta


Quem não cantarolou "Aquela Máquina" na sua infância? Era um daqueles anúncios que os miúdos nem entendiam o que publicitava mas que adoravam ver o reclama por ter algo que ficava no ouvido.

O Homem da Regisconta parecia um espião, de fato e com uma mala na mão, ele emanava uma aura de mistério para uma criança que via as palavras "conte com o homem da Regisconta sempre" como um sinal de que aquele homem devia ser mesmo uma "máquina" a resolver os problemas e os mistérios para os quais o contratavam. O anúncio era feito com animação, algo não muito habitual e ainda mais chamariz para as crianças, e mostrava que o Homem da Regisconta era aquele a quem devíamos recorrer para resolver qualquer problema, mesmo que a máquina com a que fosse trabalhar fosse má, afinal ele era "aquela máquina".

A voz do Fernando Girão ajudou para que este jingle entrasse pelos nossos ouvidos e se mantivesse até hoje, conseguindo qualquer pessoa entoar a frase com a mesma pujança deste anúncio que tinha a música do grande Pedro Osório num texto que envolveu a equipa da empresa Regisconta. Aliás podem ver a história deste mítico anúncio neste site








sábado, 29 de setembro de 2012

... do Altered Beast

sábado, setembro 29, 2012 2
... do Altered Beast

A Mega Drive foi uma das consolas de maior sucesso de todos os tempos, eu tive uma e dei muito uso a ela, mesmo quando os jogos não eram nada por aí além, e um dos maiores exemplos disso é o jogo Altered Beast.

O jogo foi lançado em 1988 pela SEGA, sendo um jogo de arcade beat 'em up de sucesso que depois foi adaptado em inúmeras consolas de videojogos, entre elas a Sega Mega Drive. Em alguns países, como o Brasil, este chegou a ser o jogo que vinha inicialmente com a consola, antes de ser substituído pelo do Sonic de uma forma geral e em todos os países. O jogo tinha também um aspecto de jogo de plataforma, com cenários básicos e repetitivos e uma música um pouco para o irritante, no entanto lembro-me de perder muitas horas a jogar este jogo e a ouvir a frase "Welcome to your doom".

O jogo é ambientado na Grécia Antiga e mostra um centurião ressuscitado por Zeus e enviado à Terra para resgatar a sua filha Athena, dando-lhe para isso os poderes de se transformar em diversos animais como um Lobisomem. O jogo é considerado um dos piores para a Mega Drive, apesar da sua versão Arcade ser recordada com saudade, mas mesmo assim um dos que o pessoal mais jogou. Houve um episódio de Parker Lewis que abordava a dependência dos videojogos, e o jogo mais jogado era este. No meio de pontapés simples, raios de energia e transformações algo surreais, o jogo acabava por viciar já que o queríamos terminar e ver até onde podíamos chegar.






sexta-feira, 28 de setembro de 2012

... dos Raggy Dolls

sexta-feira, setembro 28, 2012 4
... dos Raggy Dolls


Ainda sou do tempo de acordar cedo ao Sábado de manhã, de uma forma mais alegre do que nos outros dias de semana e sem precisar que ninguém me chamasse, e isto tudo por causa dos desenhos animados que eram transmitidos na RTP 1. De entre muito programa mítico, existiam aqueles que apesar de não terem o mesmo sucesso, acabavam por ficar na nossa cabeça e divertiam muitos de nós, como era o caso do desenho animado Britânico Raggy Dolls.

Eu acordava por vezes tão cedo que ainda estava a dar a mira técnica, e tinha que me entreter ou com os meus brinquedos ou com um pequeno almoço mais cedo do que o habitual, tudo isto com pouco barulho já que não tinha quarto próprio e a Televisão ficava onde estavam os meus pais a dormirem. Durante algum tempo o desenho animado que iniciava esta maratona televisiva, era a de um desenho animado Inglês que mostrava as aventuras de uns bonecos de trapos que eram considerados defeituosos e estavam no caixote dos brinquedos rejeitados pela fábrica de brinquedos que os tinha criado. A série inconscientemente mostrava uma mensagem de que se devia aceitar todas as pessoas, mesmo aquelas deficientes já que somos no fundo todos iguais e essas também podiam brincar connosco e nos divertirmos todos juntos.

O desenho animado foi um sucesso da Yorkshire Television durando quase uma década, de 3 de Abril de 1986 a 20 de Dezembro de 1994 num total de 116 episódios de 10 minutos cada, que foram transmitidos pela RTP (não sei quantos mas não foram todos) aos Sábados de Manhã na sua versão original e legendada em Português. O genérico mostrava logo na sua essência do que é que a série tratava, com uma letra clara e uma música animada que nos fazia lembrar de algumas músicas dos Beatles. Eram 7 bonecos que por terem algumas deficiências não foram colocados à venda, ficavam ali no caixote dos rejeitados da fábrica de brinquedos mas que depois ganhavam vida quando ninguém estava por perto e viviam algumas aventuras onde as suas deficiências não os impediam de superar os obstáculos que lhes apareciam pela frente.

Era um típico desenho animado da escola inglesa onde se deve educar ao mesmo tempo que se diverte, cenários simples, cores esbatidas e uma boa mensagem a ser transmitida durante todo o episódio. Apesar de não ser fã deste tipo de programas onde o Narrador faz todas as vozes, eu gostava de ver estes Raggy Dolls, e se calhar porque por ser assim calmo era um excelente começo para o Sábado frenético que estava apenas a começar.

















... da Competente e Descarada (The Nanny)

sexta-feira, setembro 28, 2012 6
... da Competente e Descarada (The Nanny)

Competente e Descarada (The Nanny) foi uma daquelas traduções que apesar de não ter a ver com o título da série no original, acaba por ser muito feliz já que tem muito a ver com o que acontece na série e acaba por dar até mais piada à coisa toda. Foi mais uma daquelas séries do período dourado da TVI, era transmitida aos sábados de tarde e conquistou-nos a todos com o humor da série e com o peculiar riso da protagonista.

Fran Drescher era Fran Fine, uma judaica solteira e desbocada acaba por ter sorte quando bateu à porta do Milionário Maxwell Sheffield (Charles Shaugneesy) e tem a oportunidade da sua vida quando este lhe oferece o emprego para ser Ama dos seus 3 filhos. A piada vinha muito do contraste das personalidades de Fran, uma pessoa simples, honesta e dizendo tudo o que pensa, e das da família de Maxwell, pessoas ricas, habituadas a tudo de bom na vida e que não tinham contacto com a realidade do mundo lá fora.

Ria-me bastante com as situações da série e em especial com a guerra entre dois personagens secundários, o mordomo Niles (Daniel Davis) e a secretária de Maxwell, C.C. Bacock (Lauren Lane) que apesar de se odiarem e estarem sempre às bocas um para o outro, acabam por se juntar nas últimas temporadas seguindo assim o caminho das duas personagens principais que acabaram por se juntar também.

Os três filhos de Sheffield eram parte integrante do elenco e interagiam bastante com Fran que acabava por lhes dar bons conselhos apesar de por vezes serem de uma forma algo radical. Margaret (Nicholle Tom) era a mais velha, a que dava algum trabalho por estar na adolescência, Brighton (Benjamin Salisbury) era o filho do meio, algo rebelde e o típico rapaz em crescimento e por fim tínhamos a Grace (Madeline Zima), a mais nova e que achava muita piada às coisas que Fran dizia e aos seus familiares algo excêntricos (anos mais tarde podemos apreciar o crescimento desta rapariga com a sua presença em Californication).

A série teve 6 temporadas, de 1993 a 1999, com 146 episódios que animaram as nossas tardes e que divertiram pessoas por todo o mundo e que levou inclusive a que alguns Países criassem as suas próprias séries baseadas neste conceito. Adorava logo o genérico, que explicava o conceito da série em poucos minutos, com uma música divertida e uma animação interessante, adorava os conflitos entre alguns dos integrantes da série e das expressões faciais e riso exagerado da Fran. A série não envelheceu muito bem, mas ainda tem alguns bons momentos e em especial nos diálogos da série que eram muito bem escritos.











terça-feira, 25 de setembro de 2012

... de Cantilenas Infantis

terça-feira, setembro 25, 2012 2
... de Cantilenas Infantis


Ainda sou do tempo de ficarmos entretidos com cantilenas que muitas vezes não faziam sentido nenhum mas que nos divertiam imenso, algumas delas para decidirmos quem fazer algo, outras em autocarros nas visitas de estudo ou então algumas no recreio que por vezes até envolviam uma coreografia a 4 mãos.


Se tu visses o que eu vi, dominó
à porta do tribunal, dominó
As cuecas do juiz, dominó
embrulhadas no jornal, dominó
Esta rua cheira a sangue, dominó
Foi alguem que se matou, dominó
Foi a mae do meu avô, dominó
da janela se atirou, dominó
mandaria construir, dominó
um palacio de cristal, dominó
P'ra mim e p'ra ti, dominó


Esta era uma das minhas preferidas, e cantava alegremente os primeiros 4 versos sem o dominó e sem coreografia nenhuma, apenas pela estupidez da letra. Depois havia as para escolher alguém para algum jogo:


1 dó li tá 
cara de amendoá 
1 seredo colorido 
quem está livre 
livre está! 
1,2,3, fora! 


Havia as sem muito sentido como esta:


Pimponeta, 
pitá, pitá, pitucha. 
pita, pitá, pitucha, 
plim. 

E a mítica nas visitas de estudo no autocarro:


Senhor condutor
Se faz favor
Ponha o pé
No acelerador,
Se chocar
Não faz mal
Vamos todos
Para o Hospital,
Hospital de Santa Maria
Que é uma grande porcaria,
Hospital de São José
Que cheira sempre a chulé.



São apenas algumas que me lembro assim de repente, daquelas que não envolviam variações de cantigas infantis ou umas que ajudavam a desentorpecer a língua. E é daquelas coisas que ao ler, conseguimos cantarolar a melodia na nossa cabeça.



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

... do Rei Leão (Lion King)

segunda-feira, setembro 24, 2012 0
... do Rei Leão (Lion King)

O Rei Leão (Lion King) é o meu filme favorito (junto com o Godfather) e por isso foi a escolha lógica para o post #200, falar daquele que é para mim o melhor filme da Disney e que foi o maior sucesso de bilheteira (sem contar com Pixar's) da companhia do Rato Mickey.

A Disney estava a ganhar um novo fôlego no começo da década de 90, com uns quantos sucessos de bilheteira e de crítica e com o público a ficar rendido de novo às animações que vinham desta companhia, e por isso esperava-se com alguma ansiedade a estreia do filme no verão de 1994. O filme foi um sucesso completo de bilheteira, fazendo mais de 700 Milhões de Dólares e entrando para o top dos filmes com maior sucesso na bilheteira, e voltou a ser aquando do seu relançamento em 3D em 2011, que fez com que chegasse aos 951 Milhões de Dólares provando a força que ainda tem junto do público em geral e recuperando assim lugares que tinha perdido no top de filmes mais rentáveis de sempre.



Lembro-me quando um amigo meu chegou de Inglaterra com a VHS do filme em questão e me entregou uma cópia, coloquei a passar e desde o começo fiquei completamente rendido ao filme que fiz questão de ver de novo mal o mesmo chegou ao fim. Nesse dia ainda o vi mais 2 vezes nesta versão original, tendo indo ao videoclube comprar a k7 em Português e vendo essa também 2 vezes. Fiquei completamente viciado, adorava as músicas, desde a imponente Circle of Life logo no começo, à fantástica Be Prepared do Scar. Foi a primeira dobragem em Português de Portugal, depois de anos em Português do Brasil, e a mesma saiu muito bem, mas para mim este filme tem que ser visto no original, é um elenco excepcional desde o James Earl Jones ao Jeremy Irons passando pelo Rowan Atkinson, para além é claro das músicas de Elton John e Tim Rice que merecem ser ouvidas em todo o seu esplendor.

Na altura tinha a mania dos desenhos, e fiz o desenho que se encontra aqui ao lado tal a panca que tive com o filme. Sabia algumas falas de cor e chorava sempre que via a cena da morte do pai de Simba e dele a tentar acordá-lo para se irem embora.

O filme tem uma estrutura narrativa muito à Shakespeare, com um cheiro de Hamlet a atravessar o filme (com a história do irmão a tentar ser Rei) e com alguns momentos divertidos pelo meio muito por culpa da dupla Timon e Pumba.

O filme começa mostrando uma quantidade imensa de animais numa planície Africana para prestarem homenagem no nascimento de Simba (Matthew Broderick como adulto e Jonathan Taylor Thomas como cria) filho de Mufasa (James Earl Jones) e Sarabi (Madge Sinclair) e futuro rei de todas aquelas terras.

O problema residia em Scar (Jeremy Irons) irmão de Mufasa, que queria o reino só para ele mas não tinha a mesma força física do seu irmão apesar de ter um intelecto bastante elevado. Ele busca então ajuda junto das Hienas (Whoopi Goldberg, Cheech Marin e Jim Cummings), e juntos colocam em movimento um plano que leva à morte de Mufasa e ao exílio de Simba que foge para umas terras distantes e encontra 2 amigos, uma Suricata de seu nome Timon (Nathan Lane) e um Javali de seu nome Pumbaa (Ernie Sabella) que através da sua filosofia despreocupada da vida (Hakuna Matata) o ajudam a esquecer-se dos seus problemas.

Mais tarde ele é descoberto pela sua amiga de infância, que acaba por ser o seu amor, Nala (Moira Kelly e Niketa Calame) que conta-lhe dos problemas que vivem sobre o reinado de Scar e como ele deve voltar e ajudá-los a sobreviver e a lutar. Depois de pensar no assunto e de ter os conselhos do seu falecido Pai, que surge como uma nuvem no céu, vai até à sua terra Natal junto com os seus novos amigos e retomar o seu lugar devido no trono como rei.

Os momentos com Timon e Pumbaa são bem engraçados, a discussão sobre o que são na verdade as estrelas, ou a sua canção sobre a sua filosofia de vida ganharam uma tal importância que ficaram como duas das maiores personagens do filme, ganhando uma série só delas e tudo.

Os outros momentos de comédia vinham de Zazu (Rowan Atkinson), um pássaro que servia como conselheiro de Mufasa e mais tarde de Simba.

O filme tem cenas extremamente bem animadas e filmadas, seja a sequência da abertura (que ganha outra força com a música Circle of Life) seja a cena que leva à morte de Mufasa ou ainda a luta final entre Simba e o seu tio Scar. Na altura o filme teve um jogo para a Mega Drive, e era bem importante ver o filme antes de jogar, já que tínhamos que saber alguns pormenores para podermos passar de nível.

Apesar da polémica das semelhanças com o anime Kimba the White Lion, o filme ganhou o coração do público e a aprovação dos críticos tornando-se assim um dos maiores sucessos de toda a história cinematográfica, sendo ainda hoje o filme mais rentável de animação feita à mão e apenas suplantado pelo Toy Story 3. Continuo a adorar o filme e a achar ele extremamente bem feito, sendo um dos filmes que mais vi em toda a minha vida.











domingo, 23 de setembro de 2012

... da Nota de 5.000 Escudos

domingo, setembro 23, 2012 2
... da Nota de 5.000 Escudos


Na década de 80 a Nota de Cinco Contos era um holy grail para qualquer criança/adolescente, completamente inacessível e só a víamos nas mãos dos adultos da família em algumas ocasiões, levando-nos a pensar que a nota era algo raro de aparecer.

Curiosamente foi nessa década que apareceu a primeira nota deste valor, a 25 de Fevereiro de 1981, com o retrato de António Sérgio na frente da nota e uma reprodução da foto dele a descer o Chiado no verso, numa nota imponente com 170 mm x 75 mm e uma cor sóbria acinzentada. Foi este modelo de nota que conhecemos bem apesar de se calhar poucos de nós a terem possuído, ela esteve em circulação até 1992 quando deu lugar à nota de 5 mil escudos com o desenho de Antero de Quental.


Esta nota era do mesmo tamanho da sua antecessora, mantendo assim a imponência que o seu valor exigia, e no verso tinha algo que algo simbolizava o esforço conjugado da Liberdade e Trabalho. Tinha uma cor esverdeada, e apesar de continuar a ser muito valiosa quando apareceu pela primeira vez, a 7 de Agosto de 1987, esta já não era tão rara de aparecer nas mãos dos adultos e em algumas raras ocasiões até podíamos ter a sorte de receber uma.

Lembro-me bem de um dia em que ao andar na rua com os meus pais no típico passeio de Domingo, encontrei uma toda enrolada no passeio e a qual me deixaram ficar com ela para poder gastar como quisesse. Isto em 1988 fazia-me sentir como o homem mais rico do mundo.

A nota só foi retirada de circulação em 1996, quando infelizmente pegou a moda em Portugal de se ter notas muito pequenas e com aquela coisa de terem um símbolo que brilhava aquando se aproximava da luz. Foi uma nota sem carisma nenhum, num verde claro com a figura do Vasco da Gama na frente e uma Nau da época no verso da nota que tinha 146 mm por 75 mm, e que entrou em circulação a 5 de Janeiro de 1995. Não valia o mesmo que as suas antecessoras, era comum o uso da mesma nas compras de um hipermercado e foi assim usada até o final do Escudo.












sábado, 22 de setembro de 2012

... do Mikado

sábado, setembro 22, 2012 2
... do Mikado

Ainda sou do tempo em que os próprios adultos davam às crianças brinquedos que hoje em dia, no meio de toda a preocupação que existe sobre a criança poder-se aleijar, seria impensável de ver à venda ou de ver crianças pequenas a brincar com eles. No entanto nos anos 70 e 80, muita criança recebeu de algum adulto o jogo Mikado, um conjunto de varetas de plástico afiadas que no calor do momento e na mão de um mau perdedor podia ajudar a furar o olho de alguém.

Não ouvi nada sobre casos desses, o que também só abona à minha geração, brincávamos com coisas perigosas mas não nos aleijávamos por aí além. O jogo tem séculos de existência, e na década de 80 estava em grande sendo que a Majora lançava para o mercado uma versão multicolorida de varetas de plástico ou uma versão mais adulta, com varetas de madeira e riscas de cor. O jogo consiste em várias varetas de cerca de 20 cm, podendo ser jogado por 2 ou mais jogadores (normalmente 4) e que consiste em atirar as varetas todas para uma superfície sólida (normalmente jogava isto no chão) de modo a que elas ficassem amontoadas em cima umas das outras e que obrigasse a uma ginástica mental e física para que retirasse uma vareta sem fazer mexer as outras.

Elas tinham diversas cores e cada uma correspondia a um certo número de pontos. Existia uma Branca (MIkado) que era a mais valiosa, 20 pontos, havia 5 Amarelas (Mandarin) que valiam 10 pontos, 5 Azuis (Bonzen) que valiam 5 pontos, 15 Verdes (Samurai) que valiam 3 pontos e 15 Vermelhas (Kuli) que valiam 2 pontos. O jogo foi um dos mais vendidos pela Majora, assim como no Brasil era dos mais vendidos pela Estrela, que produzia o jogo desde 1961 renovando sempre o seu aspecto visual mesmo com a concorrência de marcas mais baratas que fazem várias versões deste mesmo jogo.

Divertia-me muito a jogar isto com os meus primos na casa da minha avó, o chão de cimento era o ideal para agarrar nas varetas e passarmos ali uns bons momentos.










sexta-feira, 21 de setembro de 2012

... do Eles Vivem (They Live)

sexta-feira, setembro 21, 2012 5
... do Eles Vivem (They Live)


Gosto muito dos filmes do John Carpenter, e este Eles Vivem (They Live) que foi escrito e realizado por ele, é um dos meus preferidos. Um filme divertido, onde a ficção científica de horror se cruzava com a comédia negra e que apesar de não primar por grandes interpretações, conseguia nos prender ao ecrã com aquela mensagem de um grande colapso económico e da ganância e consumo desenfreado dos Norte-Americanos.

O filme foi lançado em 1988 pela mítica produtora dos anos 80, a Carolco e mostrava como um desempregado de seu nome Nada, interpretado pelo Wrestler Roddy Piper, descobre que as elites endinheiradas são na verdade um grupo de Aliens infiltrados no nosso planeta e disfarçados como seres humanos. Ele apercebe-se disso através de uns óculos escuros que encontra e que lhe permite ver os aliens disfarçados e as mensagens subliminares para eles em todo o tipo de coisa, desde um programa de tv a um cartaz de publicidade.

Quando começam a perceber que ele os consegue ver, decidem tentar matá-lo mas este sobrevive e decide começar a ir atrás destes com armas e disparando sobre todos eles, mesmo quando estes estão no meio de humanos normais que não percebem o porquê dele estar assim aos tiros.

Uma das melhores cenas do filme é quando Nada entra num banco, profere a frase
"I have come here to chew bubblegum and kick ass...and I'm all out of bubblegum." e desata aos tiros.

Mais tarde veio-se a saber que essa frase não estava no guião, que foi adicionada no momento por Roddy Piper, o que não é de estranhar já que é algo muito à Wrestling e às ameaças que por lá são proferidas. O filme começa então a entrar numa toada mais revolucionária, com Nada a receber armas e equipamento todo futurista de um grupo que sabia da existência destes Aliens e que também pretendia acabar com a presença destes na terra.

O filme torna-se algo atabalhoado a dada altura, mas é uma boa obra de Carpenter e vê-se muito bem com cenas muito fortes e uma mensagem interessante através do filme todo.








quinta-feira, 20 de setembro de 2012

... do Top Cat (Manda-Chuva)

quinta-feira, setembro 20, 2012 0
... do Top Cat (Manda-Chuva)

Na década de 80, assim como nas anteriores, os desenhos animados da Hanna-Barbera eram uma presença constante nas nossas televisões e um dos meus preferidos era o do Top Cat, ou Manda-Chuva como era chamado no Brasil.

Top Cat foi mais um dos desenhos animados da Hanna-Barbera que foram transmitidos no horário nobre dos Estados Unidos, pela estação ABC entre 27 de Setembro de 1961 e 18 de Abril de 1962 num total de 30 episódios de cerca de meia hora. Apesar do aspecto infantil, estes desenhos animados tinham uma componente sitcom e algum humor que qualquer adulto podia apreciar, e as tropelias do Manda Chuva e do seu grupo enganando sempre o guarda Belo (que apesar de tudo tinha um sentimento especial para com este grupo de vigaristas) eram sempre diversão garantida.

No nosso País isto não teve o mesmo sucesso de outras produções da dupla HB, lembro-me de ver isto na RTP1 mas não com a mesma intensidade de outros desenhos animados desta produtora. No Brasil foi o inverso, e muito por culpa do actor que dobrava a personagem principal, o grande Lima Duarte. Por cá penso que passou a versão original, onde a voz de Top Cat pertencia a Arnold Stang.

Aquando do boom das revistas em quadradinhos infanto-juvenis, a editora Abril tinha uma dedicada a este Manda-Chuva com histórias interessantes e tão ou mais divertidas que alguns episódios. Assim como no desenho animado, muitas das histórias se desenrolavam com o Guarda Belo a tentar expulsar a gangue do Beco onde viviam.


Manda-Chuva (Top Cat) - Líder da gangue é o primeiro a inventar e se meter em trapalhadas
Batatinha (Benny the Ball) - O mais amável dos gatos. Possui aparência de um gato doce, gentil e incapaz de fazer mal a uma mosca. Se por um lado não age com maldade, por outro é sempre leal e incontestável às ordens de Manda-Chuva.
Bacana (Fancy Fancy) - É um gato com ares de galã
Espeto (Spook) - Um gato de estilo próprio, que no Brasil acabou ganhando na dublagem sotaque nordestino
Gênio (Brain) - O nome é apenas uma ironia
Guarda Belo (Officer Dibble) - É um policial à americana, amigo da vizinhança e que tenta, sem fazer muito esforço, fazer com que Manda-Chuva pare com suas traquinagens
Chu-Chu  (Choo Choo) - É um gato cor-de-rosa, e é ele o braço direito de Manda Chuva e também o gato mais alto da turma, usa camisa branca de gola alta. Chu-chu sempre vigia para ver se alguém está se aproximando quando a turma está aprontando alguma


No final de 2011 saiu um filme baseado neste desenho animado por via de um estúdio Mexicano que o lançou somente para o México e o mercado Sul-Americano tornando-se um dos filmes de maior sucesso do México. Apesar da Warner Brothers tratar da distribuição do filme, o mesmo não tem ainda data de estreia para o mercado Norte-Americano ou Canadiano apesar de já ter sido lançado no Reino Unido.

Um dos meus episódios preferidos é aquele onde um Milionário pensa que o Benny sabe tocar violino e o Top Cat aproveita isso até à exaustão, e também aquele em que confundem o Benny com um herdeiro de uma fortuna. Acho este um dos melhores contributos da dupla HB, e infelizmente é das menos lembradas pelo público em geral quando se fala dos desenhos animados produzidos pelo estúdio.

















quarta-feira, 19 de setembro de 2012

... de Uma Casa na Pradaria

quarta-feira, setembro 19, 2012 7
... de Uma Casa na Pradaria

Uma Casa na Pradaria (Little House on the Prairie) era uma daquelas séries de fazer chorar as pedras das calçadas, carregadinha de drama mas sabiamente temperada com alguns momentos de humor e acima de tudo uma mensagem de união familiar e valores como a Amizade e a Honestidade, a série marcou gerações e continua a ser um sucesso aquando das suas repetições nos mais diversos canais.

A RTP transmitiu esta série no final da década de 70 e começo da década de 80, penso que também foi repetida ao longo desta década mas foi algo que nunca me interessou muito, as únicas séries do Michael Landon que eu gostava eram o Bonanza ou o Um Anjo na Terra. Foi aquando da sua repetição na SIC Gold que pude apreciar esta série e ficar completamente viciado nela, os dramas aguentam-se bem no meio daquele elenco maravilhoso de actores e da cumplicidade que eles transmitem para o público e do humor que está sempre presente na série.

A série foi transmitida pela NBC entre 1974 e 1983, com 9 temporadas e cerca de 203 episódios adaptados dos livros Little House de Laura Ingalls Wilder. Comprei os dvd's que saíram por cá, e só tenho pena do preço salgado que essas edições tiveram e especialmente a má qualidade de imagem dessas edições.

Charles Ingalls (Michael Landon) e a sua esposa Caroline (Karen Grassle) decidiram pegar nas suas filhas Mary (Mellisa Sue Anderson), Laura (Mellisa Gilbert) e Carrie (Lindsay e Sidney Greenbush) e tentarem a sorte em Walnut Grove, uma localidade onde puderam construir uma pequena casa e uma quinta onde viviam com dificuldades mas sempre de uma forma honrada e honesta.

Charles era um trabalhador por natureza, para além do trabalho na sua quinta, começou logo a procurar trabalho na cidade e fazia de tudo um pouco mesmo sendo enganado em algumas ocasiões e recebendo muito pouco por esse mesmo trabalho. Honesto e amigo do seu amigo, fazia de tudo para ajudar alguém em apuros e para proteger a sua família com a ajuda da sua esposa Caroline que partilhava destes ideais e era uma exímia cozinheira.

Como já disse, gostava muito dos momentos de humor desta série e a comédia maior vinha da família Oleson, que era proprietária do "supermercado" da cidade e tinha um estilo de vida acima das possibilidades dos Ingalls, algo que a Senhora Harriet Oleson (Katherine MacGregor) fazia questão de esfregar na cara de Caroline, muito para desagrado do seu marido Nells (Richard Bull), que tinha outra educação e sentido moral e chegava a sentir inveja do amor que existia na família Ingalls.

Esta rivalidade era transporta para os mais novos, a Nellie (Alison Arngrim) era uma menina mimada que tinha inveja da inteligência da filha mais velha dos Ingalls, a Mary e de todos preferirem estar com elas mesmo sendo pobres. Já o filho Willie (Jonathan Gilbert) pegava-se com a Maria Rapaz que era a Laura Ingalls, muitas das vezes instigado por Nellie que também não gostava nada de Laura. Outro foco de humor vinha do amigo de Charles, Isaiah Edwards (Victor French) e de alguns dos habitantes da cidade como o bom médico Hiram Baker (Kevin Hagen) ou   o bondoso Reverendo Robert Alden (Dabbs Greer).

Mas a série retratava as dificuldades daquela altura, em especial como quando a natureza estragava as colheitas e obrigava as famílias a procurar outros rendimentos. Existiram episódios onde Charles teve que viajar e procurar empregos perigosos como o de transportar Nitroglicerina, de modo a poder sustentar a sua família. Amor, Família, Amizade, Alcoolismo, Deficiências físicas, diferenças raciais, de tudo um pouco era abordado nesta série de uma forma séria mas ao mesmo tempo muito humana e leve, podendo ser vista por toda a família e servindo como uma boa lição. Era também interessante ver a relação entre Charles e Laura, muito unidos e sempre em grande destaque.

Adorava os episódios que envolviam os Oleson, em especial um em que ambas as famílias disputam várias provas numa feira da cidade, ou aqueles em que Charles conseguia saldar a sua dívida no mercado para regozijo de Nels e arreliação de Harriet. É uma série que aconselho a todos, já que ao longo das temporada soube sempre se reinventar bem com a adopção de meninos por parte da família Ingalls e do casamento das suas filhas mostrando assim o seu crescimento e amadurecimento.











terça-feira, 18 de setembro de 2012

... do Bicho do Iran Costa

terça-feira, setembro 18, 2012 0
... do Bicho do Iran Costa

No começo da década de 90, os hit's de verão ganhavam força e todo o ano tínhamos uma febre que assolava todo o País e onde só se ouvia essa música em todo o lado, músicas com uma forte componente dançável e muitas delas eram vindas do Brasil, como a música O Bicho do artista Iran Costa.

Iran Costa era um DJ e animador de Rádio no Brasil que decidiu vir para Portugal e tentar a sua sorte a cantar, assinou contrato com a Vidisco e teve 2 álbuns editados em 1993 e 1994 que passaram completamente despercebidos do grande público. Mas em 1995 isso mudou quando lançou o disco O Bicho, onde a música que dava nome ao álbum saltou para a rádio e para a Televisão dando a todos a possibilidade de conhecer esta música que tinha um refrão que ficava no ouvido e uma coreografia que era divertida de imitar.

O disco chegou à Sexta Platina, e arrebentou com todos os recordes em Portugal sendo um sucesso nas lojas de discos ou nas feiras do nosso País, chegaram a surgir dados que juntando todas essas vendas foi um dos discos/k7's mais vendidos de sempre em Portugal. O facto de ser um artista presente em programas como o Big Show SIC ajudou a que o sucesso fosse ainda maior, todos ouviam e gostavam da música desde os netos aos avós, desde os pais aos filhos, sendo que os mais novos adoravam usar a coreografia quando ouviam a música.


Quando o vento bater no seu cabelo
E espalhar sua magia pelo ar
Ele vai te encontrar esperando
Que o destino revele enfim
Os segredos que tem pra te contar
Ha tanto tempo que eu te quero do meu lado
Nossos caminhos nao haviam se cruzado
Meu coraçao bate mais forte que a emoçao que tem você
pra mim
Oh oh oh
Aquele grito que era preso na garganta
Se transformou e a nossa vibraçao é tanta
Cante comigo pra dizer a todo o mundo que é assim
nosso amor
{Refrain:}
E o Bicho {x2}
Vou te devorar
Crocodilo eu sou
E o Bicho {x2}
Vou te devorar
Crocodilo eu sou

Ainda hoje sei a letra de cor, e lembro-me bem quer do teledisco psicadélico com um Iran Costa gigante à lá King Kong a andar pela cidade de Lisboa, quer de dançar a coreografia na Praia quando esta música começava a dar e via-se uma praia inteira a fazer o bicho com os braços.




domingo, 16 de setembro de 2012

... do Big Brother 1

domingo, setembro 16, 2012 6
... do Big Brother 1


No dia que a TVI vai estrear mais um Reality Show, vou relembrar o 1º (e maior) programa do género que estreou nesse mesmo canal a 3 de Setembro do ano 2000, o Big Brother. Foi um sucesso absoluto e uma pedrada no charco no panorama audiovisual e uma viragem para o canal que vinha estando sempre na sombra da sua concorrente SIC, quer em matéria de audiências, quer em programas polémicos e/ou inovadores. Curiosamente a SIC tinha recusado este formato, algo que com certeza se arrependeu já que mais tarde começou a lançar reality shows atrás de reality shows que nunca tiveram o mesmo sucesso deste Big Brother, que levou então a produtora Endemol a levá-lo para a TVI.

Na apresentação do programa encontrámos a veterana Teresa Guilherme, acompanhada por um apresentador/repórter de rua que era Pedro Miguel Ramos, e eles são uma quota parte do sucesso do BB, em especial o método de apresentação da Teresa que escolheu um caminho menos sóbrio, mais sensacionalista e especialmente mais em sintonia com os habitantes da casa. Ela era como se fosse uma Tia deles, alguém divertido que gosta de mandar umas indirectas sobre relacionamentos e brincar com situações do nosso dia a dia.

O programa consistia em ter um grupo de pessoas fechado numa casa (na Venda do Pinheiro, em Loures), e vigiados constantemente pela Televisão 24h por dia, mostrando assim todos os seus movimentos, quer no cumprimento de provas dadas pela produção, quer na simples conversa no sofá ou na mesa na hora da refeição.

Só isso já era motivo para despertar o voyeur dentro de muitos de nós, mas para mim o grande segredo do sucesso deste programa foi o facto de nos revermos nos seus concorrentes. Aquele grupo era muito semelhante aos nossos grupos de amigos.

Tínhamos o bruto macho latino que era o Marco Borges, tínhamos o jovem burro e impressionável por esse bruto que era o Telmo, a gaja boa e burra que era a Célia, a bardajona que fala de sexo para chamar a atenção que era a Sónia, a pessoa calma e discreta que vinha do interior que era o Zé Maria, a gaja que sabe um pouco mais do que os outros e por isso tenta liderar o grupo que era a Marta.. enfim todos eles tinham algo a ver com alguém que conhecíamos.

Os concorrentes tinham alguns bordões que passaram para o dia a dia do Português, o "Tás a ber?" do Mário passou a ser usado, e gozado, por tudo e por todos. Até pelo Herman aquando da sua imitação no programa Big Breda, mais uma coisa que provava o sucesso do Big Brother. Erros como as Órgeas do Telmo, momentos de sexo debaixo do edredon e provas complicadas como aquela onde tinham que pedalar um certo número de km's para terem direito a comida, eram sucesso garantido junto de todos que no dia seguinte comentavam o que tinham visto no diário do programa.

Nesses tempos a vida não era fácil num reality show, eles tinham sempre comida, mas a quantidade desta dependia sempre muito do sucesso nas provas que tinham que superar, e estas não eram nada fáceis. Os momentos dentro do confessionário também eram engraçados, os concorrentes por vezes extravasavam ali muito do que sentiam e isso aproximava-os do público que via o programa. Isso era importante, já que de 2 em 2 semanas eles nomeavam dois concorrentes que depois iam a votos para que Portugal votasse num deles por telefone e pela internet para os expulsar da casa.

O programa chegou a ter mais de 70% de audiência, e para isso muito contribuiu o pontapé que Marco deu na Sónia. Um golpe que gerou muita discussão pela agressão e que deu expulsão directa a um dos mais fortes concorrentes do programa, que continuou ligado ao mesmo pela relação que tinha com outra concorrente, com a qual chegou inclusive a casar.

A final do programa foi na passagem de ano, e já se adivinhava o vencedor, o pacato Zé Maria que depois dessa vitória nunca mais foi o mesmo, até psicologicamente já que se chegou a tentar suicidar e tudo. Foi um programa marcante, que lançou uma moda que continua até aos dias de hoje e em alguns países as edições de Big Brother chegaram já a ter quase 2 dezenas de edições.










... de brincar com Comboios Eléctricos

domingo, setembro 16, 2012 1
... de brincar com Comboios Eléctricos


Na década de 80 os Comboios Eléctricos estavam em grande, não havia uma loja de brinquedos que não tivesse uma pista montada com um andando ali sozinho e a cativar a atenção de toda a criança que ali entrasse. Cá por Portugal este hobbie de comboios eléctricos era mais direccionado às crianças, ao contrário de outros Países, e existiam modelos para todos os gostos e para todas as bolsas.

Tive um dos mais baratos, com uma pista pequena mas com todas as nuances necessárias para me poder divertir, tinha bastantes curvas e trechos onde podia mudar a direcção e o trilho para o qual o comboio se devia dirigir. Não tinha era extras nenhuns, mas isso arranjava-se, umas casas de brinquedo, uns legos ou playmobis para público e umas ervas e pedaços de gravilha para dar um ar mais "rural" aos trilhos e a diversão estava garantida.

O comboio tinha uma locomotiva simples, uma carruagem para o "carvão" e umas 4 carruagens de passageiros onde não conseguia colocar nenhum infelizmente, e nunca percebi porque nem sequer eram capazes de pintar umas cabeças para fingir que as carruagens tinham pessoas lá dentro.

Os comboios sempre foram um meio de transporte com um ar romântico e relaxante, e por mais monótono que fosse o colocar o comboio nos trilhos e vê-lo a andar sozinho pelo mesmo caminho da mesma forma, conseguia sempre ser algo reconfortante e que não me importava de estar ali a assistir a essa monotonia.

Era um dos brinquedos preferidos nos dias chuvosos, apesar de ser um dos mais trabalhosos, implicava estar ali a encaixar trilho atrás de trilho numa superfície lisa e rija (chão) e depois de encaixar a locomotiva com as carruagens e de o colocar a andar por esses mesmos trilhos. Por vezes colocava obstáculos para ver o comboio a descarrilar, mas também isso se tornava monótono e por isso era um brinquedo com pouco tempo de vida.

Mesmo assim diverti-me bastante com o meu comboio e seria algo que não me importava de continuar a fazer em pistas cada vez mais elaboradas.






sábado, 15 de setembro de 2012

... do Nelson Piquet

sábado, setembro 15, 2012 2
... do Nelson Piquet


Nelson Piquet foi um dos meus pilotos preferidos na Fórmula 1, a sua rapidez e estilo quase Kamikaze faziam dele um dos maiores protagonistas durante uma corrida. Foi Tricampeão, teve por 60 vezes no pódio, alcançou 23 vitórias e marcou o grande circo com a sua personalidade forte.

Filho de um diplomata Brasileiro, Nelson Piquet Souto Maior nasceu a 17 de Agosto de 1952, chegando a jogar Ténis profissionalmente durante um breve período de tempo até que decidiu sair deste desporto, por não o achar suficientemente emocionante e assim passou a dedicar-se ao desporto motorizado. Começou pelo Karting, onde corria disfarçado para que o seu Pai não descobrisse este Hobby, e quando foi para a Fórmula 1, Piquet mostrou que continuava a gostar de ténis usando um capacete estilizado que fazia lembrar uma bola de ténis.

Foi campeão na Fórmula 3 batendo o recorde de vitórias de Jackie Stewart, e conseguindo assim um lugar numa pequena escuderia da Fórmula 1, a BS. Piquet mostrou logo o seu talento ao volante do Mclaren desta equipa Inglesa, conseguindo um nono lugar e fazendo boas corridas mostrando a sua velocidade sendo por isso contratado pela Brabham em 1979 para que fosse o seu segundo piloto tendo como companheiro de equipa o mítico Nikki Lauda.

Após um primeiro ano marcado por muitos abandonos, em 1980 começou a conquistar as suas primeiras vitórias e acabou como vice campeão, um aquecimento para o ano seguinte onde viria a conquistar o título com uma diferença de 1 ponto sobre o piloto Argentino Carlos Reutemann. O ano de 1982 foi um ano problemático para toda a F1 e por isso foi em 1983 que Piquet voltou a vencer o campeonato, levando assim pela primeira vez um carro com motor turbo à vitória.

Os anos seguintes foram cheios de altos e baixos, e o piloto decide então que era hora de mudar de equipa e ingressou na Williams entrando no período que acompanhei com mais interesse este desporto motorizado.

Em 1986 a Williams tinha motores turbo da Honda e tinha outro piloto talentoso na sua equipa, o britânico Nigel Mansell. O carro era bastante competitivo, mas ambos os pilotos perderam o campeonato para o Francês Alain Prost e isso deveu-se em parte a uma pequena rivalidade que existia entre os 2 pilotos da Williams.


Piquet usava da típica malandragem Brasileira, num grande prémio Nigel Mansell encontrava-se com o carro instável chegando a sair da pista, prejudicando o rendimento dos seus pneus. O piloto avisou pelo rádio para colocarem pneus novos nos boxes e a equipe rapidamente se preparou para o receber, mas quem apareceu no pit foi o Williams número 6 do piloto brasileiro. Piquet, brilhante, havia antecipado sua parada para trocá-los. Dentro do pit, pelo rádio, Patrick Head comunica ao piloto inglês para não entrar nesta volta, forçando-o a completar mais uma com os pneus bem gastos, já que a equipe estava comprometida com a execução do carro do seu companheiro de equipe.

Em 1987, ano onde voltou a ser campeão vencendo o seu parceiro, Piquet voltou a usar desta malandragem, dizia-se que ele configurava o carro de uma certa maneira para que os técnicos de Mansell copiassem essa configuração, mas depois mudava-a toda em cima da hora para algo mais adequado ao carro. Curiosamente foi um ano em que venceu poucas corridas, ganhando pontos estratégicos e usando de algumas manobras mais "sujas" para levar a melhor sobre o seu companheiro que era mais rápido do que ele. Isto levou a que a amizade entre ambos sofresse um revés e nunca mais fosse a mesma.

Mesmo assim na primeira edição do Grande Prêmio da Hungria, Piquet realizou sobre Ayrton Senna, a ultrapassagem que muitos consideram como a mais bela de todos os tempos na Fórmula 1 – no fim da recta dos boxes, pelo lado de fora de uma curva de 180 graus, escorregando nas quatro rodas. O tricampeão Jackie Stewart, comentando a cena, disse que era "como fazer um looping com um Boeing 747".

Em 1988, o piloto Brasileiro assina um contrato milionário com a Lotus, que era equipada esse ano pelos motores Honda e que lhe prometeu a posição de piloto número 1 da equipa, algo que o mesmo reclamava da Williams e que esta nunca cumpriu. Mas a instabilidade deste carro nunca deixou o piloto satisfeito, e passados 2 anos este volta a mudar de equipa e ingressa na Benetton, que mesmo sem uns motores tão rápidos como os da Honda, tinha um chassis bastante viável e competitivo.

Na sua primeira temporada Piquet voltou às vitórias nos grandes prémios e acabou o ano no 3º lugar, à frente de um piloto da Mclaren e de outro da Ferrari que tinham carros bastante mais competitivos. Até a sua reforma em 1992, Piquet foi vencendo corridas e animando as corridas com a sua rivalidade com Nigel Mansell, a quem o piloto Brasileiro chamava de "idiota veloz".

Piquet ignorava pedidos de ultrapassagem levando a uma dessas vezes a um despiste do piloto Inglês e numa corrida em que Mansell fica com o seu carro parado na pista, o piloto Brasileiro passa por ele sorrindo e acenando, confessando no final da corrida que teve um orgasmo em ver ele ali parado. Eu gostava deste temperamento e comportamento de Piquet, mas sei que foi também o que o impediu de ir para a Ferrari, já que o seu ego e arrogância o impediam de chegar a acordo com a escuderia Italiana.

Mesmo assim continua a ser um dos meus preferidos, podia não vencer sempre as suas corridas mas deixava a sua marca na grande maioria delas e foi um piloto que marcou o desporto desta categoria.





sexta-feira, 14 de setembro de 2012

... da Noite da Má Língua

sexta-feira, setembro 14, 2012 4
... da Noite da Má Língua


Sempre foi complicado acordar cedo para ir para a escola, e as Sextas-Feiras de manhã de 1994 eram extremamente complicadas por causa de um programa que a SIC dava ao final da noite de Quinta e que acabava pela madrugada de sexta, o programa A Noite da Má Língua.

Este era um programa mordaz e ácido, com críticas fortes e com pessoal sem papas na língua a criticar membros do governo ou figuras da sociedade Portuguesa que beneficiava em muito do final do governo Cavaquista e do começo da legislatura de António Guterres. O País fervilhava com acontecimentos como o Buzinão na Ponte ou a pancada na Marinha Grande, e um programa destes apelava aos adolescentes que começavam a ter consciência social e a todos que tivessem bom humor e que gostassem de ver algo que expunha o que ia de mal no nosso País.

O programa era apresentado por Júlia Pinheiro, que cumpria bem o seu papel de apresentadora, dando temas para a conversa e conseguindo moderar/refrear os seus colegas de modo a que o programa tivesse um princípio, meio e fim em condições. Volta e meia dava a sua tirada e o seu estilo assertivo e seguro de si ajudava quando o programa tinha direito a convidados ou quando ela ia entregar os prémios que o programa atribuía.

No começo o cenário era muito simples e o que sobressaía eram as cadeiras onde a apresentadora e os quatro comentadores se sentavam que tinham umas cores berrantes, eram enormes e estavam cheias de picos. Completamente adequado ao programa onde todos eram picados e onde para além dos comentários ácidos dos membros do programa, tínhamos um apanhado de imagens do que tinha acontecido durante a semana no segmento SIC Transit Gloria Mundi do Victor Moura Pinto, que eram sempre acompanhadas de música que gozava com as situações que eram retratadas e com comentários bem interessantes.

No começo existiu muita rotação de comentadores, o poeta Alberto Pimenta e a rainha da ironia que era Graça Lobo estiveram nas cadeiras que rapidamente ficaram com 4 homens durante muito tempo.

Miguel Esteves Cardoso, Luís Coimbra, Manuel Serrão e Rui Zink eram então os comentadores de serviço sob a moderação da Júlia que tentava assim refrear os comentários deste quarteto que não tinha receio de dizer o que pensava, e das discussões que existiam por vezes devido a serem quatro pessoas bastante diferentes.

MEC era um intelectual que tinha estudado em Inglaterra e que defendia a Monarquia enquanto escrevia crónicas arrasadoras no Independente, Manuel Serrão era o homem do Norte que gosta de falar alto enquanto falava de futebol e dono de uma risada que rapidamente se tornou imagem de marca do programa, Luís Coimbra era o homem sóbrio e sério, que tinha tiradas certeiras e que defendia o seu Sporting assim que Serrão entrava pelos caminhos da bola e por fim Rui Zink era o homem da Esquerda mas dono de um humor carregado de ironia e por vezes bem corrosivo.

Um dos melhores programas foi quando o José Cid teve a coragem de aparecer em pleno programa para receber o seu prémio, e quase começou à porrada quer com Miguel Esteves Cardoso quer com Manuel Serrão. De resto os acontecimentos marcantes do fim do governo de Cavaco e os membros castiços do governo de Guterres, davam excelentes crónicas de Victor Moura Pinto em especial quando mostravam o António Vitorino a andar tal e qual como um Pinguim. Herman José fez uma imitação perfeita deste programa nos seus programas no Canal 1 e foi assim convidado a aparecer no programa o que fez com todo o gosto.

O programa esteve no ar de 1994 a 1997 e a dada altura viu a saída de Luís Coimbra ser colmatada com a entrada de Rita Blanco que deu outro fôlego ao programa e animou as noites com as picardias constantes com o Manuel Serrão. Sendo sincero, não fui muito fã da entrada dela, e quando o programa virou uma mesa redonda comecei a deixar de o ver com tanto interesse. Mesmo assim marcou uma época, e era rara a Sexta-Feira onde o assunto na escola não era sobre a Noite da Má Língua.















quinta-feira, 13 de setembro de 2012

... da Telenovela Palavras Cruzadas

quinta-feira, setembro 13, 2012 2
... da Telenovela Palavras Cruzadas


Palavras Cruzadas foi uma novela Portuguesa, transmitida no começo de 1987 e que mostrava a vida da alta sociedade de Lisboa, com especial destaque para o centro comercial das Amoreiras que era quase como uma personagem da novela.

As telenovelas Portuguesas começavam a ganhar adeptos na década de 80, algumas delas tinham qualidade acima da média e disputavam a popularidade com as novelas vindas do Brasil. Depois de novelas mais rurais ou piscatórias, a RTP apostou numa que se centrasse mais no ambiente citadino e mostrava as aventuras de três famílias de diferentes estratos sociais e que acabavam por se cruzarem quer a nível profissional, quer por via dos dramas amorosos e financeiros que acabavam por acontecer ao longo da trama.

A série foi transmitida pela RTP em pleno horário nobre, pelas 20h30, entre 12 de Janeiro de 1987 e 29 de Junho desse mesmo ano com um total de 120 episódios produzidos. A tragédia que assolava uma das protagonistas da trama, Maria João Lucas, e que levou à sua morte foi um dos principais atractivos da novela, mais ainda que o drama inicial que foi o facto de ela ter acabado o namoro com um irmão, Francisco (Álvaro Faria), para ir viver junto com o outro irmão. João (Tozé Martinho), que provocou um grande desgaste na família Salgado.

Esta família da Alta Burguesia, encabeçada pelo Doutor Luís Salgado (Jacinto Ramos), aparecia sempre em grande destaque na novela já que as maiores tramas se iniciavam sempre com um dos membros da família. A mãe Helena Rebelo (Rosa Lobato Faria) envolveu-se desde cedo num esquema de venda de jóias que trouxe bastantes dissabores ao longo da novela, enquanto que a filha Isabel (Manuela Marle) tinha sempre alguns problemas devido à sua profissão de Jornalista.

Já o outro filho da família, o Rui (Gonçalo Ferreira), jogava futebol no Belenenses e junto com a Mina (Célia David) formaram um dos piores casais de sempre na história do audiovisual, quer pela falta de química entre eles quer pela fraca capacidade de actuação destes 2 jovens "actores". A Mina pertencia à família Ramos, constituída por pequenos comerciantes e um baixo extracto social a que ela tentava fugir e assim ignorar o seu pai Óscar (Carlos César) e a sua tia Rosa (Natalina José) que a criaram após o abandono da sua mãe Lurdes (Manuela Maria). E esta mãe fazia a ligação com a outra família da novela, a família Esteves, de classe média-alta com uns planos para destruir a companhia do Filipe Rebelo (Armando Cortez) que era irmão de Helena e que tinha que enfrentar as constantes sabotagens de alguém que pensava ser da sua confiança, o Simão (Morais e Castro) e contar apenas com a ajuda da sua filha Marta (Rita Ribeiro).

A trama de que afinal a personagem de Tozé Martinho era afinal filho do Avô e por isso irmão do seu pai e tio dos seus irmãos, foi algo bem inovador e nada comum nas tramas quer de então quer de agora e algo que contribuiu para o sucesso da novela juntamente com a sua banda sonora que tinha músicas de sucesso de artistas como Rão Kyao, Dina ou Jorge Palma entre outros.

Passando por cima de algumas más interpretações, a novela é bem interessante e personagens como a criada Julieta, interpretada de forma fantástica por Luísa Barbosa, davam um necessário alívio cómico a uma trama quase sempre muito pesada e dramática. A RTP Memória teve a repetir esta novela recentemente e pude por isso comprovar o que aqui disse, quando voltarem a repetir não aconselharei vivamente a reverem. mas também não direi para mudarem logo de canal.












quarta-feira, 12 de setembro de 2012

... do Bomberman

quarta-feira, setembro 12, 2012 2
... do Bomberman

Bomberman é um dos jogos mais viciantes de sempre, um jogo de estratégia onde tínhamos que andar por labirintos a colocar bombas e a rebentar com tudo, como podíamos resistir a isto? O jogo foi idealizado por Hudson Soft e foi lançado em 1983 para o Spectrum, deixando o pessoal doido com as possibilidades que o jogo nos dava.

O jogo não tinha nenhuma história, basicamente tínhamos que puxar pela cabeça e ver onde podíamos deixar as bombas de modo a que estas fossem abrindo um caminho por onde podíamos andar, que nos deixasse chegar ao fim ou apanhar as coisas que devíamos apanhar. A Nintendo tratou de popularizar o jogo no NES e SNES e deu-lhe um conceito e história, tornando o boneco parte de uma espécie de polícia Inter-Galáctica que protegia o universo.

Um boneco pequeno, com uma cabeça grande e um ar simpático, que tinha que usar as suas bombas para eliminar os seus inimigos e abrir caminho conquistou-nos a todos na década de 80 e voltou a entrar nos nossos corações na década de 90 com o sucesso das suas edições para a Super Nintendo ou para a Sega Saturn.






segunda-feira, 10 de setembro de 2012

... da Bia, a Pequena Feiticeira

segunda-feira, setembro 10, 2012 8
... da Bia, a Pequena Feiticeira

Bia, a Pequena Feiticeira foi mais um daqueles Animes que passou pela TV Portuguesa e que deve o seu sucesso à dobragem que teve. Desde a canção do genérico, que ficava no ouvido, às situações durante o desenho animado, as vozes Portuguesas ajudaram a que este Anime ficasse na memória de muitos que o viram no começo da década de 90.

Majokko Meg-Chan era o nome original do Anime, que era baseado num Manga criada por Akio Narita e Tomo Inoue sendo produzidos 75 episódios entre 1974 e 1975 que foram transmitidos por cá pela RTP 2 na década de 80 e de 90. Como muitos Animes transmitidos no nosso País, este era adaptado de uma versão Europeia, neste caso da versão Italiana que tinha menos episódios, cerca de 65.

O que me lembro mais da série era que era muito boa a nível gráfico, a animação é muito pessoal e com muita cor, era um daqueles animes com inspiração Europeia mas com a alma oriental na mesma. Neste desenho animado podemos ver as aventuras da Bia (Cláudia Cadina), uma jovem feiticeira que disputava o trono do reino da magia com a sua rival, Nádia (Helena Isabel) que chegam à Terra para aprender como vivem os humanos. Uma particularidade engraçada era ver como as roupas reflectiam a personalidade das protagonistas, Bia estava sempre com cores suaves e leves enquanto que Nádia tinha cores mais fortes, mais pesadas.


A Bia veio viver para a casa de Ana (Fernanda Montemor), uma velha feiticeira que decidiu viver no nosso planeta e constituir família enfeitiçando o seu marido Paulo (António Semedo) e os seus filhos para que estes considerassem a Bia como a filha/irmã mais velha da família. Existia ainda o bruxo Xoné (Adriano Luz) que devia vigiar o desempenho das pequenas feiticeiras mas tinha os seus próprios planos.

Não me lembro de tudo dos episódios, nem via isto regularmente, mas lembro-me que me divertia com este desenho animado e que ainda hoje consigo cantarolar a música do genérico, uma batida Italiana à Eurodance com uma letra Portuguesa divertida e interessante.

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu

Assim também tu podes imitar a Bia
e fazer qualquer magia.
Aparecer desaparecer num sonho
e transformar a noite em dia.
Cavalgando uma estrela,
ou um arco íris sobre o mar.
Mas cantemos juntos a canção
da Bia para ajudar

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu