Julho 2012 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 31 de julho de 2012

... da Carteira de Velcro

terça-feira, julho 31, 2012 3
... da Carteira de Velcro


O Velcro dominava os anos 90, desde os ténis às carteiras todos tiveram algo que fazia um barulho peculiar aquando da sua abertura. Tive várias carteiras de Velcro, normalmente compradas na Feira da Praça de Touros de Cascais que decorria no 1º e 3º Domingo do mês, desde a típica com cores da tropa, às que tinham algum herói conhecido tipo o Batman.

A carteira depois de aberta dividia-se por norma em 3 partes e era bastante usada, já que tinha uma abertura transparente onde se colocava o passe que tínhamos para andar nas carreiras da Rodoviária Nacional, e por isso aquele barulho era ouvido diversas vezes ao dia. Era o tempo que também guardávamos os trocos na carteira, antes do hábito de ficar pelos bolsos mesmo, por isso também tínhamos que recorrer a ela para tirar lá de dentro as moedas.

Era a carteira a usar naquele período a sair da infância para a pré adolescência, e algo que não devia ser usado a partir de uma certa idade sob risco de sermos humilhados pelos nossos amigos.




... dos Adultos à Força (Party of Five)

terça-feira, julho 31, 2012 0
... dos Adultos à Força (Party of Five)


No começo da TVI (Canal 4 ainda), todos os dias eram dias de transmitirem séries, e o sábado à tarde era o dia para a transmissão do Adultos à Força (Party of Five), um drama adolescente que retrata a vida de um quinteto de irmãos depois da morte dos seus pais. A série teve 6 temporadas, de 1994 a 2000, com 142 episódios que foram transmitidos por cá a partir de 1996 na sua versão original legendado em Português.

Eu gostava muito desta série, tinha uma paixoneta pela Neve Campbell e gostava muito da química entre aqueles irmãos. Existiam pequenos apontamentos de humor no meio daquele drama todo, e a série só começou a cair quando se abusava no drama na vida dos protagonistas, um era alcoólico, outro teve cancro, outra fugia de casa, todas as semanas acontecia algo e depois uma grande choradeira ao redor daquilo tudo. O genérico era bem divertido, uma música animada com uma montagem de imagens a retratem aspectos fundamentais de cada um dos seus protagonistas.

A família Sallinger é atingida pela tragédia quando os pais de Bailey, Charlie, Julia, Claudia e Owen morrem num atropelamento e fuga por parte de um condutor bêbado. Charlie (Matthew Fox) tinha 24, era o mais velho e conhecido pela sua faceta de mulherengo sendo ainda um pouco imaturo quando de repente se vê a braços com a responsabilidade de tomar conta dos seus irmãos. Bailey (Scott Wolf) era o típico adolescente rebelde de 16 anos que mais tarde se vê aflito com os vícios que ganha, enquanto que Julia (Neve Campbell) era a típica adolescente de 15 anos a tentar resolver todas as mudanças pelas quais está a passar e tendo que ajudar a tomar conta da sua irmã mais nova, a Claudia (Lacey Chabert) que com 11 anos é uma criança prodígio e o Owen que é um bebé de um ano apenas. Existiam personagens secundárias regulares, como um grande amigo de Bailey ou os namorados de Julia e as namoradas de Bailey e Charlie.

Griffen (Jeremy London) e Justin (Michael Goorjian) foram os namorados da Julia, que chegou a passar pelo problema de violência doméstica que ajudou a fazer crescer a personagem e a lançar a carreira de Neve Campbell. Também a Jennifer Love Hewitt teve a sua primeira grande oportunidade nesta série, como a namorada de Bailey, Sarah, que teve que sofrer muito quando este ganhou o vício do álcool, assim como a namorada de Charlie, Kristen (Paula Devicq), que sofre de uma depressão ao longo da sua relação atribulada com o mais velho dos Sallinger.

Foi uma série que marcou uma época, era giro ver eles todos a tentarem resolver os seus problemas e a jantarem sempre juntos no restaurante deles e que de certa forma era uma parte integrante da série. Já foi repetida pela TVI e por canais de cabo ao longo dos anos, o que prova a popularidade que a série ainda goza.








segunda-feira, 30 de julho de 2012

... dos Sacos de Água para afugentar moscas

segunda-feira, julho 30, 2012 0
... dos Sacos de Água para afugentar moscas

Chega o verão e o calor e só queremos é estar com a porta e as janelas abertas para refrescar, o problema é que assim estamos sujeitos a ser invadidos por Moscas que nos incomodam mais do que o próprio calor. Qual era a solução vista pendurada por essas janelas e batentes de porta do nosso Portugal? Um saco de plástico transparente cheio de água e pendurado por um fio. Era remédio santo e ajudava muito no evitar dessa praga apesar de muitos de nós olharmos para aquilo e não percebermos o porquê.

Tem a ver com o facto de que os insectos interpretam aquilo como um espelho e assim mudam a trajectória do voo ao se depararem com esta armadilha. A minha avó costuma colocar disto, apesar de ter também outro repelente comum destes insectos na sua porta, as míticas fitas que tapavam a porta por completo e impediam também que outros espreitassem lá para dentro.

Era comum andar e ver disto nas janelas de todas as casas da rua, agora é preferível gastar dinheiro num insecticida eléctrico a ter este objecto a decorar a janela.

domingo, 29 de julho de 2012

... do Viva o Gordo

domingo, julho 29, 2012 2
... do Viva o Gordo


Viva o Gordo foi um dos melhores programas de humor da década de 80, uma época em que os comediantes tinham "mais peso", tanto no Brasil como em Portugal onde foi transmitido pela RTP em pleno horário nobre. O programa durou 6 anos, de 1981 a 1987, onde o comediante Jô Soares criou mais de 300 personagens.

Eu era muito novo quando isto foi transmitido, mas lembro-me de rir com alguns sketchs como o do Telejornal ou o Capitão Gay, apesar de me passar ao lado as críticas políticas que eram quase sempre inerentes nos quadros do programa. Max Nunes ajudava Jô Soares na escrita de textos, e o programa consistia em convidados e numa quantidade de sketchs e quadros, uns fixos outros que variavam de semana para semana.

Lembro-me depois de ver um programa do Nicolau Breyner que era demasiado parecido com este, algo comum na altura, e de só pensar porque raio não estava ali o gordo Brasileiro. Para mim era necessário ver o homem aos berros no Telejornal, ver o dentista tarado ou o Capitão Gay.





sexta-feira, 27 de julho de 2012

... do anime D'Artagnan e os Três Mosqueteiros

sexta-feira, julho 27, 2012 0
... do anime D'Artagnan e os Três Mosqueteiros

Já tínhamos visto muitas versões do clássico os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas, inclusive uma versão canina de muito sucesso, mas em 1988 todos vibrámos com uma versão Anime que para além de um genérico fenomenal, tinha uma versão interessante sobre o livro de Dumas como o facto de retratarem Aramis como sendo uma rapariga.

Esta animação era apenas baseada no livro, e não uma retratação fiel do mesmo, mas a acção frenética do Desenho Animado em conjunto com uma grande dobragem, tornou este programa um dos maiores sucessos do Agora, Escolha onde estreou em 1988 como o programa que dava durante a votação. A produtora Gakken fez 52 episódios desta série, que tinha as características típicas dos Anime que conhecíamos, com as expressões faciais exageradas e uma acção frenética e non-stop.

Carmen Santos interpretou a canção do genérico que tinha uma letra bem interessante e um ritmo que nos cativava e viciava, todos aprenderam rapidamente a letra e sabemos a cantar ainda nos dias de hoje:


Ele vai viver a lutar,
p'ra fazer melhor o amanhã,
vai querer na vida um lugar,
é o D'Artagnan!
Não teme ninguém na grande cidade,
muitos inimigos ele vai vencer!
E aprender também que só pel'a amizade
vale a pena alguém viver!
Só com amigos é tão bom viver,
só com amigos é tão bom brincar!
E três amigos ele encontrou nos mosqueteiros!
E aprendeu que só com amigos é que é bom viver,
que só com amigos é que é bom brincar!
E os quatro vão poder mostrar que a rir e a lutar são os primeiros!
Ele vai viver a lutar,
p'ra fazer melhor o amanhã,
vai querer na vida um lugar,
é o D'Artagnan!

É daqueles desenhos animados que deve muito do seu sucesso à dobragem fantástica em Português, com direcção de António Montez e tradução de Isabel Pacheco com nomes como Miguel Guilherme (D'Artagnan), José Pedro Gomes (Athos), José Raposo (Porthos) ou Carlos Freixo (Aramis). Até hoje ninguém se esquece do episódio onde D'Artagnag descobre que afinal Aramis era uma mulher disfarçada como homem, foi um twist interessante e que contribuiu para que todos tivessem vontade de ver mais deste desenho animado.




quarta-feira, 25 de julho de 2012

... das Spice Girls

quarta-feira, julho 25, 2012 2
... das Spice Girls

Os anos 90 foram férteis em Boysband e Girlsband, e a banda Britânica das Spice Girls era o maior expoente desse género musical, tendo um sucesso estrondoso e criando uma febre Planetária. Para além das vendas de discos, o merchandising ligado a este grupo marcou o começo da década, todas as meninas do Planeta queriam um pouco do "Girl Power" e muitos pais não se chateavam nada ao comprar posters deste grupo de mulheres que se apresentava sempre em roupas bastante provocantes.

A banda é creditada por revitalizar o conceito de Teen Pop Idol, e com Simon Fuller como manager, foram uma presença constante em revistas e programas televisivos ajudando a que o seu sucesso ultrapassasse as barreiras do Reino Unido. A banda foi formada em 1994 tendo editado o seu primeiro álbum, "Spice", em 1996 que ajudou a Virgin Records a bater todo o tipo de recordes com mais de 28 Milhões de cópias vendidas muito à custa do primeiro single "Wannabe". A música chegou ao primeiro lugar dos tops em mais de 30 Países, e quando a conceituada revista "Top of the Pops" decidiu atribuir alcunhas às integrantes do grupo, não tardou para que toda a imprensa, e elas próprias, adoptassem esses nomes para caracterizar e individualizar cada uma delas.

Melanie C. (Sporty Spice), Emma Bunton (Baby Spice), Melanie B. (Scary Spice), Victoria (Posh Spice) e Geri Halliwell (Ginger Spice) formavam o grupo feminino que mais discos vendeu (mais de 75 Milhões), e que faziam as delícias de uma geração de raparigas que via ali um grupo de mulheres fortes e independentes, e de rapazes que deliravam com as roupas e as coreografias ousadas dos seus telediscos.

Foram consideradas a personalidade da década e que ajudou a marcar o movimento conhecido como Girl Power, com vestidos com a bandeira Union Jack a serem um dos maiores símbolos desse mesmo movimento.

Por cá isto foi um sucesso também, eram presença constante no top + quer com o seu primeiro single quer com o segundo single, "Say you'll be there" ou o mega sucesso do Natal "2 Become 1" que mostravam a versatilidade da banda para apresentar músicas mexidas ou então simplesmente umas baladas. Lembro-me de começar a ver recortes de revistas nos cadernos de diversas colegas, e no meu dossier, posters em paredes de quartos e todo o tipo de merchandising provando que também no nosso País elas foram um tremendo sucesso.

Chegou a altura que a Spicemania começou a ser comparado com  a Beatlemania, isto devido aos recordes pertencentes a esta última serem sempre batidos por estas meninas de ar angelical mas com uma atitude rebelde. Em 1997 conseguiram entrar no complicado mercado musical dos Estados Unidos, batendo o recorde dos Beatles e conseguindo colocar Wannabe na 11º posição do top Bilboard. Foi o álbum mais vendido de 1997, que foi também o ano de lançamento do seu segundo álbum "Spiceworld" que originou mais uns singles de sucesso e que teve direito inclusive a uma longa-metragem, o que levou a uma exposição mediática constante e contribuiu para a saturação do grupo perante o público tanto na Europa como nos Estados Unidos.

Foi o querer aproveitar a febre ao extremo, podiam ter continuado com o primeiro álbum mais uns 2 anos (tinham acabado de começar a dar concertos ao vivo) antes do lançamento do segundo, mas foram opções tomadas pelo seu Manager, que foi despedido nesse ano, que não beliscaram mesmo assim o sucesso nas vendas e a procura de patrocinadores para que as meninas fossem o rosto das suas marcas. No final da década, e sem o seu manager, começaram a perder o rumo e o facto de um dos seus membros (Geri Halliwell) ter abandonado o grupo não ajudou à saúde financeira e comercial da banda.

Mesmo assim, são poucos os que não dançaram o Wannabe, e a prova de que esta banda marcou a década foi reforçada na reunião que tiveram em 2007 e onde bateram de novo recordes numa tourné mundial. Um sucesso que envolvia todo o tipo de pessoas, que se reviam nos membros da banda que mais se identificavam com a sua forma de ser, quer fossem desportistas, quer fossem uma menina que adorasse moda, todas podiam ver e gostar das Spice Girls.












terça-feira, 24 de julho de 2012

... da novela Quatro por Quatro

terça-feira, julho 24, 2012 0
... da novela Quatro por Quatro

A SIC decidiu continuar a tradição da RTP em transmitir novelas da Globo com teor mais cómico pela hora de almoço, e em 1995 transmitia a novela Quatro por Quatro que foi um sucesso total devido às suas personagens carismáticas e ao bom humor no argumento.

A novela passou originalmente no Brasil no horário das 19h, de Outubro de 1994 a Julho de 1995, com 233 episódios e em que lançou a carreira da actriz Letícia Spiller que ficou para sempre conhecida como a Babalu, a personagem que interpretou na novela. Era o casal Babalu-Raí que alimentava a novela que era motivo de conversa até entre os jovens de liceu que viam a mesma na hora de almoço e ficavam fãs com o teor cómico dela.

Babalu era uma manicure com um temperamento complicado e intempestivo, e que tinha uma relação conflituosa com o seu namorado Raí (Marcello Novaes) que era mecânico e um pouco mulherengo. Ela é presa juntamente com outras quatro mulheres após um incidente no trânsito, e na prisão descobrem que têm em comum o facto de terem sido maltratadas e enganadas pelos seus homens. Elas decidem então unir-se e vingarem-se dos seus ex's, cada uma irá assim tratar de castigar o ex da outra e provocar um pandemónio bem divertido.

Não segui a novela toda, ria-me e gostava de algumas coisas nela mas ela não me conquistou totalmente. Mas conhecia muito marmanjo na escola que vibrava com as tropelias de Babalu e Raí o que ajudaram ao sucesso da novela no nosso País. Esta cena deles os dois num shopping mostra todo o espírito da novela.












segunda-feira, 23 de julho de 2012

... do Boris Becker

segunda-feira, julho 23, 2012 2
... do Boris Becker

Boris Becker foi um dos meus tenistas preferidos, o seu Serviço rápido e certeiro e os seus volleys fantásticos junto da rede faziam com que ficasse vidrado a ver os seus jogos e as suas constantes vitórias e conquistas de Grand Slams.

Becker nasceu a 22 de Novembro de 1967 na Alemanha, e conquistou o mítico torneio de Wimbledon em 1985 com apenas 17 anos, começando assim uma carreira que o consolidou com um dos melhores tenistas da década de 80 e 90. Os seus jogos com Ivan Lendl e Stefan Edberg eram fantásticos, verdadeiras pérolas numa altura que existiam grandes tenistas e a competição em cada torneio era bastante equilibrada. Na sua defesa do título de Wimbledon, Becker derrotou Lendl (que era o número 1 na altura) e assim provou que não tinha sido um acaso aquela sua primeira conquista naquele que é considerado o melhor dos torneios do Grand Slam.

Becker participou num dos jogos mais longos da história do ténis, onde derrotou o Norte-Americano John McEnroe num jogo que demorou 6 horas e 22 minutos, numa altura em que não existiam tie-breaks na Davis Cup. Em 1989 ele foi eleito o jogador do ano com as suas vitórias em Wimbledon frente a Edberg e no Open dos Estados Unidos frente a Lendl, tendo ainda chegado às meias finais de Roland Garros, perdendo o lugar na final para o seu rival Edberg e ajudou ainda a Alemanha a vencer a Davis Cup derrotando André Agassi. No entanto não conseguiu o lugar cimeiro na ATP, mas a sua qualidade no court era já respeitada por todos e não foi por isso de estranhar essa distinção de jogador do ano.

Na década de 90, André Agassi começou a ser um rival para o Alemão, impedindo este de terminar o ano no 1º lugar (depois dele ter destronado o seu eterno rival Ivan Lendl) e na segunda metade dos anos 90 começou a ter uns jogos fantásticos com Pete Sampras, que considerou Becker o melhor jogador Indoor que já tinha conhecido e defrontado. Para além das suas vitórias como single player, foi um dos melhores jogadores em Dupla ganhando inclusive a medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992.

Apesar de nunca ter acabado um ano como o #1, este tenista destro conseguiu sempre conquistar inúmeras vitórias, a sua maioria em courts de relva ou sintéticos, nunca conseguindo no entanto uma vitória num torneio de terra batida apesar de nunca ter feito má figura nesses mesmos torneios. A sua última vitória num grand slam foi no torneio de Austrália em 1996 frente a Michael Chang. Becker tem o recorde do jogador mais novo a vencer o torneio de Wimbledon (sendo o segundo mais novo a vencer um grande torneio) e do jogador com mais vitórias contra um jogador em primeiro lugar na tabela, 19 vitórias. O seu palmarés é de 163-40 o que dá uma percentagem de vitória superior a 80% tornando-se assim parte da elite que são os 10 jogadores que têm uma percentagem superior a 80%.

Guardo boas recordações dos jogos que vi dele, tanto em directo como a ver jogos antigos em que ele participou e era um dos nomes que eu escolhia quando jogava algum jogo de consola ou computador.







Career titles49
Highest rankingNo. 1 (28 January 1991)
Grand Slam Singles results
Australian OpenW (19911996)
French OpenSF (198719891991)
WimbledonW (198519861989)
US OpenW (1989)
Other tournaments
Tour FinalsW (1988, 1992, 1995)WCT(1988)
Olympic Games3R (1992)
Doubles
Career record254–136
Career titles15
Highest ranking6 (22 September 1986)
Grand Slam Doubles results
Australian OpenQF (1985)
Other Doubles tournaments
Olympic GamesW (1992)
Last updated on: N/A.
Olympic medal record
Men's Tennis
Gold1992 BarcelonaMen's doubles



... da Moeda de 1 Escudo

segunda-feira, julho 23, 2012 1
... da Moeda de 1 Escudo


A moeda de 1 Escudo que mais me passou pela mão, foi esta de Latão-Níquel de 1981, tinha 18 mm e era alvo de uma brincadeira divertida entre mim e os meus amigos envolvendo a moeda e paus de gelado. Confusos? Eu explico, a meio do pau do gelado fazia-se uma pequena ranhura do tamanho da moeda, como se fosse uma baliza, e depois agarrava-se no pau do gelado na horizontal com os dois dedos indicadores e puxava-se um dos lados do pau para trás e atirava-se a moeda de 1 escudo com a intenção de "marcar golo" no outro pau de gelado que estava entre os dedos do adversário.

Em 1987 apareceu uma moeda mais pequena de 1 Escudo, com 16 mm, na mesma de Latão-Níquel e que tornava assim o jogo mais aliciante. Era a típica moeda que surgia nos trocos e que ajudava aos mesmos, aquela que por vezes ia-se juntando e comprava-se o pão e outras coisas essenciais mais em conta e assim despachava-se o excesso dessas moedas.

Foi por isso uma moeda muito popular mesmo com o valor baixo que tinha, a diversão que proporcionava era por demais aliciante para ignorarmos. Não posso deixar de referir que ainda apanhei muita moeda de 1 escudo de 1969, era uma moeda de Bronze e bastante maior que as suas sucessoras, com 26 mm e que atrapalhava muito quando se recebia a mesma e tinha-se que colocar na carteira junto das outras. Mesmo assim era uma moeda muito bonita, a mais gira das três, e por isso tinha que referir ela neste desabafo.






domingo, 22 de julho de 2012

... do MacGyver

domingo, julho 22, 2012 3
... do MacGyver

O final de tarde dos Domingos ficou muito mais aborrecido quando a RTP deixou de transmitir a série O Justiceiro, mas o canal estatal rapidamente resolveu este problema e os Domingos do final da década de 80 começaram a ser a casa de outro herói, o MacGyver. Foi daquelas séries que nos conquistou logo com o genérico, uma música animada a acompanhar umas imagens com muita acção numa série que ia conquistar o coração de todos e ser mais uma daquelas que iria ficar para sempre na nossa memória.

Lembro-me que, da parte masculina, a discussão era sobre os méritos deste herói que se tinha que desenvencilhar sem a ajuda de nenhum carro milagroso, enquanto que a parte feminina discutia sobre como este penteado era mais sexy do que os caracóis do outro actor. Desde o começo que a série provocou logo frenesim por essas escolas fora, e 1987 ficou mesmo como o ano do MacGyver.

A série teve 7 temporadas com 139 episódios, de 1985 a 1992, e tornou o actor Richard Dean Anderson uma estrela a nível mundial. Os episódios começavam na sua grande maioria com o nosso herói já no meio de uma missão, e enquanto víamos ele a desembaraçar-se com coisas tão simples como uma pastilha e um elástico, ouvíamos ele a narrar algo da sua infância que de alguma forma se adequava à situação em que ele se encontrava. Era uma história à parte do episódio, esse só começaria depois dos créditos que nos deixavam logo entusiasmados para o que aí vinha.

MacGyver era um agente secreto que se recusava a usar armas, e nas suas missões metia-se sempre em sarilhos os quais resolvia com engenhocas inventivas que ele produzia com artigos do dia-a-dia que se encontravam ali à mão. Um resto de um sumo de limão, um elástico de cabelo e um sabonete eram o suficiente para que este conseguisse escapar de algum sítio ou evitar algum conflito com o seu adversário. Assim como a série que o precedia, também ele trabalhava para uma fundação, a Phoenix Fundation, presidida por Pete Thornton (Dana Elcar), que era o melhor amigo de MacGyver e que se preocupava sempre com o bem estar deste nas suas missões.

Para além de usar da sua inteligência em combinar os diversos objectos que encontrava para conseguir ultrapassar o perigo que corria, ele tinha sempre a companhia do seu fiel canivete Suíço que o ajudava a preparar esses objectos e a torná-los mais importantes do que eles normalmente são. Em alguns episódios aparecia um amigo maluco de Mac (o qual também não achava muita piada), mas felizmente, assim como no caso de Michael Knight, esta série era focada basicamente no seu protagonista e era dado pouco destaque ao elenco coadjuvante a não ser em algumas excepções.

Apesar de tudo fartei-me mais depressa desta série do que me tinha fartado do Justiceiro, e isso era muito por causa dos objectos ridículos que eram utilizados constantemente para escapar de todo o tipo de situações. Era algo que enjoava a dada altura, ao nível de brincarmos com essa habilidade e troçarmos daquilo tudo, afinal custava a engolir como uma pastilha o ajudava a impedir um reactor nuclear. Um dos meus episódios favoritos envolve pouco dessas engenhocas, mostra o MacGyver num deserto a lutar contra umas formigas perigosas e que este com a ajuda do fogo destrói elas dando até para ouvir elas "gemerem" enquanto morrem.

Apesar de tudo a série não envelheceu muito mal e continua a ser algo que se vê bem. Na altura foi um sucesso absoluto, existiu muito merchandising da série e uns especiais para tv chegando inclusive a falar-se de um filme no cinema que nunca chegou a ser feito.









sábado, 21 de julho de 2012

... do He-Man

sábado, julho 21, 2012 4
... do He-Man

Os anos 80 foram férteis em desenhos animados que nos marcaram para sempre, e um dos mais carismáticos dessa década foi sem sombra de dúvida o que mostrava as aventuras de He-Man and the Masters of the Universe. Foi mais um daqueles desenhos animados acompanhado por uma panóplia de merchandising que deixava uma criança a salivar e um pai a desesperar, ele eram cromos, ele eram bonecos, ele eram espadas, havia de tudo um pouco para agradar gregos e troianos.

Um dos meus maiores traumas é não ter tido nenhum boneco do He-Man (nem o seu mítico castelo), e por isso tinha que me contentar com aqueles que saíam nos bolos da Panrico. Mas tive uma espada do He-Man, uma fajuta de plástico amarelo fluorescente que muito me ajudou em aventuras imaginárias. Para além disso tive alguns livros de BD da editora Abril, mas a minha coisa preferida era sem sombra de dúvida a caderneta do He-Man, uma caderneta que impunha respeito logo com uma capa imponente e com um interior fantástico de onde se destacava umas páginas do meio, onde estava desenhada uma situação de combate em Eternia, e os cromos eram "recortados" com a figura somente da personagem num movimento de ataque ou de defesa.

A linha de brinquedos foi um dos maiores sucessos do começo da década de 80, e em 1983 foi natural a transição para a TV numa série de Desenhos Animados produzida pela Filmation e com autoria de, entre outros, Lou Scheimer que durou duas temporadas num total de 130 episódios.

A série mostrava-nos como o reinado do rei Randor era ameaçado pelo maléfico Skeletor, que acompanhado por um grupo de asseclas mutantes aterrorizava o planeta Eternia. A sua intenção era a de conquistar o castelo Grayskull, que tinha a protecção  da Zoar, que ajudou também o príncipe Adam a conseguir os poderes de He-Man.

Era mais um daqueles desenhos animados acompanhados com uma moral no final do episódio (algo que detestava), e as suas cenas de acção nunca eram muito intensas, mas chegavam para entusiasmar qualquer criança daquela década. O melhor do programa sempre foi o visual de algumas personagens, o do castelo e alguma da mitologia que podia ter sido muito mais bem explorada. Outro aspecto negativo, era o típico sidekick cómico que só atrapalhava as aventuras do nosso herói e que tentava aligeirar as coisas com piadas ou frases inoportunas. Aquele castelo com uma entrada em forma de uma cara com umas presas grandes, e o tigre que em modo de combate ficava de uma forma imponente e agressiva eram as minhas coisas preferidas da série e das que mais ansiava ver.

Mas o vilão é que roubava a cena toda, adorava aquele visual de uma caveira que logicamente era um pouco aterrorizante para uma criança, o que ajudava ainda mais a quereremos que ele perdesse a batalha com o He-Man. Uma pena que a série fosse um pouco "presa" de movimento, era sempre algo mecânico os movimentos das personagens e com o famoso método de cenas repetidas que a Filmation tanto gostava.

Lembro-me de ver isto quando deu na RTP, em 1986, na sua versão original e legendada em Português aos Sábados pela hora de almoço e muitas vezes acompanhado pelo meu vizinho, já que este era um daqueles programas ideais para vibrar em conjunto com alguém. O sucesso do desenho animado foi tanto que até um filme foi feito, algo bastante mau mesmo para os padrões da altura, e durante os anos seguintes foram feitas novas versões da personagem que nunca conseguiram obter o sucesso da série original.

É mais um daqueles desenhos animados épicos que nos marcam para sempre, e até hoje bate a vontade de agarrar numa espada, levantá-la no ar e gritar "I have the power!"



sexta-feira, 20 de julho de 2012

... do Programa Pisca-Pisca

sexta-feira, julho 20, 2012 0
... do Programa Pisca-Pisca

Pisca-Pisca era um daqueles programas típicos de fim de semana, humor, música e sketchs preenchiam as noites da RTP num programa tipicamente Português com um pé no Teatro e o outro num programa de variedades com um cheiro a Revista Portuguesa.

Armando Cortez, Luísa Barbosa, Natalina José, Florbela Queiroz, Rosa do Canto, Júlio César, Fernando Mendes e Paula Cruz eram o elenco fixo do programa, que se passava numa oficina e no apartamento da família que geria a mesma. O programa tinha os seus momentos, mas eu nunca tive muita paciência para os constantes interlúdios musicais, e os que passavam neste programa não eram da minha preferência.

Armando Cortez e Rosa Lobato Faria assinam os textos e diálogos, função que Cortez acumula com a direcção de actores. Pedro Osório é o director musical e autor de vários originais, função que compartilha com Thilo Krassman. Isto passou na segunda metade da década de 80, mas não tinha o charme e a qualidade do saudoso Sabadabadu.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

... do Pestinha (Problem Child)

quinta-feira, julho 19, 2012 0
... do Pestinha (Problem Child)


O Pestinha (Problem Child) é um daqueles filmes que ganhou estatuto de culto quando passou para o videoclube, foi uma das k7's de ouro do VHS mostrando asneiras com fartura e uma criança que tornava a vida de todos num inferno, sendo uma combinação vencedora para conquistar qualquer adolescente da altura.

Eu vi o filme em 1992, um ano depois dele ter estreado por cá nos cinemas, e não conseguia parar de rir com a sequência de cenas em que a criança dava cabo da cabeça aos adultos e das constantes profanidades que ela dizia a cada cinco minutos. As expressões faciais e o sorriso malandro da criança ajudavam à festa, ela era muito carismática e brilhava no meio daqueles adultos talentosos como se fosse um actor veterano.

A história mostra um orfão chamado Junior (Michael Oliver) sendo adoptado por Ben Healy (John Ritter) e Flo (Amy Yasbeck), mas o que este casal viria a descobrir é que esta criança era um verdadeiro diabo, um terrorista que só fazia asneira e que adorava ver os outros a sofrer com isso. Ben era um trabalhador honesto e uma pessoa calma e ingénua, ao contrário da sua mulher excêntrica que foi sempre contra a adopção da criança, assim como o pai de Ben, Big Ben (Jack Warden) que foi em muitas ocasiões alvo das tropelias do miúdo que só abranda nas suas traquinices quando começa a ver que Ben gosta mesmo dele e que ele também gosta de Ben.

Uma das partes giras do filme é ver o puto a ser amigo de correspondência de um terrível assassino, o Martin Beck (Michael Richards), que ele admira ao ponto de usar sempre um laço ao pescoço como é a imagem de marca deste criminoso. O filme vive muito da comédia física, e como podemos verificar mais tarde em Seinfeld, Michael Richards ajudou muito neste aspecto e a sua entrada ajudou a aumentar ainda mais as gargalhadas que o filme já proporcionava. A coisa depois corre para o torto e este rapta Junior e leva-o para um circo até que Ben aparece e salva-o, ajudando-o assim a perceber que havia alguém que gostava mesmo dele.

O filme teve ainda uma sequela que ficou ainda mais escabrosa, e juntou uma menina problemática ao barulho. Não gostei tanto do segundo filme, o momento de vómito na Feira não ajuda, mas na altura ainda me ri um bocado com ele, mas ao rever agora envelheceu muito mal comparando com o primeiro que ainda se vê bem.







quarta-feira, 18 de julho de 2012

... do Desert Strike

quarta-feira, julho 18, 2012 1
... do Desert Strike


Desert Strike foi uma pedrada no charco nos jogos para a consola Mega Drive, tínhamos ali um jogo que parecia como aqueles jogos para PC, com missões elaboradas e com pedaços de vídeo com telejornais e tudo a darem as notícias do que acontecia. Joguei bastante este jogo e tornou-se rapidamente um dos meus favoritos, apesar de por norma não curtir muito este tipo de jogos de guerra.

Foi em 1992 que a Electronic Arts lançou este jogo para a Mega Drive e devido à Guerra do Golfo de 1991, o jogo levou com algumas críticas por mostrar algo relacionado com isso tão pouco tempo depois. O jogo foi um sucesso absoluto, maior parte das revistas da altura deram mais de 90% na nota ao jogo, elogiando a mistura entre acção e estratégia, sons e gráficos para além de ser um daqueles jogos com uma longa vida já que nos divertia e muito enquanto jogávamos com ele.

O cartucho do jogo era enorme, algo que não estávamos habituados nesta consola da Sega, e era preciso algum cuidado ao tirar o mesmo depois de umas quantas horas de jogo. Sim este era daqueles jogos para estar ali horas nele, eram muitas missões e havia sempre aquela sensação "só mais uma".

Uma coisa divertida no jogo, quando queríamos só passar o tempo, era matar as pessoas que devíamos salvar ou destruir o que tínhamos que proteger. Éramos logo chamados de novo ao porta-aviões.

O Helicóptero Apache não era muito complicado de controlar, tinha diversas armas como mísseis e metralhadoras, para além de um gancho que usávamos para salvar pessoas e içar elas para dentro do aparelho. Nas missões tanto podíamos ter que matar soldados, como destruir tendas, tanques e outros equipamentos importantes enquanto íamos avançando no deserto até chegarmos a missões em Washington e tudo.

Um jogo bem divertido e que me viciou durante muito tempo, a mesma coisa aconteceu depois com a sequela dele, o Jungle Strike.






terça-feira, 17 de julho de 2012

... dos Sitiados

terça-feira, julho 17, 2012 0
... dos Sitiados


No final da década de 80 a música Portuguesa continuava bastante animada com o constante surgimento de bandas novas e inovadoras no concurso Rock Rendez Vous, e a banda Sitiados conquistou tudo e todos com a sua fusão da música Rock com a música tradicional Portuguesa.

João Aguardela (vocalista), José Resende (guitarra) e Mário Miranda (baixo), todos eles ex-Meteoros, juntaram-se ao baterista Fernando Fonseca para formar a banda dos Sitiados que com o 2º lugar conquistado no Rock Rendez Vous, consegue colocar a música "A Noite" na colectânea "Registos".

A banda foi sempre muito dinâmica e com uma constante renovação no seu elenco, e com a entrada do baixista João Marques (ex-Clandestinos), de Jorge Buco (bandolim) e da acordeonista Sandra Baptista editam o seu primeiro álbum em 1992, "Sitiados", que com o sucesso da música "Vida de Marinheiro" domina o País e vende mais de 40 mil unidades. Outra música que marcou o país foi "O Circo", e uma das minhas preferidas da banda já que tocava em quase todas as festas de aniversário desse começo da década.

A energia em palco e o carisma do seu vocalista contribuem para que a malta fique fã da banda, o concerto deles a 11 de Novembro de 1993 no Pavilhão Carlos Lopes foi um sucesso estrondoso e um daqueles concertos que é recordado ainda nos dias de hoje. Foram uma das melhores bandas no projecto Filhos da Madrugada com a música "Formiga no Carreiro" e no projecto Canções do António com o "Corpo é que paga", no caso da dos Filhos da Madrugada considero mesmo a melhor banda nesse disco e no concerto. A energia deles era por demais contagiante e era impossível um jovem da altura ficar indiferente à sua música, com a sua fusão de instrumentos musicais Portugueses e música Rock eles marcaram para sempre o panorama musical Português e tudo lamentou a morte do seu vocalista a 18 de Janeiro de 2009 com apenas 39 anos de idade.







segunda-feira, 16 de julho de 2012

... dos Carrinhos de Choque

segunda-feira, julho 16, 2012 0
... dos Carrinhos de Choque



Quando o calor começava a apertar era certo e sabido que nos descampados por esse Portugal fora iriam aparecer mini feiras que em muitos casos consistia somente numa pista de Carrinhos de Choque. Mas a malta não se importava, isso era o suficiente para horas de diversão e aquilo não tinha a conotação má e pirosa que agora tem, tinha até um pouco uma aura aventureira já que nos podíamos colocar ao volante de um carro e ir contra os outros propositadamente.

Os carros eram sempre com umas cores berrantes e por norma só o mais novos se sentavam aos volantes destes, em algumas ocasiões encontravam-se pessoas mais velhas a divertir-se ou em alguns casos a tentar vingar-se da geração mais nova. De vez em quando apanhavam-se pessoas agressivas e passávamos a ficar mais atentos ao desviar-mo-nos dessa pessoa do que a tentar atingir outras, isto tudo ao som de músicas animadas e cheesy que ajudaram a criar a expressão "música de carrinhos de choque" que ainda perdura nos dias de hoje.

Outra característica predominante era ouvir uma voz por uns altifalantes muito manhosos com os bordões "mais uma moeda mais uma voltinha" que ficaram para sempre na nossa memória. Um pequeno carro, um grande pára choques e uma enorme diversão, era só isso que nos bastava para passarmos um bom bocado nestas mini feiras. Eu tenho pena de não termos a tradição dos Estados Unidos que andam com Feiras um pouco por todo o País, e ficarmos limitados ao espectáculo deprimente dos Circos.





domingo, 15 de julho de 2012

... do Justiceiro (Knight Rider)

domingo, julho 15, 2012 1
... do Justiceiro (Knight Rider)

A RTP sabia animar a malta na década de 80, transformava o final da tarde de Domingo num dos melhores momento da semana. E para isso contribuiu a transmissão de Séries de TV que se tornaram míticas, como foi o caso do Justiceiro (Knight Rider).

Knight Rider mostrava as aventuras de uma espécie de cavaleiro high-tech que salvava as donzelas do perigo com a ajuda do seu corcel, neste caso de um carro cheio de engenhocas, o KITT. Por cá a tradução tentou realçar o que a série tratava, de fazer a justiça prevalecer, enquanto que no Brasil optou-se por realçar as engenhocas do carro com o título a ser "A Super Máquina". Em ambos os Países, um pouco como em todo o mundo, foi um sucesso absoluto sendo repetido diversas vezes ao longo dos anos (actualmente dá na RTP Memória).

Por cá foi transmitida pela primeira vez a meio da década de 80, na RTP1 na sua versão original, enquanto que a meio da década de 90, a TVI decidiu transmitir a versão dobrada em Brasileiro, o que ajudou a série a ficar ainda mais conhecida por toda uma nova geração que brincava com os momentos cheesy da dobragem, como o bordão famoso "KITT, vem me buscar amigão".

David Hasselhoff encarnava a personagem principal, Michael Knight, e tornou-se o ícone de uma geração. Marcou a moda com o seu penteado de caracóis volumosos e os seus blusões pretos com camisa aberta no peito e calças de ganga. David tornou-se também um símbolo sexual, e um dos mais apetecidos posters da revista Bravo, enquanto que a parte masculina vibrava mais com o carro e com tudo o que ele podia fazer.


Glen A. Larson, produtor mítico dessa década, afirmou que queria criar basicamente um Lone Ranger, mas com um carro, e a coisa correu-lhe bem. A série foi um sucesso instantâneo, com o genérico e o carro a serem ainda conhecidos e recordados nos dias de hoje. A série teve 4 temporadas, de 1982 a 1986, tendo 90 episódios que foram transmitidos na íntegra por cá.

Esta série sofreu um remake há pouco tempo, e que pecava numa coisa essencial, tinha um elenco muito grande. A original mantinha as coisas simples e focadas na personagem principal e no carro (que para muitos  era A personagem principal), tendo apenas a companhia ocasional do presidente da Fundação que o financiava e o apoiava, Devon Miles (Edward Mulhare), e da técnica que reparava o carro, a Bonnie Barstow (Patricia McPherson) que só falhou a segunda temporada onde foi (mal) substituída pela April Curtis (Rebecca Holden). O outro actor era o que dava a voz ao carro, e que o tornava tão carismático, William Daniels, que dava uma alma ao carro, KITT (Knight Industries Two Thousand) que ninguém podia ignorar.

A série mostrava como a fundação tinha agarrado num polícia baleado (Michael Long), e depois de o curar. tornou-o numa pessoa diferente (com uma operação plástica), para que este pudesse combater o crime como uma pessoa que nem existe. Era giro ver como a relação entre Michael e Devon evolui, e passa para um nível de amizade quase de familiares, enquanto na primeira temporada estavam sempre a discutir um com o outro.

O genérico tinha uma música super apelativa e que todos adoram, mostrando o carro a andar pelo deserto, com um narrador a contar a história de como Michael Knight combate o crime com a ajuda do seu fiel automóvel. Há pouco tempo revi as primeiras 3 temporadas em dvd, e posso afirmar que se vê ainda muito bem, mas sou suspeito, porque adoro estas premissas dos anos 80. Aquelas de um homem solitário aparecer numa cidade estranha, salvar as pessoas de uma situação perigosa e que se enrola depois com uma menina bonita. Mas para além disso há muitos bons momentos, as cenas de acção com o carro são sempre muito interessantes e só chateiam quando mais para a frente decidem que o Turbo Boost ia resolver tudo e era usado a cada 5 minutos para saírem de alguma situação.

Os meus episódios favoritos são os que eles enfrentam o protótipo do KITT, o carro KARR, que é em tudo semelhante ao KITT (aliás a forma como as luzes se mexiam quando o carro falava foram depois adoptadas pelo KITT em episódios mais para frente) mas que tem uma tendência mais maligna e torna-se um adversário à altura do nosso herói. Outro adversário é o camião TIR chamado Goliath que é conduzido pelo irmão gémeo de Michael Knight, Garth Knight, e com um bigode que ajudava a diferenciá-los. Para mim foram os episódios mais divertidos devido a serem adversários complicados e à altura dos 2 heróis. É uma série que ainda hoje se vê bem e que nos leva a dias mais despreocupados e que exigíamos menos daquilo que nos entretinha.








sábado, 14 de julho de 2012

... do Dartacão e os três Moscãoteiros

sábado, julho 14, 2012 5
... do Dartacão e os três Moscãoteiros

Dartacão cai naquela categoria de personagem de desenho animado Imortal, encantou gerações na década de 80 e na de 90, sendo que aquando da sua transmissão recente no Canal Panda conquistou mais uma geração de crianças, que não conseguem resistir às aventuras deste corajoso Moscãoteiro e ficam fascinadas com todo o seu universo. A série passou por cá pela primeira vez em 1983, aos sábados de manhã na RTP1, mas o sucesso foi tanto que ela foi repetida por diversas vezes no canal estatal apanhando assim uma panóplia de gerações. A que eu me recordo de ver deve ter sido por 1986/88, e era transmitida da parte da tarde no Canal 1 existindo depois um hiato até ela ser repetida de novo pela TVI a meio da década de 90, em 1995, e como em todas as outras encarnações foi um sucesso absoluto.

Era mais uma série com a chancela da Espanhola BRB Internacional, um dos logótipos que mais víamos nos desenhos animados, em colaboração com a Japonesa Nippon Animation criando 26 episódios que nos mostravam de uma forma peculiar um dos romances mais famosos de Alexandre Dumas. E apesar dos protagonistas serem representados como cães, a adaptação é bastante fiel (não obstante o nome da amada ser Julieta em vez de Constance) e aprendíamos ali muito do livro não ficando depois desiludidos quando o líamos pela primeira vez.

O genérico desta série é mítico, ficou gravado na nossa mente e todos o sabemos cantar de cor e salteado, e antes sequer da aventura começar já estávamos todos eléctricos a cantarolar o mesmo e a vibrarmos com o que aí vinha. Era uma música rápida, animada e com uma letra que descrevia o espírito do livro e do desenho animado, ou seja, a amizade que unia os 3 Mosqueteiros e a paixão que ele nutria pela Julieta.

A história passa-se no ano de 1652 na Gasconha e mostra um jovem humilde e pobre, que brinca com espadas de madeira com os seus amigos, que parte para França com a esperança de se tornar um Moscãoteiro, o que se torna algo problemático quando de repete se mete em problemas com os 3 principiais Moscãoteiros, Dogos, Mordos e Arãomis.

Para mim uma das melhores jogadas da série foi ter transporto a história toda para um universo canino, e assim não ser apenas mais uma série sobre este livro, e os nomes retratarem isso mesmo com suaves trocadilhos entre o nome original e o do desenho animado. A dobragem Portuguesa ajudou à festa, e foi uma daquelas que também contribuiu e muito para o sucesso disto tudo.

Dartacão (D'artagnan) tinha a voz de João Lourenço, e era um jovem destemido sem medo de nada que parte à aventura com o seu cavalo Rofty e que depois cria amizade com um pequeno rato medroso chamado Pom (João Perry).

Mordos, Dogos e Arãomis (Athos, Porthos e Aramis), que eram respectivamente João Perry, Antonio Montez e Manuel Cavaco, formavam a guarda de elite do Rei, e eram os mais famosos dos Moscãoteiros e cada um tinha uma característica que o destacava. Um era mais inteligente, outro era muito forte e outro muito sensível e delicado, em conjunto com Dartacão ajudavam a defender o rei contra os esquemas do Cardeal.

A Julieta (Constance), era a aia da Rainha e por quem Dartacão se apaixona loucamente e quem ela retribui e é ocasionalmente uma aliada contra os esquemas dos dois grandes vilões da série. Isabel Ribas dava a voz a esta personagem.

Cardeal Richelião e Milady eram os 2 grandes vilões desta primeira série, sempre em esquemas elaborados com vias de destronar o rei e de prejudicar os Moscãoteiros. Tinham a voz de Antonio Montez e Maria Emília Correia.


Para mim os primeiros episódios são os fundamentais em nos conquistar para sempre, ver o pequeno Dartacão na sua aventura solitária até França e a meter-se logo em problemas com 3 duelos ao mesmo tempo e contra nada mais nada menos que os 3 Moscãoteiros, é obra e cria uma fasquia alta que foi sempre igualada até o final da primeira temporada. Gostava da cobardia de Pom, tinha sempre umas one liners fantásticas, e gostava de todo o universo com retratos fiéis da corte e de todos os problemas que aconteciam naquela altura.

Foi um daqueles desenhos animados que teve toneladas de merchandising, desde os cromos aos pvc's passando por uns pequenos copos que eram nada mais nada menos que reproduções das cabeças dos moscãoteiros e de onde podíamos comer gelado, a série apareceu retratada em tudo e mais alguma coisa e todos nós queríamos essas coisas só para nós.

Tenho a colecção completa em DVD e posso afirmar que ainda se vê muito bem e que não tenho dúvidas que algum canal a irá repetir em 2020 e que será de novo um sucesso. Quem consegue esquecer esta letra?

Era uma vez os três
Os famosos moscãoteiros
Do pequeno Dartacão
Tão bons companheiros

Os melhores amigos são
Os três moscãoteiros
Quando em aventuras vão
São sempre os primeiros

Quando eles vão combater
Já não há rival algum
O seu lema é um por todos
E todos por um

O amor de Julieta
É o Dartacão
E ela é a predilecta
Do seu coração

Dartacão, Dartacão
Correndo grandes perigos
Dartacão, Dartacão
Perseguem os bandidos
Dartacão, Dartacão
E os três moscãoteiros longe
Vão chegar

Dartacão, Dartacão
És tu e os teus amigos
Dartacão, Dartacão
Em jogos divertidos
Dartacão, Dartacão
Vocês são moscãoteiros
A lutar















sexta-feira, 13 de julho de 2012

... do Ponto por Ponto

sexta-feira, julho 13, 2012 0
... do Ponto por Ponto

O Ponto por Ponto era um magazine cultural que dava na RTP em meados dos anos 80, apresentado pelo mítico Raul Durão e que caía na mesma categoria do TV Rural, a categoria "Este programa nunca mais acaba para eu poder ver os desenhos animados" já que ele era transmitido antes do Brinca Brincando segundo me lembro.

O programa não me atraía nem um pouco, apesar de até gostar da sobriedade e da segurança do seu apresentador, e como nem tinha Spectrum nem a famosa rubricada dedicada aos jogos deste aparelho apresentado em conjunto com o Paulo Dimas me fazia ver isto com interesse, mas diminuía um pouco o aborrecimento que o programa transmitia. Mas era assim que as tardes do Canal 1 eram preenchidas, uma espécie de talk show e programa informativo que ocupava o período vespertino, segundo me lembro deu em diversos horários e tinha umas duas horas de duração.

Em todo o caso, e como em outros programas desta altura, eu ficava a ver o mesmo à espera que este terminasse e eu pudesse ver o que realmente queria e o que é certo é que assim aprendia algumas coisas com as entrevistas aos convidados ou com algumas das rubricas do programa. Eram outros tempos em que uma criança conseguia ver um programa com um cenário sóbrio e um apresentador com um tom de voz calmo e sereno e por isso até guardo boas recordações deste apresentador e do pouco que me recordo deste programa.







... de brincar ao Bom Barqueiro

sexta-feira, julho 13, 2012 3
... de brincar ao Bom Barqueiro


Existiam muitos jogos com cantilenas para as crianças se divertirem nas décadas de 70 e 80 e uma das minhas preferidas era o Bom Barqueiro ou Passarás para algumas pessoas. Daquelas brincadeiras perfeitas para o recreio da primária e que até eram incentivadas pelos adultos já que não apresentavam perigo de maior para a nossa saúde física.


Nº de jogadores: Vários, de número par.

Material: Pessoas e um espaço para jogar.

Como se joga: Dois jogadores fazem um arco com os braços, estes irão ser os barqueiros.


Os outros jogadores fazem uma fila de forma a que fiquem a apoiar as mãos nos ombros do jogador da frente, enquanto isso os barqueiros combinam um nome para cada um (por exemplo: de frutas, de animais, de objectos, etc.).

O primeiro da fila e o guia cantam:
 “- Que linda falua, que lá vem, lá vem
É uma falua que vem de Belém


Vou pedir ao senhor barqueiro que me deixe passar tenho filhos pequeninos mas algum ficará.”

Quando os jogadores da fila acabarem de cantar os barqueiros começam a cantar “passarás, passarás, mas algum ficara se não for a mãe da frente é o filho lá de trás.

Assim que os barqueiros acabarem de cantar, a fila passa por baixo do arco e um dos jogadores fica preso por baixo. Os barqueiros esperam que a fila se afaste e perguntam ao jogador que ficou preso ex. : -queres banana ou manga? Por exemplo a criança escolhe banana, assim vai para trás do barqueiro que escolhe banana.

No fim, quando todos já estiverem atrás de um barqueiro agarram –se e cada “equipa” puxa para o seu lado , a equipa vencedora é aquela que consegue chegar ao sítio definido ou faz a outra equipa cair.

Pronto, algumas regras, umas quantas frases e era o suficiente para uns momentos de diversão e alguma gargalhada.