Agosto 2012 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

... do Theme Hospital

sexta-feira, agosto 31, 2012 2
... do Theme Hospital


No final da década de 90, um dos jogos de PC que todo o pessoal curtia jogar era o do Theme Hospital. Era um jogo de estratégia mas com um sentido de humor negro que seduzia a maior parte do pessoal, o deixarmos o hospital financeiramente estável e os nossos pacientes saudáveis eram secundários pela vontade de querermos ver que doença iria nos aparecer desta vez.

O jogo foi criado pela Electronic Arts em 1997, e nele temos que administrar um hospital, construindo salas de diagnóstico, contratando médicos, funcionários entre outros.

Sendo este um jogo da Bullfrog, a comédia era parte integrante do jogo, mais até do que os outros aspectos. Os tipos de doença são as mais variadas possíveis, desde gripe comum, até lingua frouxa, ou cabeça inchada e era depois com o tratamento que nos ríamos a valer: A lingua froxa, o cara chega com uma lingua pra fora da boca do tamanho de uma meia, o tratamento? Cortar a lingua fora. A cabeça inchada, literalmente, o cara chega com a cabeça do tamanho de um balão, o médico, pega uma agulha, estoura a cabeça com uma agulha, depois enche como se fosse um balão...

O jogo é muito criativo, a lista de doenças é enorme, tem até a Síndrome do Rei, o cara chega fantasiado de Elvis Presley e acha que é o próprio. Uma simples consulta no Psiquiatra resolve o problema.

O jogo conforme se avançava de nível ia ficando mais complicado, e a lista de doenças ia aumentando o que ajudava à vida longa do jogo. Os gráficos eram simples mas agradáveis, ainda hoje dá para olhar para o jogo e rir um pouco com as situações que nele aparecem.

O jogo chegou a vender mais de 4 Milhões de cópias no mundo inteiro, e em 1999 muitos de nós se divertiam a jogar este jogo durante horas, e a rirmos com as doenças que nos apareciam ali e com os tratamentos dados às mesmas.



                                    





... da Moeda de 50 Escudos

sexta-feira, agosto 31, 2012 0
... da Moeda de 50 Escudos


A moeda de 50 Escudos foi uma das que mais usei na minha vida e das que mais gostei, o desenho da caravela e o relevo da moeda eram muito interessantes, e era mais uma daquelas que se tornava giro colocar um papel por cima e "raspar" com o Lápis para ficar com a imagem dela no papel.

Esta moeda em particular esteve em circulação desde 1987 até 2002, era de Cupro-Níquel com 31 mm de diâmetro e com o bordo denteado. Era uma moeda muito utilizada para comprar o lanche na escola, para carteiras de cromos ou máquinas de jogos. Fazia-se muito a combinação de 2 para chegar aos 100 escudos, e uma moeda destas garantia sempre que pelo menos ficaríamos bem alimentados.

Uma das maiores moedas que houve, quer em tamanho quer no uso que se dava à mesma.




quinta-feira, 30 de agosto de 2012

... do Napster

quinta-feira, agosto 30, 2012 0
... do Napster

No começo do século XXI, ainda não era nada fácil encontrar uma música para fazer o download na Internet, e foi por isso que o Napster ficou conhecido por tudo e por todos já que foi o primeiro p2p especializado nessa simples função que era a de encontrar a música que mais gostávamos.

O Napster foi criado por Shawn Fannings e Sean Parker em 1999, e assentava num simples conceito, o de toda e qualquer pessoa conseguir partilhar o ficheiro de música que tinha no seu PC e também de poder aceder às músicas que outros tinham nos seus PC's. O utilizador tirava músicas mas também as partilhava, e rapidamente este programa começou a ficar com um acervo impressionante de mp3 e de discografias completas tendo até gravações raras e inéditas que fãs tinham no seu computador pessoal e agora podiam partilhar com todo o mundo.

Em 2001 o programa tinha 8 Milhões de utilizadores que partilhavam diariamente mais de 20 Milhões de ficheiros de música, e foi devido a esse crescimento que a empresa começou a ser alvo de acções legais e de processos judiciais. A maioria da indústria fonográfica começou a processar o programa, acusando-os de promover a pirataria e a troca de ficheiros que estavam protegidos pelo direito autoral.

Os Metallica foram a banda que mais vocalizou a sua revolta e indignação por um programa do género existir, e um dos maiores processos judiciais e que ajudou a fechar esta empresa partiu desta banda de Rock. O que adiantou pouca coisa, já que nesse mesmo ano começaram a ficar populares outros programas do género do Napster como o Kazaa ou o Audiogalaxy.

Neste momento o programa ainda existe, mas vende música digital tudo de uma forma legal e séria de acordo com as leis do direito autoral. Mas deve ser rara a pessoal que tinha internet em 2000 e que não tenha usado este programa para baixar uma das suas músicas preferidas.




... dos Peste e Sida e dos Despe e Siga

quinta-feira, agosto 30, 2012 2
... dos Peste e Sida e dos Despe e Siga


Peste e Sida foi uma daquelas bandas irreverentes dos anos 80 que o pessoal curtia ouvir, com uma batida mexida e um estilo descontraído que os tornava um sucesso junto dos adolescentes. No começo da década de 90, os elementos da banda chegaram a fazer outro projecto musical paralelo a este, os Despe e Siga, enquanto que a banda Peste se dedicava a música original com algumas versões, os Despe produziam somente versões de músicas conhecidas do Pop Rock internacional em músicas bem animadas no nosso Português.

João San Poyo no baixo, Luís Varatojo na guitarra, Fernando Raposo na bateria e João Pedro Almendra como vocalista formaram a banda Peste e Sida em 1986, sendo mais uma daquelas bandas que passou pelo mítico Rock Rendez Vous com algum sucesso, tendo gravado logo o seu primeiro álbum em 1987. Começaram a fazer as primeiras partes dos Xutos e Pontapés, e sofreram constantes mudanças nos integrantes da banda, com entradas e saídas que em nada abalaram o projecto que em 1991 decide fazer espectáculos à parte como Despe e Siga.



É complicado encontrar alguém da década de 80 que andasse num liceu e que não tivesse cantado músicas do Peste & Sida, "Sol da Caparica", "Paulinha" ou "Chuta Cavalo" são bons exemplos disso e do espírito da banda, diversão e música animada que nos fazia abanar a cabeça e dançar alegremente. Foi com outro sucesso dos Peste, o "Bule Bule" que surge a ideia de fazerem a banda Despe e Siga, já que esta música era uma versão do "Wolly Bully" que é apresentado no âmbito das comemorações do 25 de Abril em pleno Terreiro do Paço.



A banda Despe pegava em temas de bandas como os Pogue ou os Madness e tocava-as no mesmo ritmo mas na nossa língua, os maiores sucessos deles foram o "Festa" e o "Bué de baldas" de 1994. Começaram a existir atritos entre os membros fundadores da banda, uns pretendiam manter apenas o projecto dos Peste e Sida, e outros queriam ambos os projectos a funcionar. Como Peste e Sida participam também do álbum de homenagem ao Zeca Afonso, os Filhos da Madrugada e continuam a sofrer revoluções no seu alinhamento o que fizeram com que a banda perdesse muito do seu charme apesar de ainda continuar em actividade.

Como Despe duraram menos, e acabaram antes do final da década de 90. Seja qual for o projecto musical, a energia de Luís Varatojo era impressionante e ajudou ao sucesso de ambas as bandas que deixaram saudades no mundo da música em Portugal.








terça-feira, 28 de agosto de 2012

... do David, o Gnomo

terça-feira, agosto 28, 2012 6
... do David, o Gnomo


Toda a criança da década de 80 conhecia o logo da BRB International, alguns dos desenhos animados mais divertidos vinham dessa produtora e o do David, o Gnomo era um bom exemplo disso.

David é um Gnomo de 15 centímetros com 399 anos que vive num bosque com a sua esposa Lisa, A história é baseada no livro do autor holandes Wil Huygen e do ilustrador Rien Poortvliet, com 26 episódios produzidos em 1985 que foram transmitidos pela RTP em 1986 aos fins de semana de manhã com dobragem em Português. Este Gnomo era um médico que dedicava a sua vida a tomar conta e a tratar dos animais do bosque, tendo que enfrentar os ataques dos Trolls, os maiores inimigos dos gnomos.

Lembro-me que gostava da calmaria que rodeava a série, era serena como a idade e sabedoria do Gnomo, e em especial lembro-me dos beijinhos que eles davam roçando os seus narizes e da tristeza que foi o último episódio da série, quando David e Lisa morrem e viram árvores no bosque onde sempre viveram.









... do Manimal

terça-feira, agosto 28, 2012 3
... do Manimal


Manimal é daquelas séries que nos fica na memória como algo tão mau que acaba por ser bom, ou nem por isso já que me lembro pouco da série e nunca mais a revi mas quando era miúdo vibrava com todos os episódios que transmitiam,

É mais uma série do grande produtor Glen A. Larson, homem que nos tinha dado o Knight Rider, mostrando as aventuras de Jonathan Chase (Simon MacCorkindale), um Britânico que tinha o poder de se transformar em diversos animais e ajudava assim a Polícia e as pessoas que estavam em apuros. As transformações eram ao estilo do videoclip Thriller, e iam desde uma Pantera até uma Águia passando por algo comum como um periquito ou canário.

O actor não era lá essas grandes coisas, mas o que nos interessava era mesmo as transformações e os animais que ele ia encarnar. Foi uma série que teve 8 episódios, de Setembro a Dezembro de 1983 e que foram transmitidos pela RTP na segunda metade da década de 80 aos Sábados à Tarde e que entusiasmou a petizada por cá sendo um dos temas de conversa no recreio. Cai naquela categoria em que é melhor não rever e ficar apenas com as poucas memórias que temos.











segunda-feira, 27 de agosto de 2012

... das Canetas Bic Laranja e Bic Cristal

segunda-feira, agosto 27, 2012 1
... das Canetas Bic Laranja e Bic Cristal


O regresso às aulas implicava a compra de muito material, e um dele era essencial e indispensável, as canetas com as quais iríamos escrever as lições e devem ter sido muito poucos os que nunca usaram uma caneta Bic na sua vida.

A Bic é uma empresa Francesa que produz diversas coisas desde estas canetas a lâminas de barbear, e a variante Bic Cristal era um sucesso de vendas junto de todos os estudantes e não só. Confesso que nunca fui grande apreciador da Bic Laranja, e aliás via poucas dessas nas mãos de outras pessoas, porque para além de ser mais feia em design, a sua escrita era diferente e tinha o inconveniente de não ser nada prática para quando queríamos escrever algo na pele, já que aleijava mais do que a sua versão cristal.

Para além disso, a versão cristal permitia a fácil transformação numa excelente arma de entretenimento nas salas de aula mais chatas, o tirar de lá de dentro a caneta em si e usar o tubo para cuspir bolas de papel a toda a velocidade contra outra pessoa.

Estas canetas tiveram ainda direito a um anúncio mítico que deixou todos a cantarolar a sua música durante muito tempo, um dos anúncios que nos marcou para sempre.










domingo, 26 de agosto de 2012

... do Indiana Jones

domingo, agosto 26, 2012 0
... do Indiana Jones

Lembro-me de ver o Indiana Jones pela primeira vez numa festa de Natal da minha família, devia ser entre 1986/88 e fiquei vidrado naquilo. A música era excelente e aquele visual aventureiro do arqueologista com o chapéu e o chicote deixavam uma criança dos anos 80 completamente viciada na personagem.

O filme começava mostrando um aventureiro numa selva entrando dentro de um templo para tentar roubar um ídolo de ouro, este tem que enfrentar diversas armadilhas rústicas com a ajuda da sua inteligência e do seu chicote enquanto que ao fundo ouvimos uma música que dá ainda mais emoção à coisa toda. O que mais me recordo, foi do medo que tive quando o nosso herói e a sua parceira feminina se encontram num buraco escuro cheio de cobras, e tinham que arranjar forma de escaparem daquilo tudo e chegarem à superfície.

A história envolve ainda Nazis e a procura de uma arca sobrenatural que roça conteúdos religiosos o que dá ao filme uma aura um pouco polémica para o que estávamos habituados a ver. Mas o que interessa é que aquilo tudo deu um excelente filme de aventuras, mais um belo filme da casa do Steven Spielberg e que rapidamente se tornou um marco e um dos nomes mais conhecidos da indústria cinematográfica. Um Harrison Ford em forma e carismático ajuda à coisa toda, as suas tiradas cómicas ajudavam a aliviar a acção da coisa e nos prendia ainda mais à personagem.

Cenas como a bola de pedra a rolar para cima do Indiana ficaram na nossa mente e tornaram-se um ícone do cinema, assim como a troca do ídolo de ouro por um saco cheio de areia. O filme é cheio de peripécias, que acaba com elementos sobrenaturais a eliminarem os vilões da história e a pregarem-nos um grande susto

Foi uma pena o segundo filme seguir uma toada muito mais sombria, muito mais sóbrio e perder assim muito do espírito do primeiro. Enquanto que nos Salteadores da Arca Perdida os elementos sobrenaturais estavam em segundo plano, com a aventura em primeiro plano em conjunto com algum humor, no Templo Perdido a coisa inverte-se e afasta assim aquele público adolescente e pré adolescente que tanto tinha vibrado com o primeiro filme.

Spielberg apercebe-se disso e decide então terminar a trilogia com um filme mais leve e de regresso à toada de aventura regada com humor do primeiro filme. E foi assim que no final da década de 80 e começo da década de 90, todos nós vibrámos com o Indiana Jones e a grande Cruzada, um filme que tinha o bónus de ter o James Bond Sean Connery no papel de pai do nosso herói.

Tive algum material de merchandising deste filme, como um Dossier para a escola e um estojo, e gostei muito de ver o filme já que este foi regado com muita acção, com aquela música maravilhosa sempre em destaque, e com bons momentos de humor. É impossível não rirmos com a cena em que Ford encontra-se com Adolph Hitler e este autografa o seu livro, ou com os diálogos entre pai e filho que têm momentos bem engraçados entre os dois enquanto trocam farpas sobre o passado do nosso herói.

Esta é outra coisa interessante do filme, temos muitas cenas que nos mostram mais sobre o passado do nosso herói, mostrando como ele usou o chicote pela primeira vez, como recebeu o chapéu de aventureiro ou como ficou com medo patológico de cobras. O papel de Indiana Jones jovem era desempenhado pelo actor River Phoenix, e as cenas agradaram tanto o público que se produziu uma série de TV que mostrava as crónicas de um jovem Indiana Jones e várias graphic novels. Um herói que atravessou várias vertentes da comunicação social, já que até uma série de banda desenhada teve direito, publicado pela editora Marvel Comics e que teve algum sucesso.

É uma daquelas sagas históricas de Hollywood e que deve ser visionada por todos os fãs de bom cinema para se deliciarem com umas películas bem divertidas e cheias de acção.






sábado, 25 de agosto de 2012

... de montar brindes do Ovo Kinder

sábado, agosto 25, 2012 1
... de montar brindes do Ovo Kinder

O Ovo Kinder era uma das melhores coisas que os meus me podiam comprar num café, o título Kinder Surpresa já era apetecível o suficiente para uma criança, mas o facto de ser um chocolate saboroso e ter ainda um brinquedo lá dentro tornava aquilo bom demais.

Era algo que não era muito caro, aliás como disse até se vendia muito nos cafés, e os anúncios a mostrarem a criança a pedir à mãe 3 coisas (um doce, um brinquedo e uma surpresa) e ela aparecer com isto, tornavam a coisa ainda mais apetecível tanto para as crianças como para os pais. Aquilo era um ovo com o exterior em chocolate de leite e o interior a chocolate branco, era oco e trazia um ovo de plástico que tínhamos que abrir e ver a surpresa que tinha dentro.

Ao abrir as 2 partes encontrávamos quase sempre 2 papeis (um com instruções, outro com outra informação) e partes soltas de um brinquedo que depois tínhamos que montar.

Isto ainda nos entusiasmava mais., éramos nós que construíamos o nosso próprio brinquedo, e aquilo nunca era muito difícil de montar (provavelmente para não deixar a criança impaciente) e variava desde um carro de corridas a uma máquina de filmar passando por diversos outros tipos de objectos.


Isto por vezes até puxava os adultos para perto de nós, eles também gostavam de montar estas surpresas e gostavam até do pormenor de algumas delas que ficava muito realista apesar de ser apenas de plástico. Este ovo foi criado em Itália, em 1972 pela companhia de chocolates Ferrero e hoje em dia pode-se encontrar ovos de diversos tamanhos e também tabeletes simples de chocolate sem surpresa nenhuma.

Foi um sucesso mundial, quer em toda a Europa quer na América Latina, ficando apenas proibida a sua comercialização nos Estados Unidos da América devido a uma lei que impede brinquedos dentro de produtos alimentares. Algo irónico num país que permite andarem com armas de fogo, mas é isto mesmo, é proibido entrarem com um Ovo Kinder nos EUA.

A dada altura começaram a aparecer surpresas sem montagem necessária, e enquanto algumas delas eram ainda brinquedos engraçados, rapidamente a companhia decidiu enveredar por um caminho que afastou a diversão das crianças, o começarem a lançar figuras pintadas à mão.

Ok que muitas dessas figuras são de personagens infantis, ou de desenhos animados conhecidos como o Astérix, ou de figuras próprias como pequenos crocodilos ou hipopótamos, mas elas não são muito úteis para a brincadeira devido à sua rigidez e perfeição e começaram a ser mais alvo de coleccionadores adultos que assim podiam encher as suas prateleiras com algo bem feito e económico.

Foi uma pena para mim, e deixei então de comprar estes Ovos ou de pedir os mesmos nas idas ao café, apesar de continuar a gostar bastante daquele chocolate. Era apenas outra emoção aquela de montar o nosso brinquedo e depois de podermos brincar com ele das mais diversas maneiras.







sexta-feira, 24 de agosto de 2012

... do Jogo do Monopólio (Monopoly)

sexta-feira, agosto 24, 2012 0
... do Jogo do Monopólio (Monopoly)

Quando se quer jogar durante muitas horas um jogo de tabuleiro, onde o mais certo é tudo acabar à estalada, a escolha óbvia é a do jogo do Monopólio, o jogo onde virávamos uns ávidos capitalistas a comprar terrenos, casas e hotéis, e a querer levar os nossos adversários à falência.

Isto vem de um jogo Americano, criado em 1935 por Charles Darrow, que se baseava num jogo Britânico, e que tentava ensinar teorias económicas às pessoas que os jogavam. Por cá era mais boxe e palavrões o que se aprendia a jogar isto nos anos 80, e formas novas de fazer batota também. No meu bairro era comum as jogatanas em casas uns dos outros, e havia sempre um que levava notas do seu jogo do Monopólio para nunca ir à falência, e assim havia tabuleiros com notas a menos e outros com notas a mais...

O jogo em Escudos era épico, todos já sabíamos de cor que terrenos comprar e os preços dos mesmos, o Rossio por 4 Mil Escudos ou a Rua Augusta por 3.500$00 eram sempre as mais desejadas, custavam uma fortuna mas podiam levar à falência alguém que lá calhasse, em especial se já tivéssemos por lá um hotel ou umas quantas casas. A avenida Amarela também era algo estratégico para conseguir uma boa maquia, era um local lógico de se calhar ao longo do jogo, e por isso era sempre uma boa ideia comprar essa avenida, com locais míticos como a Rua Garret (2.600$00) ou a Avenida dos Aliados (2.800$00).

Ter a companhia das Águas, ou os Comboios, era sempre uma boa jogada, mais que não fosse porque podia ser uma excelente moeda de troca mais tarde no jogo. Para além da estratégia, também havia os momentos de Sorte e Azar, podíamos calhar na cadeia (o que nos obrigava ou a pagar para sair ou a lançar dados até sair vários "duplos"), ou calhar uma carta má na categoria "sorte". Lembro-me de jogar isto só com peões normais, de diversas cores, mas também de uns terem a versão com aqueles peões "à Americana", com o Ferro, o Cão, a Cartola e outros, e lembro-me de jogar quase sempre com a regra de colocar o dinheiro no centro do jogo, para quem calhasse na casa "estacionamento livre" pudesse ficar com esse dinheiro.

Tenho boas recordações de jogar este jogo durante horas, pela noite dentro ou durante um dia chuvoso, lembro-me de ir passar férias de Verão em locais sem TV nem nada, e ser isto o entretém da noite, lembro-me de muita discussão, mas também de muita emoção no lançamento dos dados, quando víamos os adversários com uns quantos hotéis e casas. Mais um jogo mítico dos Parker Brothers que agora pertencem à Hasbro, e já só se encontra versões com a moeda em Euros infelizmente.






quinta-feira, 23 de agosto de 2012

... dos Gummi Bears

quinta-feira, agosto 23, 2012 14
... dos Gummi Bears



Michael Eisner não é uma figura consensual, mas teve algumas ideias interessantes aquando no comando da Disney, e uma delas foi quando olhou para uns Ursinhos de Gomas que comprou para o seu filho e decidiu que aquilo podia dar um bom desenho animado, e foi uma bela ideia já que originou um programa bem divertido, os Ursinhos Gummi (Gummi Bears).

O programa foi idealizado em 1985, Jymn Magon e Art Vitello foram as mentes à frente da animação e que desenvolveram uma bela mitologia e que nos deram algo que pouca semelhança tinha com esses ursinhos de gomas. Era um reino medieval e mitológico, mostrando um grupo de 6 Ursos que eram os sobreviventes de uma raça que tinha de tudo um pouco, desde Feiticeiros a Conselheiros Reais mas que foram caçados e perseguidos pelos homens que queriam os segredos do Grande Livro dos Gummi.

Eles são descobertos por um pequeno rapaz, Calvin, que tem um medalhão pertencente à raça dos Ursos e que ajuda a abrir o Grande Livro. O problema vem do Duque Igthorn e dos seus Ogres que querem apanhar os ursos remanescentes e descobrir os seus segredos.


Isto foi transmitido pela RTP no final da década de 80, no mítico espaço do Clube Disney aos Domingos à tarde na sua versão original e legendada em Português, dando-nos assim a conhecer um genérico brutal e muito divertido com uma excelente música e uma boa animação que nos deixava logo excitados para o episódio que aí vinha.

Foram 6 temporadas com 94 episódios, de 1985 a 1991, em que nos podíamos divertir com as aventuras destes 6 ursos, dois já com alguma idade, 1 cria, 1 adolescente e uma pré adolescente e um adulto sempre mal humorado. A cria era a animação do programa, sonhava ser um grande guerreiro e procurava sempre as aventuras, encontrando quase sempre grandes sarilhos no lugar delas.

O que me lembro melhor era de quando bebiam o sumo especial que a matriarca preparava, isto dava a eles a habilidade de saltarem até grande altura a uma grande velocidade e assim conseguirem escapar dos ogres ou dos outros vilões da série. Lembro-me também de fazer a caderneta de cromos, e de ler algumas histórias nas revistas da editora Abril, não foram muitas mas lembro-me de algumas. Continua a ser um desenho animado interessante com uma boa animação, histórias engraçadas e personagens carismáticas. Um dos bons produtos da Disney, sem sombra de dúvidas.




terça-feira, 21 de agosto de 2012

... do Cão Vagabundo (The Littlest Hobo)

terça-feira, agosto 21, 2012 8
... do Cão Vagabundo (The Littlest Hobo)


O Cão Vagabundo é uma das melhores memórias que tenho das coisas que via na Televisão, era uma série que passava aos Sábados pela hora de almoço e que tinha o condão de agradar a família toda. Pais, Filhos e Avós sentavam-se juntos para ver uma série que era na mesma linha da Lassie, um cão que ajudava as pessoas quando estas mais precisavam.

A série que pudemos ver na RTP , foi aquela que foi produzida nos anos 80 (de 1979 a 1985) e que apresentou assim este herói de quatro patas a uma nova geração depois da série original de 1963 (que também foi transmitida pelo canal estatal). O Cão Vagabundo (The Littlest Hobo), mostrava as aventuras de um pastor Alemão, o London, que andava pela estrada percorrendo o País de uma ponta a outra e conseguindo sempre descobrir uma família em apuros, à qual consegue ajudar para depois no final do episódio partir de novo em busca de uma nova aventura. Foi transmitida pela RTP1 em 1983/84 na sua versão original com legendas em Português.

Não havia falta de pessoas a quererem adoptar o London, mas este conseguia sempre escapulir-se e seguir em frente no final do episódio para desgosto da família que ele tinha acabado de ajudar. Lembro-me de sentir sempre alguma pena nestes finais de episódio, mas de perceber que se queria ver mais aventuras, o cão tinha que fugir e procurar outros em apuros.







... dos Fugees

terça-feira, agosto 21, 2012 0
... dos Fugees

Lauryn Hill, Wyclef Jean, John Forté e Pras Michel eram os membros de um dos melhores grupos de Rap e Hip-Hop de sempre, os Fugees, que alcançaram o sucesso a meio da década de 90 e que dominaram o mundo com músicas como "Ready or Not" ou "Killing me Softly".

A banda formou-se em 1992 mas foi em 1996 que começou a ter sucesso nas rádios de todo o mundo, após o lançamento do seu segundo álbum "The Score", que se tornou um dos discos de Hip Hop mais vendidos de toda a história sendo um sucesso de vendas e de crítica. O grupo começou a aparecer com covers de músicas, nomeadamente o "No Woman. no cry" e o "Killing me Softly", tendo esta última se tornado o maior sucesso do grupo e o seu cartão de visita.

Mas a banda teve ainda um grande sucesso com a música "Ready or Not", que chegou a ser alvo de um processo judicial por usar um sample de uma música da artista Enya sem a autorização dela, isto levou mais tarde a um entendimento entre ambas as partes e o grupo fez sempre questão de agradecer a Enya pela sua boa vontade neste diferendo.

As músicas tinham sempre uma mensagem Política, uma mensagem subliminar, e a combinação das vozes e da intensidade do rap com a emoção do hip hop contribuíram para o sucesso do grupo e para a conquista das tabelas de vendas.











segunda-feira, 20 de agosto de 2012

... do Humor de Perdição do Herman José

segunda-feira, agosto 20, 2012 1
... do Humor de Perdição do Herman José

Sempre fui fã do Herman José, ainda nem tinha 10 anos quando começou a ser transmitido o programa Humor de Perdição, mas fiquei logo fã de mais este programa de um dos maiores comediantes de todo o mundo. Humor de Perdição era mais um programa com sketchs incorporados, em que a história principal mostrava os bastidores e a vida de pessoas que trabalham numa estação de Televisão, e que pelo meio tinha números musicais com personalidades famosas do nosso País.

O programa começou a ser transmitido em 1987 aos Domingos à noite e durava mais ou menos uma hora, nele tínhamos algumas rábulas permanentes como o desporto com o José Estebes ou as entrevistas histórias com o Vítor de Sousa como entrevistador e o Herman como entrevistado mascarado de alguma personalidade histórica. Essa parte do programa foi a que causou sempre mais polémica, as brincadeiras com personalidades importantes do nosso País causavam confusão e indignação por algumas pessoas de altos escalões Políticos e económicos de Portugal e levaram à censura de uma entrevista (à Rainha Santa Isabel) e ao cancelamento do programa em 1988 e que levou a um esfriar no relacionamento entre o humorista e a estação estatal.

Não que fossem demasiado graves, mas Portugal ainda estava a recuperar de décadas de censura e em alguns sectores da sociedade não se conseguia aceitar ainda que se retratasse D. Sebastião como Homossexual para dar um exemplo. Essas entrevistas eram escritas com a ajuda de Miguel Esteves Cardoso, já que o Herman escrevia o programa todo e pedia ajuda tanto nesta rábula como nas do Estebes para poder assim também filmar as suas cenas do programa. Era os tempos do Herman "bola", ele era muito gordo nesta altura mas que até ajudava às suas personagens, como a de Maximiana que tinha algum destaque neste programa.


Lembro-me de grandes momentos como os que o grande actor Artur Semedo aparecia numa cadeira de rodas a contracenar com a Rosa Lobato Faria ou com o Estebes, de ver um Virgílio Castelo muito novo a levar estalos constantes acompanhados de um "se cale" ou ainda de um Miguel Guilherme (também muito novo) como um completo fuinha.

Como em outras produções do Herman, isto tinha um grande elenco com nomes como Manuela Maria,   São José Lapa ou Lídia Franco a acompanhar outros nomes que eram presenças constantes ao lado do Herman.

Foram 12 episódios muito divertidos e que tinham logo no genérico a prova de que aquilo seria um programa muito irreverente, "perca a queca, mas não perca o Humor de Perdição". Considero isto um dos melhores trabalhos do humorista e espero que siga o caminho de outros programas dele e seja editado em DVD, será logo uma compra certa aqui para casa.














domingo, 19 de agosto de 2012

... de brincar com os Barcos da Gulliver

domingo, agosto 19, 2012 4
... de brincar com os Barcos da Gulliver

Não eram precisos brinquedos electrónicos ou muito sofisticados para nos entreter nos anos 80, um simples barco de plástico era suficiente para nos divertirmos, e os Barcos da Gulliver foram um bom exemplo disso. Não sei se eram importados do Brasil ou se eram fabricados cá pela FANABRI, Fábrica Nacional de Brinquedos, mas o que sei é que tive este amarelo a vela e o outro que mostro em baixo e me divertia muito com eles na minha banheira.

Eles simplesmente ficavam ali a flutuar e depois ou fabricávamos "ondas" na banheira ou os empurrávamos para chegarem onde queríamos. Simples, divertido e engraçado, todos eles tinham cores muito vivas e por isso destacavam-se bem onde quer que os colocássemos. Não deviam ser assim muito caros já que tive direito a dois, mas o que é certo é que me diverti muito com eles e que tenho até algumas saudades de algo assim tão simples.












sábado, 18 de agosto de 2012

... do Denver, o Último Dinossauro

sábado, agosto 18, 2012 0
... do Denver, o Último Dinossauro


A febre de Dinossauros estava em grande no final da década de 80, e em 1989 a RTP transmitia aos Sábados de Manhã um belo exemplo dessa febre, o desenho animado Denver, o último Dinossauro. Foi transmitido nas manhãs do Canal 1 e segundo me lembro foi na sua versão original apesar de alguns falarem que foi uma versão dobrada em Português. Mas tenho o genérico original de tal modo na minha cabeça que duvido ter sido essa a primeira versão transmitida.

Denver foi uma produção Norte Americana e Francesa que teve duas temporadas, num total de 52 episódios transmitidos entre 1988 e 89 e que mostravam as aventuras de Hugo, Jeremias, Chico e Mário, 4 adolescentes que adoravam os desportos radicais como o BMX ou o Skate e um amigo invulgar, um Dinossauro que adoptaram e que o chamaram de Denver.

Eles tinham encontrado um ovo num terreno baldio, e depois de este rachar e de sair de lá um Dinossauro eles não tiveram receio e rapidamente o habituaram ao modo de vida adolescente o que implicava ele poder andar de skate ou tocar guitarra. O animal era muito castiço e quando aparecia disfarçado com coisas como um simples par de óculos escuros, era impossível não sorrir ao olhar para ele. O programa tinha alguma acção quando vilões tentavam raptar o Denver, e quando se usava a casca do ovo dele para se viajar até ao tempo dos Dinossauros.

É daqueles programas que se deve evitar de rever, já que mesmo na altura já o achávamos muito fraco mas divertido mas o mesmo pode não acontecer ao revermos este programa nos dias de hoje.




















sexta-feira, 17 de agosto de 2012

... do Jerry Lewis

sexta-feira, agosto 17, 2012 2
... do Jerry Lewis

Jerry Lewis tem uma carreira cheia de altos e baixos, é considerado um génio da comédia em alguns Países como na França, mas no seu próprio País o seu tipo de humor nem sempre é apreciado pelo público em geral. A RTP transmitia algumas das suas comédias, conhecidas pelo exagero do humor físico, aos Domingos à Tarde na década de 80 e no final dessa década transmitia os programas de Televisão deste humoristas pela hora de almoço nos dias úteis da semana.

Lembro-me de achar bastante piada ao tipo de humor dele, o seu exagero na comédia física não caía na coisa brejeira, era algo bem feito (e em algumas cenas até bem complicado de se efectuar) que era depois complementado com as suas caretas e expressões faciais que davam o punchline sobre a piada. Ele era também conhecido pelo seu humor politicamente incorrecto, lembro-me que ele interpretava um Chinês de uma forma que faria o Badaró corar de vergonha.


Mais tarde vim a conhecer mais sobre a carreira deste artista, de como foi membro de uma dupla fenomenal com o cantor Dean Martin, com o qual para além de actuar em espectáculos ao vivo e gravar cd's, também fez alguns filmes e a dupla teve um enorme sucesso até ao dia em que se percebeu que este comediante roubava as atenções todas do público.

A dupla tinha tanto sucesso que até uma revista de banda desenhada teve, pela DC Comics, que durou mais de 5 anos e depois quando era somente estrelada pelo Jerry Lewis durou mais de 15 anos. Confesso que não vi os filmes da dupla, mas gostei muito de 2 filmes a solo de Lewis, o Cinderfella e o Bellboy para além do clássico The Nutty Professor.

Nos anos mais recentes lembro-me de uma interpretação fenomenal no filme King of Comedy do Martin Scorcese, um dos filmes mais interessantes deste cineasta mas que passa muito despercebido aos olhos do público. Lewis é conhecido pelas suas maratonas televisivas que tentam angariar fundos para as diversas instituições que apoia, principalmente a que patrocina fundos para a distrofia muscular. É um comediante incompreendido por muitos, mas ao qual não se deve negar a importância que tem na história da comédia.











quarta-feira, 15 de agosto de 2012

... do Em Busca da Esmeralda Perdida (Romancing the Stone)

quarta-feira, agosto 15, 2012 2
... do Em Busca da Esmeralda Perdida (Romancing the Stone)

Robert Zemeckis foi um dos nomes mais marcantes dos anos 80, vimos diversos filmes com este nome e percebíamos que sempre que este nome aparecia, o filme devia ser bem interessante. Em Busca da Esmeralda Perdida (Romancing the Stone/Tudo por uma Esmeralda) é um bom exemplo disso, um filme de acção e aventura que é ao mesmo tempo uma comédia romântica e conquistou tanto rapazes como raparigas um pouco por todo o mundo.

Foi graças ao sucesso deste filme que pudemos ver o Regresso ao Futuro entre outros filmes de Zemeckis, que lançou Kathleen Turner para o estrelato, e que consolidou Michael Douglas como um excelente protagonista em Hollywood. Lembro-me que gostei bastante deste filme quando o vi numa Lotação Esgotada, e ao rever o mesmo apercebi-me que ainda continua um filme bastante interessante especialmente pela qualidade das interpretações do elenco.

Joan Wilder (Kathleen Turner) é uma romancista famosa que recebe um mapa do tesouro do seu falecido cunhado e se vê assim a braços numa grande confusão quando a sua irmã, que tinha sido raptada, pede a ela para levar o mapa até à Colômbia. Lá ela é logo interceptada por um sádico coronel chamado Zolo (Manuel Ojeda), que tem um pequeno exército militar e quer esse mapa para apanhar a valiosa Esmeralda, e é salva pelo aventureiro Jack T. Colton (Michael Douglas) que depois de umas negociações decide ajudar ela a encontrar a esmeralda e a salvar a sua irmã enquanto enfrentam a perseguição do coronel e de um dos raptores, interpretado pelo Danny DeVito.

O filme tem momentos de acção bem interessantes, assim como algum humor que ajuda a atenuar a coisa e a ajudar a fazer a ponte para o romance, e um bom exemplo é a cena onde ficam a queimar sacos de Marijuana para se aquecerem na fria noite da selva. Depois tem momentos como aquele em que a mão do coronel é comida por um crocodilo enquanto este segurava a famosa Esmeralda, como se vê é um filme que tem de tudo um pouco e por isso ainda hoje consegue ser um filme bem interessante hoje em dia.

A química entre Douglas e Turner é fenomenal e iria dar origem a uma sequela, não tão interessante, além de outros filmes fora deste universo. O filme apesar de estar um pouco fora do olho do público mainstream, deve ser encarado como um filme a ver para aqueles que gostam de um bom filme de acção e aventura ao estilo Old School.






... do Jogo de Cartas da RTP

quarta-feira, agosto 15, 2012 0
... do Jogo de Cartas da RTP



O Jogo de Cartas foi mais um daqueles concursos da RTP que por muito simples e básico que fosse, nos prendia ao ecrã e nos viciava. É verdade que não tínhamos mais nada para ver, mas o carisma do Nicolau Breyner e a emoção de estar ali a ver se acertavam ou não no palpite garantiam uma hora bem passada.

O programa durou um ano, de 18 de Setembro de 1989 a 14 de Setembro de 1990, e teve 232 sessões sendo um programa quase diário o que ajudou ao desgaste do mesmo ao contrário de outros concursos da mesma altura. Penso que a Serenella Andrade também apresentou este concurso a dada altura, e não me lembro muito de todos os pormenores do programa a não ser o facto de se virar uma carta e o concorrente ter que adivinhar se a carta seguinte era mais alta ou mais baixa. Em todo o caso tenho boas memórias disto e por isso devo ter me divertido bastante a ver ele.








terça-feira, 14 de agosto de 2012

... dos Ténis All Star

terça-feira, agosto 14, 2012 0
... dos Ténis All Star

O ténis Converse All Star foi uma das maiores febres de moda dos anos 80, rockeiros e celebridades da altura eram vistos com este par de ténis e depois copiados pelos jovens de diversos países onde Portugal não foi excepção.

Este ténis feito de lona e com sola de borracha foi criado em 1917 e rapidamente se tornou a imagem de marca da empresa de Marquis M. Converse, sendo aperfeiçoado pelo jogador universitário Chuck Taylor que aperfeiçoou o mesmo para se jogar melhor o Basket. Chuck mudou o desenho da sola para ter mais tracção, e colocou uma protecção no calcanhar que proporcionava mais apoio ao tornozelo do jogador sendo assim um sucesso tanto entre jogadores universitários como profissionais.

Este modelo saiu em 1923, e foi ele que impulsionou a companhia para o sucesso que iria conhecer nas décadas vindouras. Foi o calçado oficial do exército Norte-Americano na Segunda Guerra Mundial e nas décadas de 50 e 60 estrelas como James Dean ajudavam a publicitar o ténis preto, usando-o em todo o lado.

A marca evoluiu com o tempo e com os gostos do público, começou a ser feito de material tipo couro e em várias cores e explodiu verdadeiramente nos anos 80 e 90 quando artistas rock como Springsteen, Kurt Cobain e  os Ramones só apareciam calçando esta marca. Não usei nada desta marca, mas vi muitos vermelhos nos pés de amigos e amigas minas, em especial o modelo acima mostrado.




segunda-feira, 13 de agosto de 2012

... do Xarope de Cenoura

segunda-feira, agosto 13, 2012 2
... do Xarope de Cenoura


As nossas Avós e Mães sempre foram portadoras de mil e um remédios caseiros ou soluções originais para algum problema que nos afligisse, e na década de 80 isso continuava a ser comum como neste caso que todos se devem lembrar, o Xarope de Cenoura.

A grande maioria de nós enquanto crianças era um pouco arisca ao tomar de remédios (principalmente porque sabiam muito mal), e as nossas mães puxavam da cabeça para nos curar das maleitas e uma solução fácil para quando aparecia a tosse sem expectoração, era a de nos adoçar a boca (e a maleita) com este remédio doce que até nos fazia querer ter tosse.

1 Cenoura, 1 Limão, 2 colheres de sopa com Açúcar e 1 Colher de chá de Mel eram os ingredientes necessários para este remédio caseiro. O Açúcar podia ser em maior quantidade ou de preferência ser Açúcar Mascavado que dava ainda um toque mais forte à coisa. Cortava-se as cenouras às rodelas e depois colocava-se o açúcar por cima deixando a coisa a repousar de um dia para o outro, ou umas quantas horas. Depois era tomar algumas colheres e ver a tosse a desaparecer ao mesmo tempo em que nos deliciávamos com aquele gostinho doce.



domingo, 12 de agosto de 2012

... do Zorro de Guy Williams

domingo, agosto 12, 2012 3
... do Zorro de Guy Williams

Zorro é daqueles heróis imortais, acompanha gerações ao longo dos anos e foi desde sempre uma inspiração para filmes, séries e desenhos animados. Na década de 80 encontrava-se num ponto alto de popularidade, tudo porque a RTP repetia uma série do final dos anos 50 (mas que surpreendentemente ainda era bastante viciante) e ajudou uma nova geração apaixonar-se por este garboso herói.

Lembro-me que no Carnaval, esta era uma das fantasias predilectas do pessoal (e dos pais também já que era fácil de arranjar e económica) e eu próprio mascarei-me deste herói em 2 Carnavais consecutivos, de 88 e 89, dava-nos um ar heróico devido à sobriedade do fato e ao podermos usar uma capa e uma espada.

O que podemos ver na RTP era uma série da Disney, do final dos anos 50, em que o papel de Don Diego de la Vega foi magistralmente interpretado pelo carismático Guy Williams. Tenho o pack da primeira (e única) temporada que foi reeditada pela Disney, de modo a colocarem cores no programa e assim podermos ver a série em toda a sua glória, e revendo os episódios posso afirmar que esta ainda hoje é uma série bem divertida e interessante. Ela tem a dose certa de acção e humor e os primeiros episódios são fantásticos já que mostra um arco de histórias que envolve três personagens que são representadas por três actores que têm uma química e uma qualidade em ecrã inigualável.

Guy Williams era o Zorro, um herói bonacheirão que tinha como alter ego um rico fazendeiro que se fingia passar por preguiçoso e desinteressado, já Henry Calvin é o Sargento Garcia, um gordo bêbado e desajeitado , que pertence à guarda e apesar de cumprir as leis cruéis e injustas, tem um coração mole e bondoso tentando sempre aliviar essas leis junto dos habitantes da vila.

Sargento Garcia tem excelentes momentos de ecrã tanto com Zorro como com Don Diego, que encoraja o sargento a ter a ilusão de que pode apanhar o herói mascarado. A completar este trio de actores do primeiro arco de histórias, encontra-se Britt Lomond como Capitão Monastario, o comandante da cidade que tem um espírito cruel e ambicioso que encontra sempre obstáculos nos seus planos devido ao Zorro estar sempre atento a esses planos, conseguindo assim impedir estes de serem bem sucedidos.

Vi a série a preto e branco, mas revendo esta a cores a mesma ainda tem uma maior dinâmica. Tudo a ver com as cores todas da vila, dos uniformes da guarda e da riqueza natural que circunda a área. O maior ponto negativo da mesma, para mim, é o criado/amigo mudo de Zorro, daqueles sidekicks que dispenso mas compreendo devido à época em que isto foi filmado. A série foi transmitida por cá na versão original com legendas em Português, e teve enorme sucesso assim como no Brasil onde a série foi transmitida dobrada em Português do Brasil como é hábito por lá.

Como disse estas primeiras storylines (envolvendo estes 3 actores), foram do melhor que a série nos proporcionou, mas a mesma não perdeu muita qualidade quando se focou mais na conspiração do grupo que queria dominar a Califórnia, apenas não tinha um rumo tão certo como quando era o Capitão e o Sargento a quererem capturar o nosso herói. Mesmo assim aconselho o visionamento da mesma a todos os que sejam fãs de Zorro, ou apenas se queiram divertir com um programa que tem aquele feeling dos folhetins cinematográficos da década de 50.













sexta-feira, 10 de agosto de 2012

... do Scooby-Doo

sexta-feira, agosto 10, 2012 1
... do Scooby-Doo

Scooby-Doo nunca foi dos meus desenhos animados de eleição, no entanto adoro a música do genérico e considero das melhores de sempre e era o que me prendia ao ecrã quando isto começava a dar. No entanto raramente vi os episódios até ao fim, apesar de ter gostado de um ou outro, e gostava ainda menos das imitações que começaram a surgir um pouco por todo o lado.

Scooby-Doo foi uma criação dos talentosos Joe Ruby e Ken Spears para os estúdios da Hanna-Barbera, que transformaram o conceito assustador do programa numa comédia digna de poder passar aos Sábados de Manhã onde se tornou um dos maiores clássicos da animação Norte-Americana (por cá a RTP passava isto aos finais de tarde no final da década de 80). Foram 23 temporadas com 298 episódios que decorreram de 1969 a 1983 e que deram origem a um sem número de spin offs nos anos seguintes garantindo que este cachorro ficasse no coração de incontáveis gerações de crianças. Até versões criança foram criadas (bem divertidas) e um sidekick infantil como um pequeno cão sobrinho do Scooby-Doo.

O programa apresentava uma pequena dose de loucura e mostrava as aventuras de um grupo de adolescentes e do seu cão enquanto resolviam mistérios que incluíam quase sempre pessoas mascaradas de monstros assustadores.

Eles andavam numa carrinha chamada Mistery Machine, e os episódios apresentavam um conceito semelhante aos livros dos Cinco, com eles a resolverem mistérios e envolvidos em aventuras mostrando as características deles e como todos eram diferentes e como cada um tinha a sua própria personalidade.

Fred era o líder, Velma era a inteligente do grupo e Daphne era a bonita que se envolvia quase sempre da pior forma nestas aventuras. Mas os protagonistas do grupo eram a dupla constituída por Shaggy e Scooby-Doo, um adolescente (que devia gostar da sua droga) e um cão que eram muito medrosos e ao mesmo tempo muito carismáticos e eram estes que ligavam as crianças à Televisão. Confesso que também eram os meus preferidos, era sempre muito engraçado ver as reacções deles aos "monstros" que apareciam e as suas fugas fantásticas que envolviam o entrar e sair de portas de uma forma muito psicadélica e tudo ao som de músicas muito "hippies".







quinta-feira, 9 de agosto de 2012

... do Super Hang-On

quinta-feira, agosto 09, 2012 2
... do Super Hang-On

Ainda sou do tempo em que podia encontrar uma máquina arcade numa galeria comercial, e uma das que mais sinto saudades era a que permitia jogar o Super Hang-On. Encontrei dois modelos de mota, uma grande muito parecida com a do jogo (que se encontrava na galeria perto da escola Pereira Coutinho em Cascais), e outra numa mota mais pequena que se encontrava em diversos sítios com um ecrã muito saliente.

Gastei muita moeda de 25 escudos nesta máquina, e por isso fiquei muito contente quando tive este jogo para o Mega Drive, foi um dos jogos que mais joguei quer no modo arcade (com as suas músicas monótonas mas viciantes), quer no modo carreira onde podíamos ir comprando peças novas para a mota e novos técnicos que a iriam melhorar.

O jogo foi criado para arcade em 1987 e 2 anos mais tarde foi lançado para versões caseiras sendo que a feita para a consola da Sega foi uma das mais apreciadas pelo pessoal.

O modo arcade era muito semelhante às máquinas, 4 pistas que se encontram nos 4 Continentes e têm pistas baseadas em particularidades desses Continentes. O de África era o mais pequeno, 6 etapas, que nos levavam a passear através de um deserto Africano ao longo do dia e pela noite dentro, enquanto que o da Europa era o mais complicado com 18 etapas por completar.


Como nas máquinas, a maior preocupação era com o limite do tempo e podíamos usar o botão Turbo, que levava a mota a atingir os 324 km/h e assim chegar à meta da etapa mais rapidamente. Era também o típico jogo em que nos curvávamos para "ajudar" nas curvas da pista e que nos dava muitos nervos para conseguirmos chegar ao fim das etapas todas. O modo carreira era menos stressante, não havia preocupações com o limite do tempo mas somente com um rival que tínhamos que vencer mesmo sem usar o turbo que só podia ser usado quando se comprasse um novo motor.

Numa altura que não existiam saves, era por intermédio de uma password alfa-numérica de 28 caracteres que podíamos voltar ao nível onde tínhamos ficado (exemplo: 1FF3F536F21424 FFIMFJ9G9DMFRR) e assim continuar com as novas peças que comprámos ao longo do jogo ou com os novos técnicos que havíamos contratado. Era um jogo com vida muito longa, tentávamos sempre bater os nossos próprios recordes e por isso nem nos importávamos de ouvir aquelas músicas eternamente.








quarta-feira, 8 de agosto de 2012

... do Nenuco

quarta-feira, agosto 08, 2012 0
... do Nenuco
O Nenuco foi o boneco que ajudou a marca espanhola Famosa a implementar-se em Portugal, a marca existe desde 1957 mas foi só nos anos 80 que por intermédio da Famosa Portugal decidiu apostar em força no nosso País com um boneco que ainda hoje representa 30% dos lucros da empresa em Portugal.

As minhas primas eram também elas fãs deste boneco, que as mães e tias não se importavam de comprar e isso foi na verdade um dos grandes motivos para o sucesso deste brinquedo, os mais velhos achavam piada e não se importavam de o comprar apesar de alguns dos modelos dele não serem muito baratos. Havia os bonecos normais, mas também aqueles que falavam, com bolhinhas a sair da boca ou até que podiam "urinar" como um bebé normal, era a loucura em todos os anúncios da altura de Natal.

Não brincava com isto, já que este era mesmo daqueles brinquedos "só para rapariga", mas lembro-me bem desta febre e dos constantes anúncios televisivos. Eram mais populares que os outros brinquedos da marca como os Barriguitas ou a Nancy.






segunda-feira, 6 de agosto de 2012

... do Parabéns do Herman José

segunda-feira, agosto 06, 2012 2
... do Parabéns do Herman José

O Sábado à Noite era um dia importante para as estações generalistas, e a RTP decidiu no começo da década de 90 colocar lá uma das suas maiores estrelas, o humorista Herman José com um programa longo que conciliava entrevistas com passatempos e momentos de muito humor.

O programa Parabéns estreou em 1992, e a parte que devia ser o destaque do programa (o factor concurso) era sem sombra de dúvida o que menos se prestava atenção, tinha alguma piada ao final com os dados a cair por cima do público ali sentado mas o que nos interessava mesmo era os sketchs de humor com o Herman ou então as entrevistas que eram quase sempre bem interessantes.

Por ali passaram pessoas tão diferentes como Mário Soares, Sting ou Parodiantes de Lisboa e pelo meio também tínhamos direito a boa música, com convidados musicais de gabarito que iam desde os Xutos e Pontapés aos Taxi. Nesta altura o Herman tinha ainda algum jeito como entrevistador, ainda não dominava as respostas como quando passou para SIC e nem enxovalhava os seus convidados e por isso até gostava de ver essas entrevistas ou de as deixar a gravar.

O melhor do programa era o humor, e quando o Herman se lembrou de ser entrevistado pelo grande Vítor de Sousa no "Boião da Cultura", aí então a coisa ganhou proporções épicas. Ver o Herman como ventríquolo, estrela de cinema de acção, jogador de futebol e tantas outras personagens era ver um dos melhores humoristas de sempre em grande forma e esses sketchs deviam ser editados em dvd e serem assim preservados para toda a eternidade.














domingo, 5 de agosto de 2012

... das Aventuras de Guilherme Tell (Crossbow)

domingo, agosto 05, 2012 9
... das Aventuras de Guilherme Tell (Crossbow)

Nos anos 80 a RTP reservava o final da tarde para a transmissão de séries de acção e aventura, e em 1988 podemos ver por cá a série que retratava a vida de um herói Suíço que conhecíamos dos livros, A série Crossbow (As Aventuras de Guilherme Tell).

Crossbow era filmada na França tentando mostrar como era a vida na Suíça do Século XIV, e em especial de Guilherme Tell, um caçador que tinha fama de ser um grande arqueiro e que se viria a tornar um dos nossos heróis preferidos. Tell vivia com o seu filho num País dominado pelo autoritário Gessler, que tentava incutir o medo e o respeito dos seus súbitos pelo meio da força e obrigava eles a todo o tipo de coisas. Um dia decide colocar no centro de uma cidade um enorme poste com o seu chapéu no topo, e todos os que por lá passassem deviam se curvar em reverência ao seu soberano, o que todos cumpriam com medo dos castigos que podiam ocorrer.

Todos menos Tell que se recusava a curvar perante aquilo, e um dia essa insubordinação é presenciada pelo próprio Gessler que vê Tell mais o seu filho de 8 anos a passar diante do poste sem se curvarem conforme as suas ordens. O tirano manda os seus guardas prenderem Tell e condena-o à morte ali mesmo e, num acto de loucura, decide que este pode salvar-se se conseguir acertar numa maçã na cabeça do seu filho com uma seta. O filho foi colocado a uma considerável distância do Pai, e mesmo com a pressão de poder morrer se falhasse e que podia matar o seu filho, Tell consegue com uma besta um tiro certeiro e que assim dá início a uma série que embora curta me marcou imenso nos finais de tarde da RTP.

Foram 72 episódios que proporcionavam um final de tarde emocionante vendo aquele herói com um típico penteado dos anos 80 a lutar em pleno Século XIV. Uma daquelas séries com um genérico emocionante e que já nos deixava logo entusiasmados mesmo antes do episódio começar, uma série de imagens de acção medieval acompanhado por uma panóplia de instrumentos de sopro que davam às imagens um sentido ainda mais épico.

Não se encontra isto em DVD, uma pena e bem que a RTP Memória podia repetir esta série que eu veria de bom grado de modo a poder viajar na mente até aos finais de tarde de há quase duas décadas atrás.