Maio 2012 - Ainda sou do tempo

quarta-feira, 30 de maio de 2012

... dos Porta-Chaves com sons

quarta-feira, maio 30, 2012 7
... dos Porta-Chaves com sons


Quando era criança a ida à Praça de Cascais, vulgo mercado, às Quartas de manhã eram sempre uma boa notícia. Podia ser que conseguisse cravar um brinquedo ou uma bugiganga electrónica baratinha e quando assim era já sabia que tinha diversão garantida. Numa dessas viagens consegui um porta-chaves electrónico que emitia sons diferentes, desde algo tipo tiros de metralhadora, ao silvo de uma bomba a cair, aqueles pequenos botões coloridos davam bom material de entretenimento para uma criança de 7 anos.

Uma das minhas brincadeiras preferidas, era agarrar nos meus soldadinhos (também comprados nessa praça) e fingir uma guerra com a banda sonora a cargo do porta chaves. Sempre que um amigo nosso tinha um porta-chaves igual era garantida uma barulheira desgraçada em guerras imaginárias com muitos tiros e bombas à mistura.

Uma das piores sensações vinha quando as pilhas começavam a chegar ao fim e o som começava a aparecer de uma forma muito manhosa. Em todo o caso é uma das melhores recordações que guardo da minha infância.


terça-feira, 29 de maio de 2012

... do Aqui há Fantasmas

terça-feira, maio 29, 2012 4
... do Aqui há Fantasmas

Ainda sou do tempo em que davam peças de teatro na TV, e uma das mais emblemáticas é sem sombra de dúvidas o Aqui há Fantasmas. Um grande elenco, um texto bem divertido e com a presença de "fantasmas", era normal que toda uma família, do mais novo ao mais velho, se prendesse ao ecrã a ver isto e a soltar umas boas gargalhadas.

Pelo que me lembro, a RTP deu isto umas quantas noites das décadas de 80 e 90, e sempre que davam era sucesso garantido. Pedro Martins realizou este programa que transmitia uma peça da autoria de Henrique Santana que também era um dos actores envolvidos e um dos que mais brilhava na mesma, mas nela entravam outros grandes nomes como Rita Ribeiro, Carlos Quintas, António Feio e José Raposo entre outros.

Consta que uma casa senhorial está assombrada. Então o Professor Hermes decide fazer uma experiência em que anda a magicar há muito tempo: testar a pílula da coragem. Escolhe um pobre diabo, o Chichas, para cobaia, e promete-lhe 150 contos em troca de ele passar lá a noite. Leva o Chichas e a uma enfermeira para a casa assombrada e pede a um colega que se disfarce de fantasma para assustar o homem. Só que há outros fantasmas lá em casa...

Eram mais de 2 horas de pura diversão, as expressões faciais de Henrique Santana eram hilariantes e asseguravam a que se o texto não nos divertisse, elas definitivamente nos arrancariam umas gargalhadas. A peça é de 1987 ou 88 e foi transmitida basicamente uns 5 anos seguidos pelo que me recordo. Eis a peça completa para reverem




segunda-feira, 28 de maio de 2012

... da Moeda de 25 Escudos

segunda-feira, maio 28, 2012 0
... da Moeda de 25 Escudos



Se há moeda que marcou a criança e o adolescente dos anos 80, essa moeda foi a de 25 escudos. Era a moeda de valor mais alto em circulação e a maior em tamanho, com um diâmetro de 26 mm, um peso de 9,5 gramas e com um bordo serrilhado tendo estado em circulação de 1977 a 1986 já que em 87 foi suplantada pela moeda de 50 escudos.

A moeda era importante para nós porque permitia-nos comprar as coisas que mais queríamos, um jogo de arcade numa galeria comercial, ou num café, por norma custava esses 25 escudos por exemplo. Dava para uma mão cheia de carteirinhas de cromos, para comprar um livro de Banda Desenhada ou para uns quantos doces. Era uma prenda comum de alguns familiares, e um grande achado no saco do Pão por Deus quando íamos ver as moedas que nos tinham dado.

Era completamente redonda, notava-se logo quando a tínhamos quer na carteira, quer no bolso e na face lia-se "Liberdade, Democracia", enquanto que na outra vinham as Quinas de Portugal. Uma moeda que ou tinha um fim rápido, ou durava algum tempo na nossas mãos multiplicada pelo troco que nos davam na compra de algo mais barato com esta moeda.

... do Aquaman

segunda-feira, maio 28, 2012 2
... do Aquaman



Aquaman podia não ser o meu herói favorito nos livros de Banda Desenhada que lia, mas a partir do momento que começou a aparecer num desenho animado nas tardes de Sábado da RTP em 1988, comecei a vibrar com as aventuras deste super-herói no pequeno ecrã.

A Filmation já produzia desenhos animados com personagens da DC, e um dos com maior sucesso foi o Superman/Aquaman Hour of Adventure que originou depois uma série a solo com o herói dos mares a estrelar em episódios de 30 minutos com o seu parceiro juvenil, Aqualad. A série foi transmitida pela CBS em 1967 acabando em Junho de 1970 num total de 36 episódios. Foi transmitida pela RTP por volta de 1988, aos Sábados à tarde na RTP 2 na versão original legendada em Português.


Lembro-me que gostava bastante destes desenhos animados, não era fã do sidekick juvenil (nunca fui) mas já estava habituado a isso noutros programas do género. A animação era a típica da Filmation, simples e com cenário repetidos até à exaustão mas como sempre nós não ligávamos muito a isso e queríamos era ver os nossos heróis em aventuras onde podiam vencer e no final terem uma moral para nos impingir. O diálogo e o tom do discurso do Aquaman tornam-se algo cómico hoje em dia, mas na altura soava muito "heróico" e a música de Orquestra no momento certo ajudavam a elevar o drama do episódio.

Chegaram a haver guest star de outros heróis do universo da DC, e os vilões eram os clássicos da BD e que quase sempre conseguiam raptar o Aqualad e o nosso herói tinha que o salvar e derrotar os vilões no processo. A série tinha um bom genérico e isso prendia logo a nossa atenção, e como sempre ver aqueles heróis em movimento não tinha preço.






domingo, 27 de maio de 2012

... das Calças ganga Mustang, Uniform e Soviet

domingo, maio 27, 2012 0
... das Calças ganga Mustang, Uniform e Soviet


Vivi de perto o começo da preocupação de seguir uma moda, de ter um estilo próprio e de nos preocuparmos com as marcas que vestíamos e levávamos para a escola. Começávamos a fugir do padrão básico e igual a todos, e algumas marcas começaram então a dominar o final da década de 80 e o começo da década de 90. Essas marcas foram a Lee, Mustang, Levis, Chevignon, Uniform e Soviet.

O meu primeiro par de calças de marca foi da Mustang. Tinham o nome em grande na parte do cinto, e um pequeno cavalo branco num fundo vermelho no bolso de trás, era assim que viam que já não usávamos um qualquer par de calças e nos tínhamos preocupados em escolher um que se adequasse ao nosso estilo. Confesso que não foi essa a minha preocupação, queria um par de calças de marca e pronto, e devido ao preço habitual dessas calças, era para mais de 5 contos em alguns casos, a escolha tinha que ser muito ponderada.

Quando um amigo do meu Pai começou a vender calças de marca a um preço mais em conta, a porta abriu-se para eu poder ter mais variedade e assim tentar vencer nesse mundo complicado que começava a ser o da popularidade no liceu devido às roupas que usávamos. Mas depois nem tudo ficava bem na pessoa, lembro-me que nunca encontrei umas da Soviet que me assentassem bem (e até penso que só vi em raparigas), mas tive sorte e conseguia vestir bem as da Uniform.

Mas o mais giro era quando se ia à praça e via-se as imitações, as mais populares sendo a Biform e a Red Star, perfeitas imitações da Uniform e da Soviet. Na Biform o pequeno símbolo vermelho no bolso de trás, era praticamente igual à Uniform, era impressionante mesmo. Na Red Star notava-se mais a diferença para as Soviet, mas sem nos aproximarmos elas passariam bem também.

As Soviet apareceram por 1991 (foram criadas em 1987) e tinham um dos designs mais inovadores, davam para n situações e a lembrança que tenho é que a ganga usada era a das melhores também.

As Mustang apareceram primeiro por cá, e tinham como maior atractivo o facto de serem as nossas primeiras calças com botões na breguilha, e fugirmos assim do clássico fecho de correr. Foi difícil alguns se habituarem a isso, em especial na hora de aperto urinário, mas rapidamente começou a ser obrigatório só usar calças com esse tipo de fecho. Destacavam-se também na cor das mesmas, nem sempre usavam o típico "blue jeans" e isso para mim era do que me agradava nelas.

No caso das Uniform, eram as que tinham um apelo mais "moda" e adolescente deste "trio" que dominou esse começo de década(as Levis e Lee já existiam), e a dada altura as que mais dominavam os pátios das escolas preparatórias e secundárias. As Chevignon não se viam tanto, mas também tinham algum sucesso e como as Lee eram umas calças mais escolhidas pelo público feminino. E ai dos que apareciam com as imitações das praças...

Lembro-me como podia-se atingir o auge quando se sabia combinar as calças ideais, com o cinto ideal (el Charro), com o par de ténis Redley ou All Star e com o lenço amarrado no pulso.. foi uma das modas mais fortes de 1991-1993.







quinta-feira, 24 de maio de 2012

... do Anime da Alice no País das Maravilhas ( Fushigi no Kuni no Arisu)

quinta-feira, maio 24, 2012 2
... do Anime da Alice no País das Maravilhas ( Fushigi no Kuni no Arisu)


Uma das coisas que mais achava piada em alguns dos Desenhos Animados que passavam na RTP nos anos 80, era terem um ar Japonês mas terem os genéricos com letras mais para o Alemão, e no caso deste desenho animado em particular (um dos meus favoritos) isso devia-se ao facto de ser uma produção Germano-Nipónica sendo então normal que o  Fushigi no Kuni no Arisu, vulgo Alice no País das Maravilhas, apresentasse estas características.

Eu era fã deste desenho animado começando logo pelo seu genérico, era mais um com uma música que ficava no ouvido e como aparecia noutra língua dava um ar mais doido às imagens que apareciam. O desenho em si era dobrado em Português, em mais uma excelente dobragem, e era das melhores adaptações do conto imortal de Lewis Carrol. Isto porque esta co-produção entre a Alemanha e o Japão tinha um ar meio surreal, que assentava que nem uma luva no que o livro nos tentava transmitir e nos cativava por aquele excesso de cor e aventura.


A série teve 52 episódios, realizados em 1982 a 1984 e passados pela RTP em 1987 com uma repetição em 1989. Lembro-me de ver isto nas tardes dos dias de semana, por isso num desses anos foi assim que ela foi transmitida. Tenho os dvd's todos que a Prisvídeo lançou e posso garantir que não envelheceu mal e continua bem divertida.

A história mostrava uma menina de sete anos, Alice (Isabel Ribas) que adorava brincar com animais e era extremamente curiosa. Um dia encontrou um coelhinho, Benny Bunny (Argentina Rocha) que começou a falar com ela e a apresentou ao seu tio, um coelho grande vestido com um colete e sempre a olhar para o relógio que foi dobrado pelo grande António Feio. Foi a perseguir o tio de Benny por uma toca que começaram as aventuras da Alice que à lá Calvin & Hobbes nos deixavam na dúvida se eram reais ou sonhos da menina. Os habitantes do mundo subterrâneo eram muito interessantes e carismáticos, governados pela mão de ferro da Rainha das Copas (Carmen Santos) e do seu marido, mais calmo e pacífico, o Rei de Copas (Francisco Pestana) sempre a recorrerem ao seu exército de cartas, tinham corpo de uma carta mas com membros e uma cabeça, para imporem a sua vontade.


Pelo caminho Alice conhecia, ou era importunada, por personagens estranhas como os gémeos Tweedledee e Tweedledum (António Feio e João Lourenço), O ser em forma de Ovo que se encontrava sempre em cima de um muro, o Humpty Dumpy (Luís Mascarenhas), A Morsa e a Falsa Tartaruga (Luís Mascarenhas e Manuel Cavaco) ou A Duquesa (Carmen Santos).

Os meus favoritos eram O Chapeleiro e o Rato Dorminhoco (João Lourenço e Manuel Cavaco) e o Rei Paulo e Rainha Paula (Luís Mascarenhas e Luísa Salgueiro) que eram ávidos jogadores de cricket mas que nem sempre lhes saía bem. Os conselhos da Lagarta Azul (António Feio) também davam sempre histórias engraçadas mas era a interacção entre a Alice e a Rainha de Copas que geravam os melhores momentos do desenho animado.

Na "realidade" apareciam os pais da Alice, e nos últimos episódios começámos a conhecer os amigos dos pais dela que pareciam espantosamente com todas as estranhas personagens que ela havia conhecido no País das Maravilhas.

Aconselho vivamente este Desenho Animado, em especial com a dobragem original, que apresenta de uma forma bem engraçada este fantástico conto de Lewis Carrol.





... do Big Show Sic

quinta-feira, maio 24, 2012 2
... do Big Show Sic



A SIC estava a começar a dominar as audiências em todos os aspectos, tinha uma programação vibrante e inovadora mas decidiu que se tinha que conquistar o primeiro lugar, ela tinha que apelar ao povo Português, aquele que nem sempre tinha lugar no pequeno ecrã por causa dos lobbys, aquele que não se revia em muitos dos gostos musicais apresentados na TV. Um dos primeiros programas para essa fatia do povo foi o Big Show Sic.

Ediberto Lima era um produtor Brasileiro com uma ideia simples, dar ao povo aquilo que ele queria e afirma que a ideia veio-lhe enquanto estava numa estação de serviço e viu um daqueles míticos expositores de k7's com nomes como Quim Barreiros e Ágata. Em conversa com o funcionário, percebeu que existiria interesse do público em ver estes nomes na TV e foi aí que convenceu o director geral da SIC, o Emídio Rangel, a colocar um programa com 3 horas nos Domingos de tarde seguindo um formato normal em alguns programas do Brasil.

A 26 de Março de 1995 apareceu-nos então um programa como nunca tínhamos visto em Portugal, dançarinas semi nuas, pessoas simples no público e a terem oportunidade de falar e cantar, artistas que estávamos habituados a ver e ouvir apenas em feiras e festas de aldeia e um apresentador constantemente aos saltos, o actor João Baião que saía assim dos espectáculos do Lá Féria para a apresentação de programas, tudo isso num cocktail de 3 horas que rapidamente cilindrou a concorrência e chegou a ter mais de 50% na audiência.

O único programa que atrapalhava a liderança da SIC, era o Parabéns de Herman José aos Sábados à Noite, por isso Rangel decidiu colocar este programa nesse horário para combater o Herman e assim cimentar a liderança. O sucesso veio da ideia do Ediberto Lima de colocar apenas o primeiro bloco comercial após 55 minutos do programa, desta forma apanhava os 2 primeiros blocos do Parabéns e o público que assim podia ter mudado de canal e ido para a SIC. Para ajudar mais à festa, decidiram colocar alguém mascarado como um gorila que virou o Macaco Adriano numa tentativa de assim conquistar o público infantil que estivesse a ver o programa. A coisa resultou, não havia ninguém que não conhecesse o programa ou as frases chave dele, o "já foi ao xixizinho?" do Baião ou o "Ai eu tou maluco" do público puxado pelo DJ Pantaleão tornaram-se famosas e eram ditas pelas ruas do nosso Portugal.

Confesso que não era fã do programa, era daqueles que se via para se poder rir das coisas que apareciam, mas ao Domingo à tarde confesso que o via mais do que quando passou para Sábado à noite. O Domingo adequava-se mais ao conceito do programa e foi para aí que ele voltou até o seu final a 3 de Junho de 2001 depois de 316 episódios em que a barreira dos 50% de audiência era quase sempre quebrada. Para o final o programa teve ainda por breves momentos os apresentadores Jorge Gabriel e José Figueiras e um momento "jump the shark" que foi o colocarem o Topo Gigio a apresentar o programa também.

Passatempos simples e engraçados, cantores Pimba que ficaram na berra devido ao programa, apelo sexual com as dançarinas sempre em movimento, este foi O programa que definiu esse momento do nosso País e por isso continuará na memória de todos nós.









terça-feira, 22 de maio de 2012

... do Lecas

terça-feira, maio 22, 2012 1
... do Lecas


José Carlos Duarte é um actor conhecido pelas suas dobragens em filmes de desenhos animados, mas no começo da década de 90 ele era conhecido por todas as crianças como o Lecas. Não sei precisar quando foi que esta personagem nasceu, penso que por volta de 1989, mas lembro-me que no começo não lhe achei muita piada. Ele começou a apresentar o programa de Sábado de Manhã da RTP onde davam os desenhos animados, mas não demorou muito tempo até começar a ter programas próprios em diferentes horários da estação mas sempre voltado para o público infantil.

"Lecas mais certo que (palmada na testa) sem dúvida!" era  uma das frases chavões do programa, e o moço tinha pilhas Duracell já que não parava quieto, era muito eléctrico e volta e meia começava em cantorias que resultaram mais tarde na edição de um cd, "As Canções do Lecas". Um dos programas que ele apresentou era com crianças a cantar, o Saídos da Casca, mas também apresentou o Infantaria e ainda o Lecas mais certo que sem dúvida.

Todos eles tinham sempre uma componente didáctica quer nas canções, quer nos passatempos que os programas tinham e isso apelava ao sucesso da personagem junto dos pais e dos filhos. Como já ia na idade com 2 dígitos, o mesmo nunca caiu muito bem comigo, apesar de achar ele um pouco simpático na mesma, muito provavelmente por causa da irreverência patente nele.





segunda-feira, 21 de maio de 2012

... do Superboy

segunda-feira, maio 21, 2012 0
... do Superboy


Como fã de super-heróis que sou, sempre vibrei com as adaptações que são feitas das personagens deste mundo, quer para TV quer para cinema e, quando era mais novo, essa excitação subia de tom quando a RTP se lembrava de transmitir algo relacionado com esse mundo.

Foi no verão de 1989 que as tardes do Canal 1 foram presenteados com as aventuras do herói mais famoso do mundo enquanto jovem, ou seja, um Superboy. Esta série baseada na personagem da DC Comics, foi transmitida entre 1988 e 1992, em 4 temporadas num total de 100 episódios, que muitos de nós recordam com saudades.

Depois do sucesso dos primeiros filmes de Superman, e até do filme Supergirl, os produtores llya e Alexander Salskind acharam que o 50º aniversário do homem de aço seria uma boa ocasião para estrear mais uma série de Televisão. E, mesmo quando a própria DC na altura tinha "apagado" o Superboy da sua linha de revistas, foi essa a personagem escolhida pelos produtores e que a ABC aceitou transmitir em episódios de meia hora.

A primeira temporada focava-se nas aventuras de Superboy/Clark Kent (John Haymes Newton) e a sua vida enquanto criança e adolescente, ao lado do seu interesse amoroso, Lana Lang (Stacy Haiduk), o seu rival Lex Luthor (Scott James Wells) e os seus pais Jonathan e Martha Kent (Stuart Withman e Salome Jens). Não me lembro bem desta primeira temporada e, pelo que leio, tem a ver com os primeiros episódios serem muito fracos, e centrados no relacionamento pessoal das personagens, e só a meio que começaram a aparecer alguns vilões "fantásticos" como o Sr. Mxyzptlk (Michael J. Pollard).



O que me lembro mais, é dos episódios com o actor Gerard Christopher como Superboy, mas pelos vistos os produtores não eram muito fãs do trabalho de Newton e quando este pediu um aumento, foi substituído pelo Gerard. Acho que este actor tinha muito mais carisma e personalidade, interpretou melhor a dualidade Superboy/Clark Kent, e a segunda temporada foi bem mais interessante, com vilões como Metallo e Bizarro a darem as caras, para além do regresso de alguns da primeira como o Sr. Mxyzptlk. 

A  série era bem divertida, tinha muita acção e prendia um jovem ao ecrã, mas conforme o tempo foi passando, a série foi amadurecendo, com os episódios a terem um tom mais pesado e negro, como episódios em realidades alternativas, onde um Superman já maduro encontra-se reformado e amargurado com a vida. Aliás a dada altura era uma constante as viagens de Superboy por universos paralelos e assim conhecer diferentes versões de si mesmo, o que só tornava a série ainda mais viciante para mim que sou fanático por realidades alternativas. Vários autores de comics escreveram episódios para a série, Mike Carlin, Denny O'Neill, Mark Evanier, J.M. DeMatteis e Andy Helfer são alguns dos nomes que ajudaram a que esta série tivesse sempre uma forte conexão com o universo original dos Comics.

Apesar das boas audiências e do sucesso da série, com a Warner a tomar conta da DC, os produtores não puderam continuar com a mesma e ficou assim pelo caminho uma série bem interessante que ainda por cima tinha terminado com um episódio Clifhanger, onde o Superboy tinha "morrido". Ainda foram feitos dois episódios para resolver isso, mas a coisa ficou por aí. Tanto que ainda hoje nem há dvd's da série apesar dos vários pedidos por essa net fora. Gostaria bastante de rever esta série, em especial as temporadas com o Gerard Christopher.





domingo, 20 de maio de 2012

... de brincar com Playmobil

domingo, maio 20, 2012 0
... de brincar com Playmobil


Nem sempre tive os brinquedos que eu pedia, algo normal a muitos da minha geração, mas tive a sorte de terem sempre tentado me oferecer algo que me divertisse bastante e os bonecos da Playmobil caíam nessa categoria. Chegados a Portugal na segunda metade da década de 70, 1976, estes bonecos eram uma prenda cobiçada pelas crianças da década seguinte, e isso graças a uns anúncios fabulosos a 2 grandes monumentos infantis, o Forte Playmobil e o Barco dos Piratas da Playmobil.

Não tive nenhum deles, mas tive este mini acampamento índio, para além de muitos bonecos soltos, que me deu bastantes momentos de alegria. Os cavalos da Playmobil eram muitos giros de se brincar, a cabeça mexia bem e dava para assim mudar constantemente a pose deles, e o boneco encaixava-se sempre na perfeição em cima. Quando tive soldados da cavalaria, tive valentes horas de ataques a cavalo e fugas em canoa para me entreter, até dava para fingir o preparar de refeições índias nos momentos de relax.. lol


Os bonecos eram importados de Espanha, penso que ainda o sejam, da fábrica em Alicante e que dominava a TV com os seus anúncios em plena época Natalícia. As mãos em forma de U e o cabelo destacável eram as imagens de marca destes bonecos, para além do sorriso sempre estampado no rosto, que vinham sempre com muitos acessórios e iam desde a coisas heróicas como cowboys e astronautas a profissões normais como polícia ou trabalhador das obras.

Vinham em caixas individuais ou numa caixa maior num mini conjunto, como este dos índios que recebi no Natal de 1985, sendo assim possível a diferentes pessoas poder adquirir um destes bonecos para os seus filhos. Não eram bonecos grandes, cerca de uns 7 centímetros de altura, mas que permitiam uma grande diversão e a prova disso é que ainda hoje são sucesso junto das crianças com uma boa imaginação.




sexta-feira, 18 de maio de 2012

... do Anel Mágico

sexta-feira, maio 18, 2012 0
... do Anel Mágico


Há séries que embora tenhamos apenas uma leve lembrança, nunca nos saem da memória, mesmo que tenham sido de curta duração e transmitidas apenas uma vez há muitos anos atrás. Para mim o Anel Mágico é uma dessas séries, tenho perfeita lembrança da música de Rão Kyao no genérico e quando falo dela aos meus amigos, muitos ficam a olhar para mim com uma cara de que "deves ter sonhado", tão breve e fugaz que foi a sua passagem pelo nosso televisor.

Foi a 15 de Outubro de 1986 que estreou uma série com 12 episódios, da autoria da dupla Ana Magalhães e Isabel Alçada e ainda Maria Teresa Ramalho e João Mattos e Silva com um teor cómico-policial e destinado a um público juvenil. Lembro-me que tinha a ver com um roubo de quadros de um museu, e que muita da acção se passava no sotão com teores sobrenaturais em algumas ocasiões. O elenco era de luxo, Luísa Barbosa, Carlos Wallenstein, Carlos César ou Mariana Rey Monteiro eram apenas alguns dos nomes que abrilhantaram esta série que a RTP bem podia repor na RTP Memória. São muito escassas as recordações, e assim como eu muito quereriam ver essa série de novo.





quinta-feira, 17 de maio de 2012

... do Panda Tao Tao

quinta-feira, maio 17, 2012 0
... do Panda Tao Tao


Das melhores recordações que tenho da minha infância, referem-se a tardes de Inverno chuvosas e que uma criança podia ficar a ver desenhos animados bem interessantes na RTP1 enquanto tomava o lanche, e uma das melhores companhias era a do Panda Tao Tao.

Tao Tao fazia parte da enxurrada de desenhos animados produzidos no Japão, protagonizados por animais com um ar fofinho, que inundavam a RTP com dobragens em Português que contribuíam em muito para o sucesso desses desenhos. A música do genérico dava-nos logo a conhecer o que vinha aí, um tom suave e fofinho que antecedia a história que a mamãe Panda iria contar ao seu filho e amiguinhos da floresta.

As histórias eram ligadas às brincadeiras que o pequeno Panda tinha com os seus amigos, nessas brincadeiras surgiam dúvidas, e até algumas discussões, que fazia com que a Mãe dele interviesse e os acalmasse com uma história que iria ter uma moral ligada à discussão. A série teve cerca de 80 episódios, e as histórias abrangiam Reis Crocodilos ou Princesas das estrelas e que nos ensinavam algo enquanto nos divertiam.

A história do Rei Crocodilo era uma das favoritas do pessoal, conta como ele teve que fazer uma longa e perigosa viagem para encontrar o remédio que salvaria a sua mulher gravemente doente. Só que esse remédio era uma invenção do seu Ministro, alguém sinistro e malvado que queria assim desta forma governar o reino caso o Rei morresse nesta viagem inútil e perigosa. É uma história bem interessante e com uma daquelas morais em que o amor vence tudo.

O desenho animado foi transmitido pela RTP em 1988, tinha sido produzido em 83/84, com direcção de dobragem de António Montez, onde Cláudia Cadima e Ermelinda Duarte brilhavam respectivamente como Tao Tao e sua Mãe.Ainda hoje continua na memória de toda uma geração que sabe cantar a música do genérico e deixa-se levar para esse bosque encantado.


Longe num bosque de aurora,
é onde hoje o sonho mora
e num segundo
te oferece o mundo!
Anda conhecer o amigo
Panda, que fala contigo
e fica atento
às flores e ao vento!
O panda Tao-Tao,
o doce Tao-Tao
Escuta, com muita atenção a mãe,
que conta histórias para ti também!














... do Mortal Kombat

quinta-feira, maio 17, 2012 4
... do Mortal Kombat


O Mega Drive foi a consola que dominou o começo da década de 90, quase todos a tinham e combinava-se campeonatos entre amigos dos mais diversos jogos, Um dos motivos para esse sucesso, foi porque quase todas as suas adaptações de jogos Arcade eram feitas com sucesso e personalidade, e Mortal Kombat não fugiu à regra e realçava-se das outras adaptações devido a algo tão simples como o mostrar de sangue.

A, B, A, C, A, B e B era a sequência a digitar quando aparecia "code" no nosso ecrã, depois ouvíamos a personagem Scorpion, e as letras ficavam vermelhas. Lembro-me que quando apareceu alguém no liceu com esta bomba, ninguém descansou enquanto não chegava a casa para experimentar este cheat. Foi algo que ajudou ao sucesso do jogo, afinal este não tinha muitos movimentos diferentes nas personagens (como o Street Fighter) e por isso as lutas eram quase sempre iguais, diferenciando-se apenas no final com cada personagem a ter um "Fatality" diferente e um ou outro golpe meio "sobrenatural".

Em 1993, Mortal Kombat II era um dos jogos que o pessoal queria ter aqui em Portugal, um sucesso dos jogos de luta em 2-D com gráficos melhorados (e já com movimentos personalizados nas lutas) e sangue com fartura podendo nos saciar toda a sede de violência em conjunto com um grupo de Fatalitys violentos que ajudavam a terminar em grande a luta que tínhamos tido.


A Acclaim, produtora do jogo, foi pioneira com o seu estúdio onde capturava os movimentos de actores e atletas para depois no jogo os mesmos saírem o mais realista possível. O que não tínhamos que decorar em golpes especiais durante a luta, vinha depois nos Fatalitys onde tínhamos que saber de cor os movimentos do comando e o executar rapidamente. Numas personagens isso era mais fácil que noutras, o arrancar o coração por parte do Johnny Cage era dos mais simples por exemplo. Assim como no Street Fighter tínhamos 2 personagens quase iguais, Scorpion e Sub-zero eram dois ninjas que se diferenciavam por cores diferentes na roupa e algumas diferenças nos golpes especiais. Eram também por norma as personagens mais populares e que o pessoal escolhia.

O jogo deu origem a livros de banda desenhada, desenhos animados e até um filme (para além de várias sequelas nas mais diversas consolas).. tudo a nunca ter tido o sucesso e a paixão que os dois primeiros jogos conseguiram arrebatar. Era mais fã do Street Fighter, mas tenho boas recordações de jogar este jogo em especial devido ao constante sangue aquando dos golpes mais poderosos.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

... do Fort Boyard

quarta-feira, maio 16, 2012 0
... do Fort Boyard


A partir da hora de almoço, os programas de TV de Sábado à tarde pertenciam à geração mais nova, a RTP1 cumpria isso nos anos 80, e as privadas continuaram nessa toada na década seguinte, por isso todos nós pudemos ver na TVI  o programa Francês, Fort Boyard.

Corria o ano de 1994, e apesar da estação ser mais sóbria que a sua concorrente SIC, tentava não deixar fugir o público adolescente e por isso aparecia com programas do género mas sempre na sua versão original e com legendas em Português. Isso ajudou a que olhássemos para este programa de uma forma diferente que encarávamos o Takeshi's Castle, a linguagem francesa em conjunto com um velho de barbas longas a ajudar nos enigmas, atenuava o básico de algumas provas físicas que os concorrentes tinham que efectuar.

O programa começava com um grupo de concorrentes a aproximar-se do forte, que se encontrava no meio do oceano, num bote e acompanhados com uma música de genérico fenomenal com a missão de conquistar o ouro de Boyard. Para isso teriam que ir resolvendo os enigmas que ele lançava, e algumas provas físicas para ir passando de fases onde um cronómetro mostrava o tempo limite que tinham para resolver cada prova/enigma.


O objectivo passava por apanhar várias chaves, que estavam em diversas celas pelo forte fora, sendo que podiam ir ao cimo da torre para um chave extra tendo que responder a um enigma. Podia-se trocar concorrentes por chaves, estes ficavam presos e impedidos de dar o contributo à equipa até o final do programa. Lembro-me que isto raramente dava bom resultado, já que era menos uma ajuda para as diferentes fases que o programa tinha. Um dos meus momentos preferidos era o do velho, as barbas compridas eram sinónimo de grande conhecimento e reverência nos anos 80 e por isso sempre que o via pensava em outros do género que tinha visto no passado.

O programa teve várias versões nos mais diversos países, uma do Reino Unido alcançou bastante sucesso, e ainda hoje é lembrado com saudade por todos os que o viram. Por França costumam acontecer programas especiais com concorrentes famosos.






... do Marco Paulo

quarta-feira, maio 16, 2012 4
... do Marco Paulo

Marco Paulo, nome artístico de João Simão da Silva, começou a sua carreira musical nos anos 60, mas foi nos anos 80 que explodiu sendo uma das maiores figuras da década no nosso País. Desde o cabelo, passando pelas roupas e ao seu reportório de versões de músicas de artistas estrangeiros, Marco Paulo não passava despercebido e para ajudar à festa tinha um "signature move" no palco, o passar do microfone de uma mão para outra enquanto estava a cantar.

Nas décadas de 60 e 70, o artista apresentava um repertório romântico e meloso, à base de baladas e foi no começo da década de 80 que lança a sua primeira música mais animada apesar de manter a base romântica, "Eu tenho dois Amores". Foram 175 mil discos vendidos, 3 discos de Ouro, e não havia ninguém em Portugal que não trauteasse a música ou a conhecesse. Foi o seu primeiro grande sucesso e que o marcou ao longo dos anos, foi aí que começou em grande com o seu movimento de passar o microfone de uma mão para a outra. O seu poderio vocal brilhava neste tipo de música, por isso foi normal que ele começasse a seguir mais esta linha. Decidiram lançar uma colectânea com os 15 primeiros anos do cantor, para mostrar a sua versatilidade, e esta chegou a vender 140 mil discos mostrando que as pessoas queriam mais do Marco Paulo.

"Morena, Morenita" foi outra música que marcou o cantor, que nessa altura lançava um ou mais discos por ano, vendendo 50 mil discos em 1983 assim como a sua versão de "I Just called to say i love you", "Só falei para dizer que te amo" (também cantada por Roberto Carlos de quem ele ia buscar algumas músicas) que em 1984 nos deu uma overdosa dessa música de Stevie Wonder.


Os discos continuam a aparecer, atingindo quase todos a marca de disco de Prata, e em 1988 ele volta a arrasar o País com a música "Joana", incluída no álbum Marco Paulo que após duas semanas já era Disco de Ouro e consegue a impressionante marca de Quatro discos de Platina. "Sempre que brilha o Sol" é outro dos sucessos do cantor e mostra toda a sua força e o alcance da sua voz num registo impressionante.

Mesmo na escola Primária não havia quem não conhecesse ou soubesse cantar as músicas dele, junto com o Herman José, era um dos principais motivos pelo pessoal ver o Natal dos Hospitais, e os seus caracóis chegaram a ser moda capilar para muitos homens. Continua a editar discos e singles que chegam sempre a discos de Ouro, Prata ou Platina e em 1991 volta a dominar o País com o single "Taras e Manias" que chega a Quatro Platinas.

Foi por isso normal quando ele começou a apresentar um programa na RTP, "Eu Tenho Dois Amores" foi um sucesso de audiências e ajudou o público a conhecer outra faceta do artista que na segunda metade da década de 90 enfrentou o seu maior desafio, um Cancro no Cólon que o obrigou a quimioterapia perdendo assim a imagem de marca do seu penteado com Caracóis.

Existiram sempre rumores acerca da sua sexualidade, junto com Herman José foi dos artistas que mais questionavam a falta de uma presença feminina na sua vida, mas nesta altura isso começou a desaparecer e o artista começou a voltar às suas origens mais românticas e com algum teor religioso como o sucesso do começo da década de 2000, "Nossa Senhora".


Nunca escondeu usar músicas de outros artistas, nem nunca ninguém lhe apontou nada mesmo por causa disso, e só lançou um disco de originais em 2007. Mesmo assim é o campeão de vendas da indústria musical Portuguesa, juntamente com Amália Rodrigues, com mais de Três Milhões e meio de discos vendidos e é o cantor com mais discos de Ouro e Platina num total de mais de 100 galardões do género.

Sempre afirmou sentir-se bem a cantar versões porque não tinha ninguém que escrevesse para si e confessa que odeia cantar o "Eu tenho dois amores", mas afirma que devido à paixão do público ele usa-a em todos os concertos e refere ainda que "Ir a um concerto do Marco Paulo sem ouvir o Eu tenho dois amores é como ir a Roma e não ver o Papa". Essa música e o "Maravilhoso Coração" são os dois maiores sucessos da sua carreira.

Ainda hoje muitos de nós sabemos as letras das músicas dele de cor e salteado e mesmo não sendo fãs, podemos nos divertir muito com as canções dele.












terça-feira, 15 de maio de 2012

... do Pretender

terça-feira, maio 15, 2012 4
... do Pretender



A TVI (ou o 4º canal como era conhecido na altura), no seu começo enchia o horário nobre com séries, todos os dias da semana era uma diferente e à Sexta-Feira era o dia do Pretender. Era completamente viciado nesta série, gostava do conceito dela e o protagonista tinha muito carisma, já que não é qualquer um que vende a ideia de todas as semanas ser um às nas mais diferentes profissões, desde Médico a condutor de carros.

Jarod (Michael T.Weiss) era um jovem que tinha sido raptado enquanto criança por uma organização chamada The Center. Esta impediu-o de ter uma infância normal, fechando-o num quarto e criando-o para que este se tornasse um Pretender, alguém com capacidade de integrar qualquer tipo de personalidade, tornando-se um expert em qualquer tipo de área profissional. Com o seu elevado QI e capacidades acima da média, ele revelou-se uma escolha ideal para este tipo de trabalho desde tenra idade.

Quando ele descobre que as suas habilidades eram usadas para experiências com um objectivo maléfico, decide fugir do Center e começar uma viagem pela América, ajudando pessoas no seu caminho, tentando descobrir o destino de seus pais e redescobrindo a infância que tinha perdido. Alguns dos momentos mais engraçados dos episódios, era quando Jarod encontrava alguma criança a brincar e ficava fascinado com aquele brinquedo, mesmo que fosse básico como aquela típica mola elástica para colocar a descer escadas, e viciava-se nele com os olhares espantados pelas suas reacções.


A série tinha bastante acção e um feeling "Fugitivo", já que era mostrada a perseguição de agentes do Center, com a Miss Parker (Andrea Parker) à cabeça, a um dos seus activos mais valiosos e onde tinham gasto tanto tempo e dinheiro no seu treino. O maléfico Mr. Raines (Richard Marcus) era uma figura assustadora, completamente careca e tendo que transportar uma garrafa de oxigénio consigo devido a problemas de saúde, que queria a todo o custo Jarod de volta.

A ajudar a Miss Paker encontrávamos o típico sidekick cómico, um nerd inteligente viciado em computadores Broots (Jon Gries) que morria de medo de Miss Parker mas gostava do seu trabalho, e o psiquiatra Sydney (Patrick Bauchau), que tinha sido como um pai para Jarod e ainda hoje mantém contacto às escondidas com o seu protegido que o procura para conselhos. Sydney tem sentimentos paternalistas e nunca se esforça muito nesta procura pelo regresso de Jarod, embora no fundo também queira isso no começo.

As duas primeiras temporadas são bem interessantes, mostram profissões interessantes para o Jarod, a sua loucura sempre que encontra um brinquedo novo e o gosto que lhe dá escapulir e brincar com a vontade de Miss Parker o prender. A série depois complica um pouco, com twists sobre quem é mau e é bom, sobre relações familiares com descobertas de irmãos e afins e começa  a crescer demasiado no elenco o que numa série com feeling "Fugitivo" nunca é boa coisa.

A série teve 4 temporadas e foi cancelada sem ter tido um final certo, foram então filmados dois telefilmes que ajudaram a pelo menos fechar as storylines da série. Foram 86 episódios, de 1996 a 2000, tendo sido transmitidos pela TVI às Sextas pelas 21h30 começando em 1997.


... do Nunca digas Banzai (Takeshi's Castle)

terça-feira, maio 15, 2012 2
... do Nunca digas Banzai (Takeshi's Castle)



Não me canso de falar do começo da SIC, foi uma pedrada no charco no audiovisual Português e trouxe-nos um sem número de programas originais e divertidos. A versão Portuguesa do conhecido concurso Japonês Takeshi's Castle, é um bom exemplo disso mesmo, já que foi brilhantemente narrado pela dupla José Carlos Malato e João Carlos Vaz.

Com o nome de Nunca digas Banzai, a nossa versão primou por brincar ao extremo com tudo o que acontecia no programa, desde os nomes que adoptaram para os narradores (FujiMoto e FujiCarro), à utilização de nomes da nossa sociedade como substituto para os concorrentes. Era impossível não nos rirmos quando ambos tentavam imitar a voz de um concorrente, abusando no falsete e no "sotaque" oriental e com respostas absurdas sobre aquilo que lhe acabou de acontecer.

No programa original a coisa era tratada de uma forma mais séria, era uma batalha épica de heróis do povo (chegavam a ser 140 concorrentes) contra o temível Conde Takeshi (que era interpretado por um grande actor Japonês), que tinha o seu castelo rodeado de armadilhas e desafios complicados e mesmo impossíveis de ultrapassar por parte dos concorrentes.

Estes estavam sempre vestidos de forma engraçada mas com algumas protecções, afinal aquilo podia aleijar a sério (embora não haja notícias de grandes acidentes no concurso) e apesar de engraçadas, algumas das quedas podiam acabar muito mal. Uma das provas consistia em atravessar uma ponte de pedras, algumas destas eram falsas e cediam com o peso do concorrente e este caía sobre outras pedras cá em baixo. Havia outra que consistia em tentarem abraçar um cogumelo gigante e ao não conseguir cairiam para uma enorme poça de lama.

As provas mais calmas incluíam coisas como Karaoke, ou abertura de portas que podiam ter uma criatura esquisita do outro lado e que agarrava e assustava o cliente. Estas ganhavam outro ênfase na nossa versão, de novo devido à brilhante locução Portuguesa. Só chegavam 10 concorrentes à fase final, e a mesma era bem complicada com o conde e os seus capangas protegidos com carros tecnológicos onde lasers ou água eram usados como armas. O programa durou três anos e teve somente nove vencedores, tal a sua dificuldade, o que não impedia de ter sempre muitos concorrentes e sucesso de audiências.

Deixou saudades por cá, e é uma pena não existirem registos da nossa versão. Seria algo ideal para darem na Sic Radical e aposto que teria sucesso na mesma. Foi transmitido ao Sábado de tarde, numa altura que esse dia era pensado para a malta nova.



                       





... do Plastic Man (Homem Elástico/Plástico/Borracha)

terça-feira, maio 15, 2012 3
... do Plastic Man (Homem Elástico/Plástico/Borracha)


As opiniões dividem-se de como era mostrada a tradução no desenho animado do Plastic Man, transmitido pela RTP em 1983, se optou por Homem Elástico ou Homem Plástico (o Homem Borracha é a versão Brasileira da BD), por isso chamarei pelo nome original apesar de, na minha memória, ser Homem Elástico.

Plastic Man foi criado em 1941 por Jack Cole, para a editora Police Comics, e que chegou ao pequeno ecrã num desenho animado produzido pela Ruby-Spears em 1979. Foram 35 episódios que deram uma fama mundial à personagem e ao qual pudemos assistir pela 1ª vez em 1983, sendo repetido em 1986 num horário onde davam outros desenhos animados de Super-Heróis como o do Aquaman.

Era fã do tipo de humor apresentado no desenho, dispensava os típicos sidekicks destas animações (o parceiro gorducho incompetente e a menina bonita), mas como fã de super-heróis vibrava ao ver mais uma personagem destas na minha Televisão (mesmo a preto e branco). O poder de se esticar e moldar o corpo em qualquer forma que possamos imaginar não era novo, existiam outros dois heróis com esses poderes, mas o que o diferenciava era que ele assumia a forma de objectos quase impossíveis. Ele podia virar um carro com rodas que o permitiam movimentar-se, um foguete que levantava voo e muitas mais coisas.

Os seus companheiros eram a sua bela esposa Penny, bastante mais inteligente que Plastic, e o seu parceiro trapalhão Hula-Hula, que mesmo assim conseguia ajudar o nosso heróis a escapar de algumas embrulhadas. O humor do programa era logo demonstrado no genérico, a narração era acompanhada por umas imagens cómicas para ficarmos logo prevenidos do que podíamos encontrar pela frente, afinal como podíamos resistir a um marisco pirata?

Isto chegou a dar aos Sábados pelo começo da tarde, e a dada altura era um dos tapa buracos do final de tarde da RTP1.




segunda-feira, 14 de maio de 2012

...de Tocar à campainha e fugir

segunda-feira, maio 14, 2012 0
...de Tocar à campainha e fugir

Ainda sou do tempo em que o maior crime que uma criança cometia, era o arreliar do sossego das pessoas, e uma das brincadeiras preferidas, era o de tocar uma campainha e fugir a sete pés. É que nem ficávamos para ver a reacção da pessoa, ou sequer se estava por casa, era tocar e começar logo a correr.

No meu tempo havia poucos prédios, por norma era vivendas mesmo, o que dava mais perigo à coisa, em certas alturas até entrávamos pelo quintal dentro, e depois tinha que se correr ainda mais para fugir do alcance visual da pessoa. Isso era ainda mais importante quando escolhíamos alguma casa na nossa rua, ou perto da mesma.

Servia como uma ida ao ginásio, e nada substituía a excitação que sentíamos no momento de começar a correr. Repito, é daquelas brincadeiras que se tem mais quando se tem só um dígito na nossa idade, se bem que era feita em forma de desafio nos anos mais tarde ou durante uma grande bebedeira.




... dos Delfins

segunda-feira, maio 14, 2012 7
... dos Delfins


Os Delfins marcaram o panorama musical Português nas décadas de 80 e 90, estiveram presentes nalguns dos momentos mais marcantes, como o projecto Resistência, e o álbum "O Caminho da Felicidade" é um dos discos mais vendidos de sempre em Portugal. A banda durou 25 anos, de 1984 a 2009 (o seu último espectáculo foi na última noite do ano na baía de Cascais), tiveram mais de 20 álbuns editados e nos seus 3 dvd's ao vivo mostraram uma das suas maiores forças, os concertos e a sua interacção com o público.

Fernando Cunha (Guitarra), Rui Fadigas (Baixo), Jorge Quadros (Bateria), Silvestre (Teclado) e Miguel Ângelo (Vocalista) foram a formação mais conhecida da banda, que chegou a ter ex-integrantes dos Heróis do Mar como Carlos Maria Trindade nas teclas e Pedro Ayres Magalhães no baixo e ainda as irmãs Sara e Dora Fidalgo nas vozes de apoio. O grupo de Cascais começou a conhecer o sucesso numa das actuações nessa vila, na conhecida discoteca Coconuts, numa versão do "Canção de engate" do António Variações.



O sucesso da música, que foi o sucesso das pistas de dança nesse verão, levou a que a imprensa desse mais atenção a esse álbum e este fosse alvo de boas críticas. Foi então que a RTP os chamou para gravarem dois videoclipes, o do "Canção do Engate" e o "Baía de Cascais". Em 1988 editam o álbum "U outro lado existe", que foi considerado o mais surpreendente disco de música Portuguesa da época, e que tinha uma forte crítica à obrigatoriedade do serviço militar. A música "Bandeira" chegou a tornar-se um hino dos jovens, o que levou à edição de um maxi-single com dedicatória a todos os militares que haviam morrido em 88.

"Um lugar ao sol" é a última música a ter sucesso na colaboração do grupo com a editora EMI-Valentim de Carvalho, já que no começo da década de 90 são os primeiros contratados pela editora BMG  inaugurando assim o seu catálogo Nacional. Nesse mesmo ano sai o disco "Desalinhados", de onde a "Marcha dos Desalinhados" é o maior sucesso juntamente com a música "Nasce Selvagem". O grupo começa então uma tourné pelo País onde a música Marcha dos Desalinhados se destaca, e quando fizeram a 1ª parte do concerto da Tina Turner, no Estádio José de Alvalade, mostraram que podiam conquistar o público com uma actuação que sofreu os mais rasgados elogios da crítica nacional.


O álbum atinge a marca de disco de prata, o primeiro galardão importante da banda, e em 1992 a banda salta além fronteiras, sendo convidada para actuar em Sevilha na Expo-92, e dá o próximo passo gravando um álbum muito especial, e muito próprio, "Ser Maior - Uma história Natural". Esse disco dá origem um espectáculo multimédia, no Teatro da Trindade em Lisboa, que esgota em 3 noites consecutivas. O álbum debruça-se sobre o misticismo da serra de Sintra e da costa Marítima de Cascais ao longo de uma narrativa temática onde um Golfinho se transforma num homem.

A banda mostra a sua originalidade gravando um videoclip subaquático, com a música "Ao passar de um Navio", e recebem um convite do consagrado encenador Carlos Avillez, para participarem na encenação da peça "Breve sumário da história de Deus" de Gil Vicente. Com o sucesso da peça, e da música "Soltem os Prisioneiros", é lançado um álbum com o mesmo nome num ano em que também participam da colectânea e do espectáculo em homenagem a José Afonso, os Filhos da Madrugada. 1995 é o ano dos Delfins, são convidados para espectáculos em Portugal e lá fora como um que actuaram em Macau, para além de aparecerem na conhecida série de concertos Portugal ao vivo 2 no estádio do Bessa no Porto.


É então lançada a colectânea O Caminho da Felicidade, onde "Sou como um Rio" é a música mais tocada, um álbum que vende milhares de unidades batendo recordes em Portugal e tornando-se um dos mais vendidos de toda a história. Já completamente cimentados no panorama musical, não é de estranhar que o disco Saber Amar seja também um sucesso de vendas, e que o grupo comece a actuar por esse mundo fora com destaque para concertos no Brasil e em África.

Quando chegamos à década de 2000 e após um período de reformulação constante da banda, eles lançam um novo disco de originais, que chamam de 7 e que não é nada bem recebido nem pelo público nem pela crítica. Mesmo assim o primeiro single, Hoje, até é bem recebido e considerado uma das melhores músicas da banda, só que o pior vem com o segundo single, de seu nome "Sharon 7tone" que é completamente arrasado e mal aceite pelo público.

Confesso que já tinha começado a desligar-me do grupo, mas isto foi a machadada final e não mais voltei a ouvir o mesmo. Eles continuam a sua trajectória tendo encontrado de novo o caminho do sucesso em 2004 com a tour "O Caminho da Felicidade II", apoiados pela Rádio Comercial e onde actuam em todas as cidades com estádios do Euro 2004, terminando a tour com o espectáculo de abertura do Freeport de Alcochete.

Até o seu final, em 2009, o grupo prima por espectáculos com uma forte vertente acústica e continua a edição de álbuns embora fora do sucesso que a sua carreira nos tinha habituado. Mesmo assim é impossível não recordar esta banda como uma das melhores do pop-rock nacional, em especial pela sua década de 80 e 90.











sábado, 12 de maio de 2012

... da Clémentine

sábado, maio 12, 2012 3
... da Clémentine


O Sábado de manhã era mágico na década de 70 e 80, podíamos chorar e não querer acordar cedo durante a semana para ir para as aulas, mas ao Sábado e sem a ajuda de ninguém, levantava-mo-nos com as galinhas e ligávamos a TV, muitas vezes com a Mira Técnica ainda no ar (e em algumas ocasiões não iria acabar tão depressa). E isso tudo porque a RTP teve sempre (no Canal 1) grandes blocos de desenhos animados, como o Juventude e Família onde foi transmitido o Francófono Clémentine.

O seu criador, Bruno-René Huchez, baseou-se na sua infância, já que uma doença que o confinou a uma cama e a sua mãe contava-lhe histórias de encantar que o deixavam a sonhar entrando nessas mesmas histórias.

Clémentine mostrava as aventuras de uma menina muito alegre e sonhadora, filha de Alex Dumat um famoso piloto Francês. Numa viagem com o seu pai, ela sofre um acidente provocado pelo demónio Malmoth, que continuará a perseguir a pobre Clémentine para todo o sempre, mesmo com o acidente a deixá-la paraplégica. Ela conta então com a ajuda da fada Hemera, que a protege com uma esfera azul que a permite entrar nos sonhos onde pode andar e viajar pelo tempo e pela história da Terra.

Durou 3 anos, de 1985 a 87, com duas temporadas, uma com 26 episódios e a outra só com 13 sendo transmitido pela RTP em 1987 na sua versão original Francesa com legendas em Português. Eu gostava bastante da música do genérico e dos episódios em geral, eram bastante animados e com alguma acção até, apesar da protagonista ser uma menina e parecer um desenho animado mais para meninas, mas ele tinha um pouco de aprendizagem à mistura, já que as viagens envolviam em alguns episódios personagens históricos e momentos marcantes da nossa história.




... do Palavra Puxa Palavra

sábado, maio 12, 2012 0
... do Palavra Puxa Palavra


Ainda sou do tempo em que existiam vários concursos nos canais nacionais, sendo que alguns eram até bastante didácticos e que provocavam um frenesim por casa ao tentarmos responder ao mesmo tempo que os concorrentes. O Palavra Puxa Palavra era um desses concursos, apresentado pelo mítico António Sala, começou a ser transmitido na RTP 2 em 1990 mas, devido ao sucesso que tinha, passou para o Canal 1 onde se manteve até ao final.

O genérico era simples e sóbrio assim como o concurso, víamos 2 concorrentes em mesas opostas e aos quais se juntavam 2 convidados (por norma figuras conhecidas da nossa sociedade) que iram ajudar os concorrentes a ganhar o prémio final. Lembro-me que gostava do pormenor das portas abrirem-se para a entrada anunciada do apresentador, dava uma importância maior ao mesmo e era engraçado ver aquela entrada à Hollywood.

Quando o jogo começava, era dada uma palavra ao convidado que tinha que então dar pistas ao concorrente que estava a ajudar para que este descobrisse a mesma. Só podia usar uma palavra para essa pista e não podia derivar da mesma. Por exemplo se fosse Quieto podiam usar Sossegado.

No jogo final era dada uma ajuda extra, já que António Sala fornecia a primeira letra da palavra que tinham que adivinhar. O jogo era assim sem muito barulho e movimento, mas mesmo assim interessante e cativante e as qualidades de Sala como comunicador e conversador ajudavam à coisa.






... do Jogo da Sardinha

sábado, maio 12, 2012 0
... do Jogo da Sardinha


Duas pessoas, quatro mãos, é só isso que basta para o jogo da Sardinha. Tenho boas recordações deste jogo, até porque era um dos jogos que a minha mãe brincava comigo, e de dar boas gargalhadas com os falhanços constantes ou da irritação de quando era eu a falhar.

Era um jogo ideal para noites calmas, para dias chuvosos, para visitas de estudo ou longas viagens de comboio. Os dois jogadores ficavam frente a frente, um estendia os braços com as palmas das mãos virada para cima, o outro com as palmas das mãos sobre a mãos do adversário e assim iniciava-se o jogo. O que tinha as palmas das mãos viradas para cima tentava bater na mão do adversário o mais rapidamente possível, enquanto que este, obviamente, tenta não ser atingido. Quando não conseguia fugir, as posições invertiam-se. Simples mas viciante, apesar de ser daqueles jogos que é jogado por pessoas com menos de um dígito na idade, ou entre uma criança e um parente mais velho com uma boa dose de paciência.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

... do Alf

sexta-feira, maio 11, 2012 6
... do Alf


Há comédias imortais, que ainda hoje nos conseguem arrancar uma boa gargalhada sem almejarem a ser algo mais do que aquilo que necessitamos, uma boa sitcom que nos faça rir sem pensar muito. O conceito de um alien a viver com uma típica família Norte-Americana era o mote para Alf, uma série que estreou em 1986 e que podemos ver um ano mais tarde na RTP em pleno horário nobre. Por cá ficou com o nome Alf, uma coisa do outro mundo, enquanto que no Brasil (onde teve bastante sucesso também) foi Alf, o ETeimoso.

A personagem representava o típico rebelde, e Paul Fusco (o criador da série e a voz deste extra-terrestre), conseguia colocar isso com perfeição nas suas rápidas respostas e no tom de voz usado nas mesmas. Havia sempre confusão com o pacato chefe da família Tanner, Willie (Max Wright) e com a sua esposa Kate (Anne Schedeen), que cultivou sempre uma relação de ódio com o Alf, sempre discutindo, mas a dada altura demonstrou sentir bastante carinho pelo alien que haviam adoptado.

Os 2 filhos tinham uma relação menos atribulada com Alf, o mais novo Brian (Benji Gregory), era constantemente usado nas artimanhas dele para conseguir algo em seu proveito, mas ao longo das temporadas vê-se o afecto que Alf sente em relação a Brian, e ele deixa de o usar tanto nessas artimanhas. Já a relação com a adolescente da família, Lynn (Andrea Elson), era cheia de altos e baixos, mas também aqui se sentia uma relação mais paternalista por parte deste ET que normalmente pensava só nele mesmo.





Uma criança divertia-se bastante com este boneco (que tanto era um fantoche mecânico como um anão dentro de um fato), desde as suas confusões dentro de casa às suas tentativas de apanhar e comer o gato da família Tanner e era impossível não gostar dos outros membros do elenco, os vizinhos metediços, os Ochmonek, onde Raquel (Liz Sheridan) era a típica bisbilhoteira e o Trevor (John LaMotta) o típico cravas. Mais tarde começou o maior problema da série, que eram muitas personagens a saber do segredo do Alf e a aparecerem em cena. Isso para mim tirou muito da identidade da série.

Achava sempre piada como havia algo no planeta Melmac, planeta natal do alien, as coisas eram semelhantes à terra já que ele contava sempre alguma história com algo semelhante ao nosso planeta Terra. A série teve 4 temporadas, com 102 episódios (onde os nomes dos mesmos eram sempre derivados de canções conhecidas e que tinham a ver com o que acontecia no episódio) mas acabou com um cliffhanger, ou seja eles não sabiam que iam ser cancelados e por isso o último episódio mostrava Alf a ser capturado pela Alien Task Force e um "Continua...". Durante anos indaguei-me sobre se seria a RTP que não tinha transmitido o final, mas mais tarde percebi que não foi esse o motivo porque não vimos o que acontecia a este simpático extra terrestre.

Um dos meus episódios favoritos, foi quando apareceram elementos do Gilligan's Island (que surgiram num sonho de Alf que andava viciado na série), e o ajudaram a perceber que a vida com os Tanners não era assim tão aborrecida. Outro é aquele que ele usa um boneco para expressar os seus sentimentos recalcados.

Vendo aquela diversão toda, é chato ler que afinal os membros do elenco não gostavam assim tanto de estar na série. Uns não gostavam que um boneco fosse o alvo das atenções, e outros das horas que demorava a filmar uma cena devido à complexidade de filmar o boneco de uma forma realista. No último episódio, o pai da família sai do estúdio sem se despedir de ninguém e entrando logo no seu carro.

Em todo o caso deixa saudades e ainda hoje consigo rir bastante a rever episódios da série.