2012 - Ainda sou do tempo

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

... dos amigos de Ovide

sexta-feira, dezembro 28, 2012 2
... dos amigos de Ovide

Os Amigos de Ovide eram uns desenhos animados surreais que deixaram saudades, apanhei isto uma vez na RTP por acaso e fiquei logo vidrado em tudo que se passava no pequeno ecrã e fã desta série.

A série foi produzida em 1987, numa co-produção entre a Bélgica e o Canadá que teve 65 episódios (que eram curtos, 13 minutos mais ou menos) que duraram entre Março de 1987 e Novembro de 1988. Foi transmitida pela RTP no final dos anos 80 e começo dos anos 90, na versão original em Francês (ou Holandês não sei) e com legendas em Português. Mais tarde foi repetida na RTP mas com a dobragem em Português (que confesso que não vi, mas pelo que vi em vídeos a original é bem melhor).

Ovide (um feliz ornitorrinco azul) vive com os seus amigos, Ventribus, Wouaoua, Mira, Polo, Ko-A-La entre outros, na ilha Atol. A piada da série era os planos maquiavélos da cobra Py, que falhavam quase sempre de forma hilariante por culpa do seu cúmplice idiota, o Zozo. O genérico tinha uma música viciante, e lembro-me bem da primeira vez que vi isto num final de tarde chuvoso e de me rir bastante com o que acontecia naquela pequena ilha. Não me importava de rever isto.






sábado, 22 de dezembro de 2012

... do Crime, disse ela

sábado, dezembro 22, 2012 1
... do Crime, disse ela


Crime, disse ela (Murder, She wrote / Assassinato por escrito) foi uma série policial de grande sucesso da década de 80, que mostrava as aventuras de uma escritora que se envolvia sempre em grandes mistérios que ajudava a resolver com a sua inteligência e intuição.

A série foi transmitida pela CBS entre 1984 e 1996, num total de 283 episódios e 12 temporadas sendo um sucesso nos Estados Unidos e um pouco por todo o mundo. A RTP transmitiu a série na segunda metade dos anos 80, não sei quantas temporadas ou em que dia, mas tenho lembrança de a dada altura isto dar ao Sábado à tarde na RTP 1 ou então durante as tardes dos dias de semana.

A história gira ao redor de Jessica Fletcher (Angela Lansbury), uma escritora Inglesa (que era uma ex-professora de Inglês) que está a viver na cidade fictícia de Cabot Cove e a escrever o seu livro Murder, she wrote.

Acaba por começar a colaborar com a polícia enquanto esta investigava alguns crimes, e começa a resolver alguns deles com a sua inteligência e atenção aos detalhes. Mesmo quando ia para outras cidades, acabava sempre por se ver envolvida em algum assassinato, roubo ou fraude e de por vezes se ver acusada de alguns desses crimes por ser apanhada na hora errada no sítio errado.

Uma das coisas que atraía na personagem era o facto de manter sempre a sua compostura e boa educação, fosse qual fosse a situação. Eu como fã de outras séries do género, como Poirot ou Sherlock Holmes, acabava por espreitar os episódios e acabar por ficar a vê-los.

O Dr. Seth Hazlitt (William Windom) era o médico da cidade e o melhor amigo de Jessica, enquanto que os diferentes Sherifes da cidade tinham obviamente um papel de destaque na série, que teve ainda uma lista interminável de actores conhecidos como convidados especiais. Ela teve sempre boas audiências no seu horário do Domingo à noite nos EUA, e cá por Portugal ficou na memória de todos os que a viram e a recordam logo mal ouvem a música do genérico.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

... do Jesus Cristo Superstar

sexta-feira, dezembro 21, 2012 3
... do Jesus Cristo Superstar


Jesus Cristo Superstar era um dos musicais que a RTP costumava transmitir regularmente no Natal e na Páscoa, uma obra de sucesso de Tim Rice que se centrava na relação entre Jesus Cristo e Judas.

O filme é baseado no musical da Broadway de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, que retrata as lutas politico e sociais de Judas e Jesus. A trama assenta na última semana da vida de Cristo, desde a chegada a Jerusalém à sua crucificação e durante todo o filme a coisa é abordada de uma forma moderna, desde a gíria aos cenários, passando pela roupa e pelos diálogos que continham críticas políticas actuais.

O filme deu várias vezes durante a década de 80, e quase sempre era ignorada pela minha pessoa como boa criança que era que preferia brincar invés de ouvir e ver musicais. Uma dessas vezes o filme teve direito a capa de K7 da TV Guia, e a minha mãe tinha-me pedido para gravar ao que eu acedi e fiquei então com mais atenção ao filme de modo a pausar nos intervalos. A verdade é que acabei por gostar um pouco do filme, era algo maçador mas tinha os seus momentos e fiquei fã de algumas das músicas que animavam o filme.


O filme, assim como o musical, teve sempre envolto em alguma polémica devido a grupos religiosos o criticarem, tanto Judeus como Cristãos.

Durante a primeira parte do filme, Judas é retratado como alguém mais humano, sensível e caridoso que Jesus. Existem várias discussões entre eles e Judas começa a ficar preocupado com o movimento que se começa a desenrolar em apoio de Cristo e na sua relação com Maria Magdalena, uma concubina.

Mas outras pessoas estavam preocupadas com esse movimento, como os alto sacerdotes Judeus e o Império Romano, com receio que as pessoas não aceitassem como Reis os Romanos e sim Jesus Cristo. Devido a cada vez ter mais seguidores, Jesus percebe que afinal eles não entendem realmente o que ele quer e apregoa e nem os seus Apóstolos parecem comungar das suas crenças.

Adoro a cena em que depois de ser preso, levam Jesus a ver Pilatos, que goza com ele numa das músicas mais divertidas do filme e o manda para o Rei Herodes para este decidir o seu futuro. A coisa segue o rumo que todos sabem e depois só voltei a achar piada à parte final do filme, que mostra Judas arrependido com a decisão que tomou de delatar Cristo, e depois da morte embargam num diálogo musical em que Judas questiona porque é que ele não esperou por uma época mais moderna (como aquela) onde podiam transmitir a mensagem via televisão e tudo.

É uma das coisas que mais acho piada no filme, realizado por Norman Johnson, o de ser um filme dentro de um filme e cheio de coisas modernas apesar de passar na mesma na antiguidade. O filme começa com uma carrinha cheia de actores a chegarem a um deserto onde iria ser rodado o filme que depois acabámos por ver como se fosse uma história mesmo. Depois tínhamos coisas como soldados Romanos com metralhadoras, pessoas a tocar pianos modernos, etc.

Acho que é daqueles filmes que todos devem ver pelo menos uma vez.













quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

... do Olhei para o Céu e do A Todos um bom Natal

quinta-feira, dezembro 20, 2012 0
... do Olhei para o Céu e do A Todos um bom Natal

Sou um grande entusiasta do Natal desde pequenino, e por isso era um grande fã destes 2 hinos do Natal infanto-juvenil dos anos 80, cantando-as sem parar durante a quadra.

Na escola Primária lembro-me de ser escolhido em 2 anos seguidos para cantar a música "Olhei para o Céu" na festa de Natal. Era uma música simples, rápida e onde se repetia o refrão para um maior efeito sobre o público, acompanhada por uma coreografia simples e que explicava bem toda a letra da música.


Eu hei-de dar ao menino
Uma fitinha pró chapéu
E ele também me há-de dar
Um lugarzinho no ceu

Olhei para o céu
Estava estrelado
Vi o deus menino
Em palhas deitado
Em palhas deitado
Em palhas estendido
Filho duma rosa
Dum cravo nascido



Depois na TV vinha o hino maior, a música que era um dos pontos altos do Natal dos Hospitais e cantada pelo coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras, "A Todos um bom Natal". Tinha uma sonoridade que casava na perfeição com esta quadra, uma letra um pouco longa mas profunda que ganhava uma maior emoção quando os solistas cantavam algumas das quadras nos intervalos do refrão (que ficava no ouvido), que era repetido várias vezes durante toda a música.


Refrão: 
A todos um bom Natal (bis) 
Que seja um bom Natal 
Para todos nós. 

No Natal pela manhã
Ouvem-se os sinos tocar
Há uma grande alegria
No ar 
Refrão 

Nesta manhã de Natal
Há em todos os países
Muitos milhões de meninos
Felizes

Refrão

Vão aos saltos pela casa
Descalços ou em chinelas
Procurar as suas prendas
Tão belas

Refrão 

Depois há danças de roda
As crianças dão as mãos
No Natal todos se sentem
Irmãos

Refrão

Se isto fosse verdade
Para todos os meninos
Era bom ouvir os sinos
Cantar 

Refrão



Não se apostou mais neste tipo de música, e ainda hoje são cantadas por várias crianças nas festas de Natal.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

... da Troika de anúncios de Natal

terça-feira, dezembro 18, 2012 1
... da Troika de anúncios de Natal

Para além dos habituais anúncios de brinquedos, que se multiplicavam como coelhos nesta altura, existiam três anúncios que nos faziam pensar logo "É Natal" na década de 80. A RTP transmitia-os religiosamente e nós crescemos a vê-los e a saber que assim que o víssemos vinha aí a montagem da Árvore de Natal e as prendas que tanto queríamos.

A Minha Agenda da RTP era um desses anúncios, uma música ritmada com uma letra simples "pró Natal de presente eu quero que seja, a minha agenda, a minha agenda tra la la la". A RTP lançava todos os anos uma agenda pela Editorial Livro que incluía de tudo um pouco, receitas, jogos, curiosidades e até anedotas numa agenda que era prática e que muitos de nós queríamos ter por culpa deste anúncio, mesmo que não tivéssemos depois nada para escrever nela.




O anúncio da Farinha Branca de Neve era outro clássico da altura, quase sempre acompanhado por uma melodia de uma música de Natal e a mostrar como era uma das melhores escolhas para as donas de casa cozinharem nesta época festiva, a farinha aparecia imponente neste festival de anúncios Natalícios e tornava-se assim um clássico mesmo para as crianças a quem pouco importava este produto.


Mas o rei e senhor, aquele que gritava "É NATAL" em cada segundo do anúncio, era aquele que publicitava os chocolates Fantasias de Natal. Para além de ser um anúncio de algo que gostávamos bastante (quem não queria chocolates?), era um anúncio super Natalício a mostrar um avô e uma neta a brincarem com os bonecos de chocolate referentes a esta época e numa sala que transpirava Natal.

Eram os tempos em que víamos isto ao mesmo tempo que sacudíamos a resina do nosso Pinheiro de Natal das nossas mãos, em que ficávamos sentados no chão com a cara quase colada no ecrã e a vibrar com os anúncios que festejavam assim esta época tão querida por nós todos.







segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

... das Aventuras do Tom Sawyer

segunda-feira, dezembro 17, 2012 3
... das Aventuras do Tom Sawyer


As Aventuras do Tom Sawyer são mais um daqueles desenhos animados que marcou para sempre uma geração. Uma dobragem Portuguesa fenomenal, uma canção divertida e que ficava no ouvido e uma animação fantástica eram os ingredientes para o sucesso deste Anime, que ainda hoje é recordado com saudade por toda a geração de 80.

O estúdio oriental Nippon Animation criou os 49 episódios desta série (realizados por Hiroshi Saito) em 1980,  e que foram transmitidos pela RTP em 1981 numa versão dobrada em Português e que foi repetida por diversas vezes ao longo da década. Por volta de 1986 a série ganhou uma nova vida aquando da transmissão no mítico programa "Agora Escolha" na RTP 2, era o programa que dava enquanto decorria a votação e que por vezes se tornava mais importante para o público do que as séries em votação.

As histórias desenrolavam-se no final do Século XIX em S. Petersburg e eram baseadas nos livros de Mark Twain, autor Norte-Americano que escreveu estes livros baseando-se na sua passagem pelo Missouri, um dos mais importantes rios desse país.

Aqui podíamos ver as travessuras de Tom Sawyer (Ermelinda Duarte), que depois da morte dos seus pais tem que ir viver na casa da sua tia Polly (Irene Cruz) com o seu irmão Cid (Carmen Santos). Ao contrário do seu irmão bem educado e que gosta de ir à escola, Tom prefere fugir desta e ir brincar com o seu amigo Huckleberry Finn (Irene Cruz), que vivia nas ruas depois de ter sido abandonado pelos seus pais.

A prima Mary (Fernanda Santos) era a pessoa que tinha mais paciência para com Tom, ao contrário do professor Dobbins (João Lourenço), que fervia em pouca água com as respostas impertinentes do rapaz. Tom tinha um fraco enorme por Becky (Carmen Santos) que também engraçava com as maluquices dele, e entrava nas aventuras deste grupo que se metia por vezes em grandes sarilhos. A coisa piorava quando entrava em cena o Índio Joe, um grandalhão com ar ameaçador mas que no final acaba por ficar amigo de algumas das crianças.


Gostava bastante dos planos do Tom para fugir à escola ou às suas tarefas, e as vozes eram fenomenais, era impossível não nos rirmos com alguns dos diálogos destas personagens. Um desenho animado muito divertido e uma pena não termos tido direito aos dvd's com a dobragem original.


Episódios
1-O meu amigo Huck 
2-Um castigo divertido 
3-Amor à primeira vista 
4-O feitiço 
5-A Becky não se lembra de mim 
6-Huck, o arquitecto 
7-O rival 
8-A todo o vapor 
9-A tia Polly está doente 
10-Joe, o Índio 
11-Em busca do tesouro 
12-A Becky fica triste 
13-Eu e os piratas 
14-Os piratas não vão à escola 
15-Pobre Tia Polly 
16-O funeral 
17-De regresso à escola 
18-Fazer as pazes não é fácil 
19-Corrida de rãs 
20-O Sr. Dobbins tem um segredo 
21-As férias de verão 
22-O medicamento do Dr. Herman 
23-À pesca do peixe gato 
24-Huck usa gravata 
25-Um rapaz obstinado 
26-Risetta, a pequena actriz 
27-Antes da peça começar 
28-Ajudem a Risetta 
29-Adeus Risetta 
30-O pai de Huck 
31-Conta outra vez 
32-Encontrei ouro 
33-A caminho da liberdade 
34-O homem que veio do céu 
35-Quero voar no céu 
36-Vamos arranjar o balão 
37-Vista do céu 
38-Um terrível acidente 
39-O peso da consciência 
40-O julgamento de Muff Porter 
41-Onde está Joe, o Índio? 
42-Uma agradável viagem de barco 
43-Vi um cavalo branco 
44-Apanhar o Relâmpago 
45-Adeus cavalo branco 
46-Na casa assombrada 
47-A gruta do McDougal 
48-A morte de Joe, o Índio 
49-O triste final 


A música de Francisco Ceia também contribuiu muito para o sucesso deste programa :) quem não sabe cantarolar isto?


Vês passar o barco 
Rumando p'ró o sul 
Brincando na proa 
gostavas de estar 


Voa lá no alto 
Por cima de ti, 
Um grande falcão 
És o rei és feliz 

E quando tu 
Vês o Mississipi 
Tu saltas pela ponte 
E voas com a mente 

Nuvens de tormenta 
Que estão por aqui 
Cobrem todo o céu 
Por cima de ti 

Corre agora corre 
E te esconderás 
Entre aquelas plantas 
Ou te molharás 

E sonharás 
Que és um pirata 
Tu sobre uma fragata, 
Tu sempre à frente de um bom grupo 
De raparigas e rapazes 

Tu andas sempre descalço, 
Tom Sawyer 
Junto ao rio a passear, 
Tom Sawyer 
Mil amigos deixarás, 
aqui, além 
Descobrir o mundo, 
viver aventuras 

Tu andas sempre descalço, 
Tom Sawyer 
Junto ao rio a passear, 
Tom Sawyer 
A aventura te dará o que quiseres 
Muitas emoções, 
eternos amores 








                                         

domingo, 16 de dezembro de 2012

... dos Livros dos Cinco

domingo, dezembro 16, 2012 4
... dos Livros dos Cinco

Sempre gostei muito de ler, e na década de 80 uma das minhas colecções preferidas (para além da de BD) era a dos Livros dos Cinco da escritora Inglesa Enid Blyton.

Eram livros escritos na década de 40 mas que conquistaram as gerações nas décadas seguintes e até ao final do Século XX, onde uma nova colecção começou a ser produzida e publicada com algum sucesso para as novas gerações. Mas os 21 livros originais foram editados por cá em diferentes colecções desde a década de 60 (que tenha conhecimento, não sei se houve antes disso), onde a editora Empresa Nacional de Publicidade publicou a colecção num formato de livro "normal" e onde a capa era uma ilustração pintada sobre aquilo que se ia passar naquela aventura.

Cheguei a ver alguns destes livros nas Bibliotecas, mas o primeiro livro dos Cinco que me passou pela mão foi da colecção da década de 70, a da Editorial Notícias, que publicou os livros num formato quase de bolso, muito prático para a criança que o quisesse ler na rua e depois enrolá-lo e colocar no bolso.

As capas eram com fotos sugestivas (o que para mim foi a melhor escolha de sempre e talvez a razão porque esta tenha sido uma das colecções dos Cinco com mais sucesso de sempre),  que vinham da edição Francesa, que fotografava um grupo de jovens numa situação que fosse sugestiva e relacionada com o título do livro. As ilustrações no interior continuavam a ser do original Inglês (pela talentosa Eileen Soper), mas a capa fotográfica dava um ar sóbrio e mais adulto à colecção que fazia com que as crianças da década de 70 e 80 se sentissem importantes ao ler as mesmas.

Foi esta a colecção que eu fiz e tive nos anos 80, e muitos outros também, e que ainda hoje me recordo da alegria que tinha quando recebia mais um livro para a colecção e como ansiava que não fosse da nova colecção lançada nos anos 80 (pela mesma Editorial Notícias) onde a capa voltava a ser uma ilustração. Nesta colecção as ilustrações da capa tinham um aspecto mais infantil que as da década de 60, o que no tamanho reduzido (continuavam a ser livros tipo de bolso) era mais adequado e atraía mais a atenção das crianças. Mas eu continuava a preferir os com as fotos.

Consigo ainda me lembrar de alguns pormenores do livro passado num Farol, o da Ciganita ou o dos contrabandistas, alguns dos meus favoritos e que li e reli tantas vezes que ainda consigo falar algumas frases dos livros e lembrar-me das situações que neles acontecem.

Os nomes dos protagonistas no original eram Julian, Anne, Dick, Georgina e Timmy (o cão), enquanto que em Português ficou Júlio, Ana, David, Zé e Tim. Júlio era o irmão mais velho da Ana e do David, e primo da Zé, tinha 12 anos e era o líder do grupo. Era também o mais forte, o mais sensível e o mais inteligente do grupo.

David tinha 11 anos, um grande sentido de humor e uma relação muito forte com a sua irmã Ana, que tentava sempre proteger e a animar quando as coisas não corriam muito bem. Ana tinha 10 anos e era a típica menina que preferia ficar a fazer as tarefas domésticas nas aventuras deles do que propriamente aventurar-se com o resto do grupo. Mas quando necessário conseguia ser tão valente como os outros membros e tão desenvencilhada como eles.

Zé era a maria rapaz do grupo, com 11 anos de idade e um temperamento instável que a fazia ferver em pouca água. Era quase sempre confundida com um rapaz (devido à sua roupa e penteado), algo que a agradava muito e não a chateava nem um pouco, era muito teimosa e sempre muito agarrada ao seu cão Tim. O Tim era um membro importante do grupo e em muitas ocasiões um importante aliado em que salvava as crianças de perigo, atacando ferozmente os inimigos do grupo.

Enid Blyton pretendia apenas escrever 8 a 10 livros, mas o sucesso da linha obrigou-a a continuar a escrever e de 1942 a 1962 saíram então 21 livros que se tornaram um sucesso a nível mundial e que deram origem inclusive a uma série de Televisão. Acho que estes livros deviam continuar a ser lidos pelas crianças porque a escrita de Blyton era algo de fantástico, puxava pela nossa imaginação e prendia-nos ao livro com os acontecimentos e a acção constante em cada página. Uma bela colecção sem sombra de dúvidas.


Os Cinco na Ilha do Tesouro (1942)
Os Cinco numa Nova Aventura (1943)
Os Cinco Voltam à Ilha (1944)
Os Cinco e os Contrabandistas (1945)
Os Cinco e o Circo (1946)
Os Cinco e os Espiões (1947)
Os Cinco e os Comboios Misteriosos (1948)
Os Cinco Metem-se em Sarilhos (1949)
Os Cinco e a Cigana (1950)
Os Cinco e as Jóias Roubadas (1951)
Os Cinco Divertem-se a Valer (1952)
Os Cinco e a Luz Destruidora (1953)
Os Cinco no Pântano Misterioso (1954)
Os Cinco numa Aventura Americana (1955)
Os Cinco e as Passagens Secretas (1956)
Os Cinco e os Aviadores Desaparecidos (1957)
Os Cinco e o Mistério na Neve (1958)
Os Cinco e os Gémios Silenciosos (1960)
Os Cinco nos Rochedos do Demónio (1961)
Os Cinco e a Ilha dos Murmúrios (1962)
Os Cinco e o Cientista Distraído (1963)




sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

... do Caça ao Tesouro com o Luís de Matos

sexta-feira, dezembro 14, 2012 4
... do Caça ao Tesouro com o Luís de Matos


A RTP tinha uma programação matinal muito interessante no começo da década de 90, e em 1991 podíamos ver um concurso bem divertido com a apresentação de um estreante na TV, o mágico Luís de Matos.

Foram 90 programas transmitidos pelo Canal 1 (entre 27 Março e 02 de Agosto de 1991), logo naquele período antes do Jornal da Tarde, e que consistia em concorrentes a olhar para um monitor que apresentava um mapa (que era em tudo semelhante com a Batalha Naval), e a tentarem descobrir um tesouro numa ilha isolada no oceano.

Eu fazia muitos mapas junto com o meu vizinho para brincarmos ao jogo em folhas de papel, na Televisão os concorrentes tinham que sair da água para a ilha e tentar escavar no local do tesouro. Lembro-me do Luís de Matos perguntar sempre "Quer escavar?" a eles para estes tentarem descobrir a arca, ele era ainda muito novo mas já com um grande carisma e que ajudava a que o programa ficasse bastante interessante.



Graças ao site http://www.brincabrincando.com pude colocar estas imagens e lembrar-me mais de como era os jogos. Os jogadores começavam com 2 caravelas no mar, e no máximo de 15 jogadas podiam chegar e conseguir o cobiçado Tesouro. Mas não era fácil aportar na Ilha, nem todas as casas davam e podiam ser também eliminados caso escolhessem pesquisar uma arca afundada e esta tivesse um vírus.

Ao longo do jogo iam recebendo palpites que os ajudaria a descobrir o tesouro, que lhes podia dar um prémio até 500 contos o que na altura era um excelente prémio. Foi produzido no Porto e era da autoria do Portuense Álvaro de Magalhães, mostrando um jovem Luís de Matos (que tinha uma rubrica chamada o Espaço Mágico no Ponto de Encontro) no seu primeiro programa (que ao contrário dos outros concursos era 100% Nacional) como apresentador.



Sabendo agora que o programa era 100% nacional ainda lhe dou mais valor, não era uma simples adaptação de um concurso estrangeiro e tinha ainda a particularidade de ser o primeiro a apostar tanto no formato electrónico com o computador em grande destaque, tentando haver uma fusão entre jogo de tabuleiro e jogo de computador.

Passei começos de tarde muito divertidos a ver isto, era bem divertido e até um pouco emocionante.






... do Quem Sai aos Seus

sexta-feira, dezembro 14, 2012 0
... do Quem Sai aos Seus

Quem Sai aos Seus (Family Ties / Caras e Caretas no Brasil) foi uma das melhores Sitcoms Norte-Americanas de todos os tempos, uma série que marcou a década de 80 e que estabeleceu Michael J. Fox como uma verdadeira estrela.

A série teve 180 episódios, em 7 temporadas que foram produzidas entre 1982 e 1989 onde eram mostradas de uma forma leve e cómica as diferenças políticas entre os membros da família, e que davam azo a situações engraçadas em conjunto com os problemas normais de uma família com 2 filhos adolescentes.

Michael J. Fox era a estrela do programa, no papel do conservador Alex Keaton que defendia com unhas e dentes os ideais Republicanos, muito para desgosto dos seus pais que eram os típicos Hippies liberais que cresceram em décadas de luta política e pela defesa dos seus ideais. E só de pensar que por um triz não o vimos neste papel, ele não foi a primeira escolha dos produtores e foi só com uma segunda tentativa e com a insistência do realizador é que ele ficou na série e o sucesso está à vista de todos.

Numa altura em que se vivia em plena administração Reagan, uma série destas (que o Presidente admitia que via e apreciava) tinha o seu lugar e espaço na Televisão Americana. O contraste do casal baby boomer Elyse e Steven Keaton (Meredith Baxter-Birney e Michael Gross), que eram bastantes liberais na educação dos seus filhos e nos ideais que defendiam, e os seus filhos adolescentes Michael e Mallory (Justine Bateman) que eram mais conservadores e muito adeptos da política económica e esbanjadora dos anos 80.

A filha era muito materialista, a típica adolescente que adorava roupas, compras e rapazes e diferente da sua mãe que era inteligente, independente e trabalhadora. A filha mais nova via-se no meio destas discussões e tanto pendia para um lado como para o outro, o que fazia de Jennifer (Tina Yothers) a típica criança que sabia fazer jogar as coisas a seu favor.

A RTP transmitiu a série na sua versão original e legendada em Português no final da década de 80, mas foi quando a SIC começou a repetir esta série nos seus canais temáticos que a vi com mais atenção. Também adquiri os dvd's da mesma e pude rever a genialidade da escrita e dos diálogos em alguns episódios, aquilo tinha uma qualidade acima da média. Também é engraçado ver convidados especiais como o Tom Hanks, que fazia de tio do Alex e as suas participações foram sempre bem interessantes.

Para além do elenco familiar, o vizinho e amigo de Alex também tinha algum destaque, Skippy Handleman (Marc Price) e a dada altura Courtney Cox também teve um papel regular na série nas últimas temporadas e a família recebeu mais um elemento quando o casal Keaton teve mais um filho rapaz. Uma série bem divertida e interessante, bem escrita e com um elenco que tinha uma química fenomenal. Adorava as picardias entre os irmãos, adorava o contraste de opiniões entre todos os membros da família e os meus episódios favoritos envolviam sempre o Alex em luta com o seu lado frio e capitalista e o outro lado mais emocional e a ver com os seus pais.

Adorei um em que ele trabalhava para um velhote numa mercearia de bairro e de onde saiu para uma grande superfície porque queria "crescer", mas mais tarde volta e percebe que mais vale estar ali naquele ambiente mais familiar. Outro episódio é o típico de Natal onde ele recebeu a visita dos três "fantasmas" que mostram a vida dele e como poderá ser no futuro se ele continua a ser frio e capitalista. Uma série que todos devem ver.










quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

... da Novela Pedra sobre Pedra

quarta-feira, dezembro 12, 2012 0
... da Novela Pedra sobre Pedra
Pedra sobre Pedra foi uma das telenovelas mais divertidas dos anos 90, uma co-produção entre a RTP e a Rede Globo, e que teve algum sucesso na transmissão no nosso país.

O Realismo Fantástico tinha destaque nesta novela, algo comum nas obras de Aguinaldo Silva que escreveu-a em conjunto com Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn. A Novela teve 178 capítulos e foi transmitida entre 6 de Janeiro a 31 de Junho de 1992 em horário nobre (tanto na RTP como na Globo), sendo repetida mais umas quantas vezes pela RTP no horário das 19h.

A RTP financiou 20% da produção da Novela, que era realizada por Paulo Ubiratan, e colocou ainda 2 actores na trama (Carlos Daniel e Suzana Borges), algo pouco comum na altura. Lima Duarte, Armando Bógus, Andrea Beltrão ou Fábio jr eram alguns dos nomes sonantes do elenco, este último com bastante sucesso na interpretação da sua personagem Jorge Tadeu, que era peça fulcral no Realismo Fantástico da história por intermédio de uma pequena flor.


A trama desenrolava-se na cidade de Resplendor, que era o palco das disputas políticas entre os Pontes e os Batista. Murilo Pontes (Lima Duarte) ia se casar com a jovem Pilar Farias (Renata Sorrah), mas no dia do casamento a noiva diz não em pleno altar, por desconfiar de que o rapaz fosse o pai da criança que Eliane, a sua melhor amiga, estava esperando. Desejando vingança, Pilar se casa com Jerônimo Batista (inimigo de Murilo), enquanto este se casa com Hilda (Eva Wilma), uma jovem que sempre o amara.


Dessa união nasce Leonardo (Maurício Mattar), enquanto que Pilar tem uma filha, Marina (Adriana Esteves), e fica viúva.

Vinte e cinco anos depois, Murilo está de volta a Resplendor depois de uma carreira política de sucesso em Brasília e reencontra Pilar querendo fazer de sua filha a prefeita da cidade, destino que ele reservara para seu filho, Leonardo. O problema maior vinha depois na típica relação Romeu-Julieta de que as novelas gostam tanto, e na qual caíram os 2 filhos destes rivais, que se apaixonam um pelo outro.

Mas existe um adversário muito perigoso nesta luta: Cândido Alegria (Armando Bógus), um homem que enriqueceu roubando e matando o amigo português Benvindo Soares, e que nutre uma paixão por Pilar Batista. Para conseguir o que quer - a prefeitura de Resplendor e o coração de Pilar - Cândido Alegria conta com a ajuda da ambiciosa Eliane (a filha da amiga de Pilar e que esta criou como sua filha após a morte da mãe), a agregada da família Batista, que nem desconfia de que ele é o seu pai biológico.

Mas Resplendor tem outros mistérios. A cidade recebe a visita do enigmático fotógrafo Jorge Tadeu (Fábio Jr.), que se ocupa em fotografar e seduzir as mulheres casadas da cidade, entre elas, Úrsula (Andrea Beltrão), sobrinha de Murilo Pontes.


Não desgostei desta novela, que para além destas tramas apresentava de novo numa novela um "lobisomem" ou era isso que pensávamos quando o actor Osmar Prado fazia a sua personagem Sérgio Cabeleira agir de forma muito estranha nas noites de Lua Cheia e que o fazia prenderem o mesmo numa jaula. Outra personagem que gostei muito era a do irmão de Pilar, interpretada pelo actor Paulo Betti.


O mistério de quem havia assassinado Jorge Tadeu, que foi encontrado morto na cama rodeado por Borboletas, foi algo que prendeu a atenção de todos e da qual só tivemos resposta no ultimo capítulo da novela. Nesse último episódio assistimos também a uma morte fantástica, a de Cândido Alegria que ficou transformado em pedra e se desfaz em argila. Foi também a última novela deste grande actor, Armando Bógus.

Foi a primeira novela importante de Isadora Ribeiro, que fazia parte do leque de mulheres seduzidas por Jorge Tadeu, onde se encontrava outras actrizes conhecidas como Eva Wilva, Nivea Maria, Arlette Salles ou Andreia Beltrão.

Uma novela bem divertida, com boas actuações e uma trama bastante interessante mesmo recheada de clichés típicos de muitas telenovelas.










terça-feira, 11 de dezembro de 2012

... da Lena d'Água

terça-feira, dezembro 11, 2012 2
... da Lena d'Água

Lena d'Água foi um dos maiores sex symbols dos anos 80, marcou a década com as suas músicas e ficou para sempre na história da música Portuguesa como um dos rostos dessa década.

Helena Maria de Jesus Águas nasceu a 16 de Junho de 1956, filha do conhecido futebolista José Águas e irmã do não menos conhecido futebolista Rui Águas, adoptou o nome artístico de Lena d'Água em 1979, lançando o seu primeiro single depois de anos como corista em bandas como os Gemini. Aventurou-se primeiro por poemas e mais tarde num disco dedicado só às crianças, musicado por Luís Pedro Fonseca e José da Ponte com os quais forma depois o grupo Salada de Frutas.

O grupo teve um sucesso estrondoso em 1981 com a música Robot, que entrou directamente para o 1º lugar do top e foi tocada em todas as rádios a toda a hora. Infelizmente após a festa do Avante começam a haver problemas entre elementos do grupo e que levam à saída da cantora, que é acompanhada por Luís Pedro Fonseca, que formam outra banda noutra editora mas que nunca teve o mesmo sucesso do Salada de Frutas. Na Valentim de Carvalho a banda Atlântida foi bem recebida pela crítica, mas nunca atingiu o sucesso a nível comercial.



Em 1984, vem um dos maiores sucessos da cantora, o slow "Sempre que o amor me quiser" que transforma a cantora num sex symbol e que a leva a aparecer constantemente em programas de televisão para cantar a música de uma forma suave e sexy. O sucesso foi consolidado em 1986, quando o single "Dou-te um doce" foi o primeiro videoclip Português a ser transmitido pelo Adam Curry no Europa TV.

Acabou a década em beleza com um disco onde cantava temas do António Variações e em que a sua versão do "Estou além" foi bastante elogiada e se tornou o maior sucesso do disco. Começou a desaparecer um pouco da rádio e da tv nos anos 90, apesar de entrar em projectos bastantes interessantes com Adelaide Ferreira e Pedro Osório ou aquele com a Rita Guerra e Helena Vieira onde cantavam "As Canções do Século".

Uma carinha laroca, uma voz doce e um som agradável fez com que Lena d'Água se tornasse um nome conhecido da música Portuguesa e que entrasse nos sonhos dos jovens Portugueses dos anos 80.







... do Road Rash

terça-feira, dezembro 11, 2012 0
... do Road Rash

Road Rash foi um dos jogos mais divertidos para a Mega Drive, afinal envolvia conduzir motas e andar à porrada ao mesmo tempo (às vezes com nunchakus e tudo) e qualquer criança no começo da década de 90 vibrava com isso.

O jogo consistia em corridas de motos ilegais, em cada nível havia uma corrida e tínhamos que terminar num certo lugar para avançarmos para a próxima, em cada novo nível a corrida ficava mais difícil e mais violenta de modo a dificultar a coisa. Com o dinheiro que ganhávamos em cada corrida podíamos melhorar a mota para que esta ficasse mais rápida e mais resistente, para além de conseguirmos melhor armas também.

A Electronic Arts criou este jogo em 1991 para a consola da Mega Drive da Sega, num jogo que tinha o mesmo tipo de vista do Super Hang-on mas para além de conduzirmos a mota podíamos andar à pancada utilizando pés de cabra, nunchakus, bastões de basebol e outras coisas que nos deixava extasiados e tornava a coisa ainda mais emocionante do que apenas o simples objectivo de cortar a meta em 1º lugar.

No ano seguinte houve uma sequela que foi ainda melhor. Os menus do jogo eram mais fáceis de navegar, e a pancada em cima das motas tornou-se mais fluída e rápida o que tornava a coisa ainda mais divertida.







segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

... da Pantera cor de rosa

segunda-feira, dezembro 10, 2012 3
... da Pantera cor de rosa

A Pantera Cor de Rosa é daqueles desenhos animados imortais, há-de estar presente para diversas gerações e ter sempre piada todas as vezes que a vemos. Já teve diversas versões, mas a clássica continua a ser a preferida de todos e a que realmente tem mais qualidade.

A personagem apareceu pela primeira vez no genérico inicial e final dos filmes de comédia com o mesmo nome, protagonizados por Peter Sellers e realizados por Blake Edwards, e com o sucesso que teve e a aceitação do público, rapidamente se produziu uma curta de animação que teve ainda mais sucesso perante o público e a crítica.

A produtora Depatie-Freleng e a United Artists lançaram em 1964 a curta The Pink Pink que conseguiu o feito de vencer o Óscar da academia, a primeira vez que um estúdio conseguia isso com a sua primeira curta realizada. A música de Henry Mancini acompanhou as 124 curtas da personagem e tornou-se algo tão importante como a própria personagem, não há ninguém que não reconheça imediatamente os acordes dessa música.

A RTP começou a transmitir isto na década de 70, e foi presença constante no canal na década seguinte, em especial nos programas de Vasco Granja, e foi assim que tomei contacto com a personagem e que fiquei apaixonado por ela.

Muito me divertia com as expressões faciais da Pantera, com as suas artimanhas que entalavam o divertido inspector Closeau e que o deixavam sempre furioso. Nem era preciso falar para aquilo ter piada, a personagem muda tinha tanto carisma e aquilo era tão divertido que palavras só podiam era estragar e não melhorar a coisa.

Em 1969 a NBC começou a transmitir um desenho animado aos Sábados de manhã, com a particularidade deste ser emitido com gargalhadas enlatadas, que tentavam assim realçar as situações engraçadas do programa.


Ela continuou regularmente nos ecrãs de TV e de cinema até o começo da década de 80, onde depois ficou dependente de repetições ou de spin offs (como o caso do desenho animado onde entrava com os seus filhos em 1984), mas nem por isso ficou longe da admiração do público. Na década de 90 existiram umas novas tentativas de produzir novos desenhos animados, mas nunca com o mesmo sucesso da suas versões anteriores.

Por cá a SIC voltou a apostar nestas mesmas versões em 1994, e que voltou a ter algum sucesso, para além de ser sempre uma presença constante em merchandising. Nos anos 80 havia desde as cadernetas de cromos aos cadernos escolares, das mochilas aos bonecos PVC, até me lembro do sucesso que foi quando os Ovos Kinder deram várias versões do boneco da Pantera cor de Rosa.

Ainda hoje vejo isto com alguma atenção e me divirto com as tropelias da personagem. Um clássico intemporal sem sombra de dúvidas.


















segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

... do Highlander: The Series (Os Imortais)

segunda-feira, dezembro 03, 2012 4
... do Highlander: The Series (Os Imortais)


A série Highlander (os Imortais) surgiu em 1992, baseada no filme de sucesso dos anos 80 e que podemos ver por cá no começo da SIC. 

A série mostrava as aventuras de Duncan MacLeod (Adrien Paul), um membro do clã MacLeod e um Imortal como o seu primo Connor MacLeod (Christopher Lambert), que aparecia no piloto provando que não tinha conseguido o prémio final e que a luta dos Imortais continuava ainda em grande estilo.

O programa teve 6 temporadas, com 119 episódios, que foram transmitidas ao fim de semana pela SIC numa série que teve bastante sucesso e mostrava as aventuras deste Imortal que tinha sido escondido dos outros mas que era agora parte do jogo que procurava o prémio final que todos os imortais queriam. O actor era bastante carismático e ajudava ao sucesso da série, tinha um ar mais heróico que o protagonista do filme, mas tinha alguns traços idênticos ao nível da personalidade. Na série focava-se muito no relacionamento dele com outros Imortais ou então com simples mortais.

'I am Duncan MacLeod, born four hundred years ago in the Highlands of Scotland. I am Immortal and I am not alone. For centuries we have waited for the time of the Gathering, when the stroke of a sword and the fall of a head will release the power of the Quickening. In the end, there can be only one.'


Era esta a narração que ouvíamos no início do programa, que tinha também a música dos Queen, numa série que era uma co-produção entre diversos Países como França, Alemanha, Itália, Estados Unidos e Japão, sendo um sucesso internacional e a prova que uma boa série não tinha que vir só dos Estados Unidos.

Um dos conceitos engraçados da série era a dos Watchers, uns observadores que registavam a vida e a luta dos Imortais (apesar de serem simplesmente mortais) e estes acabam por ter um papel importante no programa, ajudando muitas vezes Duncan e um deles acaba por ser o narrador no começo de cada episódio.

A série mostra como Duncan é arrastado da vida de casado para esta luta de imortais, e depois de ver amigos seus a morrer acaba a jurar vingança e a partir ele também em busca de outros Imortais de modo a decapitá-los e a prosseguir no jogo para ser um dos vencedores.

Existiam grandes cenas de acção, duelos de espadas bem emocionantes e também se observava outras épocas, em alguns flashbacks que mostravam como um Imortal vivia as diferentes fases da história da humanidade.


Acabou por ter mais sucesso que as sequelas do filme original, e de ter inclusive direito a um filme que ajudava a fechar a história dos outros também. Foi uma das séries mais agradáveis que a SIC transmitiu e uma bem interessante que deixou algumas saudades.










domingo, 2 de dezembro de 2012

... da Abelha Maia

domingo, dezembro 02, 2012 6
... da Abelha Maia


Amanhã estreia um novo desenho animado da Abelha Maia, recuperando assim um ícone que acompanhou as gerações das décadas de 70 e 80 que viram as constantes repetições na RTP, e aquelas que mais tarde viram os VHS e os Dvd's.

Este desenho animado que víamos foi produzido em 1975, numa co-produção que envolveu 3 Países, o Japão, a Áustria e a Alemanha. Este programa era baseado num livro que tinha sido publicado em 1912, "As aventuras da Abelha Maia", do autor Waldemar Bonsels, e que teve o apoio do cartoonista Marty Murphy na criação das personagens. Foi mais um "anime" da nossa infância, já que a realização e criação de cenários e design para o programa era da responsabilidade de uma equipa Nipónica que incluía nomes como Hiroshi Saito ou Susume Shiraume.

A série estreou na RTP em 1978, e os 52 episódios foram transmitidos por diversas vezes ao longo da década seguinte, sendo que os vi numa dessas repetições para além de ter visto ainda também a segunda série que foi feita já durante os anos 80. Não era super fã deste desenho animado, mas até aos meus 6/7 anos lembro-me de os ver com alguma atenção mas mais por causa do genérico e da canção viciante interpretada se não me engano pela cantora Ágata (na altura ainda era só Fernanda).



A Maia (Voz de Carmen Santos e mais tarde Isabel Ribas) era uma abelha muito divertida, com uma grande curiosidade em relação a tudo o que a rodeava e com uma grande coragem que a permitia correr riscos para saciar essa curiosidade. Ela fugia constantemente das aulas da Dona Cassandra (Carla de Sá / Helena Montez) para ir explorar a floresta e brincar com os seus amigos que incluíam um gafanhoto chamado Flip (Canto e Castro / Carlos Macedo), que estava sempre pronto para a ajudar, ou o escaravelho Kurt e a mosca Pupa (ambos com voz de Peter Michael) que viviam grandes aventuras com a Maia que por vezes vinha acompanhada pelo seu amigo (mais medroso), Willy (Irene Cruz / Peter Michael).

Foi mais uma daqueles programas com um grande merchandising que ia desde as cadernetas às figuras PVC a vários livros e revistas. A canção do genérico ganhou ainda uma versão picante nas escolas onde fazia-se crossover com o desenho animado do Calimero. Eis a letra original:


Lá num país cheio de cor 
Nasceu um dia uma abelha 
Bem conhecida pela amizade 
Pela alegria e pela bondade 

Todos lhe chamam a pequena Abelha Maia 
Fresca, bela, doce Abelha Maia 
Maia voa sem parar 
No seu mundo sem maldade 
Não há tristeza para a nossa Abelha Maia 
Tão feliz e doce, Abelha Maia 
Maia, eu quero-te aqui 
Maia (Maia), Maia (Maia), Maia vem fala-nos de ti 

Numa manhã ao passear 
Vi uma abelha numa flor 
E ao sentir que me olhou 
Com os seus olhitos de cor 

E esta abelha era a nossa amiga Maia 
Fresca, bela, doce Abelha Maia 
Maia voa sem parar 
No seu mundo sem maldade 
Não há tristeza para a nossa Abelha Maia 
Tão feliz e doce, Abelha Maia 
Maia, eu quero-te aqui 
Maia (Maia), Maia (Maia), Maia vem fala-nos de ti 
Maia, eu quero-te aqui 
Maia (Maia), Maia (Maia), Maia vem fala-nos de ti 






sábado, 1 de dezembro de 2012

... do Sabadabadu

sábado, dezembro 01, 2012 0
... do Sabadabadu


O Sábado à noite era considerado um dos dias mais fortes da RTP em matéria de programação, era sempre dia de programa de variedades que misturava quase sempre bom humor com música, e um dos mais importantes da década de 80 foi o Sabadabadu.

O programa estreou em 1981 e teve apenas uma temporada, mas o brilhantismo da actriz Ivone Silva fez com que fosse repetido ao longo da década e relembrado por todos devido aos quadros onde ela entrava. No elenco podíamos ainda encontrar actores do calibre de Camilo de Oliveira ou Vítor de Sousa que davam vida aos sketches escritos por César Oliveira.

O maior quadro era o de 2 bêbados, interpretados por Camilo e Ivone Silva, onde se falava dos problemas da sociedade Portuguesa e terminava com uma canção mítica onde entravam sempre os versos "ai Agostinho, Ai Agostinha, que rico vinho, vai uma pinguinha". Mas os quadros onde Ivone Silva aparecia como conselheira sentimental e de moda também tinham sucesso, com bordões que viravam comuns no dia a dia da sociedade.

A minha avó era super fã do programa e lembro-me de por vezes acabar por ficar a vê-lo também e de me divertir muito com a cantiga final. Pelo meio dos sketches lembro-me de haver também convidados musicais, o que dava sempre para publicitar ainda mais alguns artistas.







sexta-feira, 30 de novembro de 2012

... da Moeda de 20 Escudos

sexta-feira, novembro 30, 2012 3
... da Moeda de 20 Escudos


A moeda de 20 Escudos foi sem sombra de dúvidas uma das moedas que mais me passou pelas mãos, era comum ter sempre alguma moeda ou no bolso ou dentro da carteira.

Era uma das mais usadas para a compra de carteiras de cromos, uma das que mais vinha em alguns trocos e uma das mais usadas na compra de guloseimas. A moeda era de cupro-níquel, e que representava os descobrimentos tanto na face como na parte de trás da moeda. O seu desenho em relevo e dentado era excelente para uma brincadeira comum na década de 80, a de rabiscar uma folha de papel com a moeda por baixo para que o desenho dela ficasse na folha.

A moeda entrou em circulação em 1987 e só saiu em 2002, por isso é normal que tenha sido bastante usada por todos nós e uma das rainhas no Pão por Deus.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

... da Cloche

quarta-feira, novembro 28, 2012 6
... da Cloche


A Cloche era um objecto estranho na cozinha da minha mãe, aquilo parecia-me tão diferente dos tachos e panelas que não conseguia perceber a utilidade daquilo. Mas a Cloche era bastante útil, era nela que a minha mãe fazia bolos com fartura, e que utilizava para assar castanhas que ficavam na perfeição.

A Cloche era um mini forno em aço inox, munido de duas potentes resistências (uma na tampa, e outra na base) e que servia como um forno, dava para fazer assados lá e bolos na perfeição ou então simplesmente para aquecer a comida. Como tanta coisa nos anos 80, a segurança não era a coisa que mais importava aos fabricantes e lembro-me de muita queimadura simplesmente por tocar ao de leve naquilo.

Foi um antepassado dos micro ondas e ainda há pessoas que utilizam isto para fazer algo que não querem fazer no forno, ou no aparelho mais moderno. Não sei se as vantagens de economia eléctrica compensam ou não, mas se formos pelo sabor tenho excelentes lembranças disto e acho que compensa sim a sua utilização.




... do Ecco the Dolphin

quarta-feira, novembro 28, 2012 2
... do Ecco the Dolphin


O jogo Ecco the Dolphin foi um dos mais importantes lançamentos para a consola Mega Drive da Sega. Um jogo de aventura que prometia muito, mas que não agradou a todos e muito por culpa da sua jogabilidade.

O jogo foi editado pela Novotrade International e foi lançado em 1992 para a consola Mega Drive, e as expectativas eram grandes com a revista Inglesa MEGA (da qual eu era fã graças a um amigo que a comprava) a fazer uma grande campanha pelo jogo. O jogo graficamente era agradável, simples mas com cenários coloridos e bonitos enquanto que na parte musical, o jogo também era bem melhor do que muitos feitos para a consola.

O problema era na jogabilidade, não era fácil de perceber o que se tinha que fazer e depois, mesmo quando se percebia, ainda era um pouco complicado de se conseguir fazer o que se pretendia. Tínhamos que ter atenção a que o Golfinho viesse à superfície (ou aproveitasse algum buraco de ar numa caverna) para respirar, e de o fazer "cantar" que permitia falar com outros animais ou interagir com alguns objectos e avançar no nível.

Para atacar era basicamente fazê-lo avançar rapidamente, isto destruía quer os inimigos quer alguns pequenos obstáculos que nos impediam de avançar no jogo. Os inimigos podiam ser simples cavalos marinhos ou polvos gigantes. A história envolvia um golfinho que via todos os seus amigos, e restante vida marinha, desaparecerem via uma tromba de água misteriosa que o fez procurar ajuda de modo a tentar reencontrar os seus amigos. Mais tarde ele percebe que tem que viajar no tempo e ir até a Atlântida e recuperar algo que permitisse resolver esta situação.

Dava para jogar algumas horas com ele, mas era um jogo que não apetecia pegar tantas vezes como em outros jogos da consola.










terça-feira, 27 de novembro de 2012

... do Bem Amado

terça-feira, novembro 27, 2012 0
... do Bem Amado


O Bem Amado é uma das melhores novelas de sempre, foi a primeira Telenovela a cores da Rede Globo e chegou a ter uma "sequela", numa série que manteve o mesmo nível de qualidade da novela.

O Bem Amado foi uma telenovela de Dias Gomes, emitida pela Rede Globo entre Janeiro e Outubro de 1973, e que a RTP 1 transmitiu em horário nobre. No Brasil foi a primeira novela a cores e a primeira a ser emitida no horário das 22 horas, já por Portugal (como ainda eram raros os televisores a cores), muita gente viu a mesma em preto e branco.

A novela era baseada numa peça de teatro do mesmo autor, e teve uma interpretação magistral de Paulo Gracindo que fez na perfeição o papel de Odorico Paraguaçu, um político corrupto e cheio de artimanhas que é também dono de Fazendas e candidato a perfeito de Sucupira. Odorico era demagogo e prometia tudo e mais alguma coisa para garantir a sua eleição, o que fazia com que a maioria dos eleitores o adorasse e em especial as mulheres da vila.

Paulo Gracindo conquistou tudo e todos (pude confirmar isso depois numa repetição no GNT), com um carisma acima da média sendo um verdadeiro político, num discurso cheio de palavras pomposas e uma retórica vazia onde o actor inventava muito do texto que era proferido pelo político. O jeito como Odorico abreviava conversas e raciocínios – “Botando de lado os entretantos e partindo pros finalmentes” –, os eufemismos que usava – “os cachacistas juramentados”, “a imprensa escrita, falada e televisada”, “as donzelas praticantes” –, e os peculiares advérbios que despejava em cada frase – “Deverasmente”, “Pra frentemente!”, “Pra trasmente!” – caíram no gosto popular e entraram para o folclore nacional.



Odorico consegue ser eleito construindo um cemitério (algo que não existia em Sucupira), mas começa a ser alvo de chacota quando ninguém morre para estrear o cemitério e a oposição começa a apoquentar o seu domínio sobre a população. Mesmo assim ele continua com o apoio cego do seu secretário Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz), um gago tímido e com o hábito de coleccionar borboletas, e das irmãs Cajazeiras, três solteironas sexualmente reprimidas que eram beatas mas iam nas cantigas do Odorico e cada uma tinha uma relação às escondidas com ele aliciadas pela promessa de casamento.

O que me lembro mais da novela aquando da sua primeira transmissão, é da personagem Zeca Diabo, interpretado por Lima Duarte, um pistoleiro redimido que volta à sua terra Natal aliciado por Odorico de modo a matar alguém para inaugurar o cemitério. A comédia maior da novela é que todas as tentativas para que alguém morresse saíam sempre frustradas, quer antes da vinda de Zeca Diabo, quer mesmo depois da presença dele na vila.

Começam então a acontecer escândalos que enfraquecem o poder do Odorico sobre a população, como aquele em que ele coloca microfones no confessionário da Igreja para descobrir os segredos dos seus inimigos, mas que acaba com Dirceu Borboleta a descobrir que afinal o filho da irmã Cajazeira com que ia casar era do seu patrão odorico. Dirceu enlouquece e estrangula a mulher, o que leva ao perfeito a perder o apoio das restantes irmãs que levam inclusive o corpo da irmã para ser enterrada noutro local, impedindo assim a inauguração do cemitério.


Odorico decide então contratar Zeca Diabo para que este finja atirar nele e assim parecer que há um atentado à sua vida, e capitalizar isso nas próximas eleições. O problema surge quando Zeca Diabo, que tinha aprendido a ler com uma das irmãs, descobre que tinha sido Odorico o mentor da sua prisão injusta anos atrás e leva este a atirar nele e assim fazer com que finalmente o cemitério de Sucupira seja inaugurado, com o corpo da pessoa que o inaugurou e o mandou construir.

Não sei se foi a novela ou a série que  foi transmitida pela RTP em 1984, mas não prestava muita atenção nela e somente em algumas das personagens, como a do Zeca Diabo a qual eu gostava de imitar correndo no recreio da primária e fazendo parvoíces gritando que era a personagem. Anos mais tarde revi a novela com atenção e percebi o quão boa ela era, mas gostei ainda mais da série que foi feita nos anos 80 e teve durante cinco anos no ar, sendo transmitida cá pelo GNT com bastante sucesso.

A novela foi a primeira a ser exportada pela Rede Globo, o que abriu as portas a algo que começou a ser prática comum na estação, e Portugal foi um desses países que transmitiu depois a Novela.

A novela tinha várias personagens carismáticas, e uma delas era a do Pescador Zelão das asas (Milton Gonçalves), um homem cheio de fé que desde que tinha escapado com vida de um temporal havia jurado um dia voar até às alturas para provar a sua fé.


Zelão tentava cumprir a sua promessa a Bom Jesus dos Navegantes construindo diversas asas de pano, madeira e outros materiais, mas falhando sempre neste intento. Na cena final, Zelão sobe no alto da torre da igreja. A imagem congela e a voz de um narrador diz: “Aqui, a nossa história pára, pois tudo o que sabemos daí em diante é de ouvir contar. Não é que a gente não acredite, pois caso um dia você vá a Sucupira vai ver que lá ninguém duvida.” A cena volta a ganhar movimento. Zelão faz o sinal da cruz e, diante dos rostos pasmos dos moradores de Sucupira, se atira do alto da igreja. Todos murmuram entre si que ele está voando, e uma tomada do alto mostra o ponto de vista de Zelão planando sobre a praça. A voz do narrador, então, retorna: “E Zelão vôou. Se você duvida, é um homem sem fé” .

Uma novela divertida, interessante e bem escrita com um pouco de crítica política e à ditadura militar que só um autor como Dias Gomes conseguia fazer. A sequela foi bem mais leve nisso mas bem divertida e com a ressurreição do Perfeito que voltou assim para o poder e para as irmãs beatas.