Ainda sou do tempo

sábado, 20 de janeiro de 2018

... dos Carrinhos da Disfrota/Toddy

sábado, janeiro 20, 2018 0
... dos Carrinhos da Disfrota/Toddy

Um carrinho de brinquedo sempre foi das melhores coisas que se pode dar a uma criança, e quando estes fugiam ao comum, a diversão ainda era maior. Uma das razões do sucesso desta colecção de brindes do achocolatado Toddy, que nos dava 12 miniaturas diferentes de carros relacionados com trabalhos tão variados como a construção civil, ou o transporte de materiais. Surgiu em 1984, e era em tudo idêntica a uma colecção da Disfrota (pertencente à Disvenda), segundo anúncio que encontrei na net de uma colecção pessoal. Quem teve destes carrinhos?

Colecção pessoal de António Romão
Imagem da colecção de António Romão
Imagem retirada do blog Enciclopédia de Cromos










quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

... da Perpétua e o mistério da caixa

quinta-feira, janeiro 18, 2018 0
... da Perpétua e o mistério da caixa

Já aqui falei da novela Tieta, e hoje relembro aquela que é uma das personagens mais marcantes da história, a sua irmã Perpétua. Todos amavam odiar esta vilã, e tudo tentava adivinhar o que é que ela tinha numa caixa branca, que escondia no seu quarto.

O canal Globo está a repetir a novela neste momento em Portugal, e é um prazer rever a qualidade do texto, dos diálogos e das interpretações dos actores nela. Um dos grandes destaques é sem sombra de dúvida a actuação de Joana Fomm, que dava vida à irmã de Tieta, e que era o oposto da sua mana.

Sempre vestida toda de preto, por luto pelo seu marido falecido, Perpétua era uma daquelas típicas beatas de novela, uma falsa cristã que não tinha caridade para com os outros, e até tinha prazer em vê-los sofrer. Adorava espezinhar quem estivesse em baixo, pegava nos defeitos ou medo das outras pessoas e explorava isso a seu favor.


Era malvada mas rendia muitos momentos de humor, a actriz sabia mostrar também o lado humano da personagem, com sentimentos como a inveja, como fugia aos ensinamentos da igreja cometendo pecados como o da gula, ou quando mostrava amor e preocupação para com os seus filhos.

Era essa humanidade que fazia com que a odiássemos, mas ao mesmo tempo nos divertíssemos com as suas cenas. Depois existia o mistério sobre o que é que existia na caixa branca que escondia, uma caixa com a qual ela falava e desabafava várias vezes ao longo da trama, e que apesar das suspeitas, só no final descobrimos, ou percebíamos pela reacção dos outros, que se tratava do orgão genital do seu falecido esposo.

Um dos melhores momentos, é quando finge estar cega, enganando tudo e todos. Outro momento marcante, é quando arrancam a sua peruca, mostrando a todos a fragilidade daquela que era apenas mais um ser humano, mas que o medo que provocava, fazia ver de outra forma. Quem mais era fã?













terça-feira, 16 de janeiro de 2018

... dos Trabalhadores do Comércio

terça-feira, janeiro 16, 2018 0
... dos Trabalhadores do Comércio

Uma das bandas mais populares dos anos 80, ficou conhecida pelos seus telediscos diferentes e as suas letras irreverentes, que ficaram para sempre na nossa memória. O sotaque carregado do norte, e a forma como isso soava, fez com que os Trabalhadores do Comércio se tornassem um caso sério de sucesso no nosso país.

Sérgio Castro e Álvaro Azevedo fundam os Trabalhadores do Comércio em 1979, saindo do grupo Artes e Ofício (uma banda que cantava em inglês) para aproveitar a onda de música Rock em português que dominava o nosso país. Decidiram se destacar dos outros, com o humor e irreverência nas suas letras, e pelo facto de cantarem com um sotaque do norte bem exagerado, tornando tudo bastante divertido.

Junta-se a isto tudo um vocalista de 7 anos, João Luís (sobrinho de Sérgio), que ajudou ainda mais a tornar a banda completamente diferente de tudo o resto que aparecia por cá. O primeiro disco, lançado em 1981, chamado "Trips à moda do Porto", é um sucesso absoluto, com singles como "Chamem a Policia" e "Taquetinho ou levas no focinho" a dominarem as rádios e a tornarem o grupo um nome conhecido por todos.

Quando o segundo álbum não conheceu o mesmo sucesso, e quando o sobrinho de Sérgio começou a frequentar o liceu, a banda decidiu abrandar um pouco, voltando em 1986 no festival da canção, onde ficou no pódio com a música "Tigres de Bengala", perdendo para o "Não sejas mau para mim" da Dora.

Tiveram duas colectâneas com os seus maiores sucessos, em 1989 e 1995, voltando a gravar em 2007, mas longe do sucesso de outros tempos, apesar de ter sido um disco bem recebido pelo público e crítica.











domingo, 14 de janeiro de 2018

... do Coelhinho da Duracell

domingo, janeiro 14, 2018 0
... do Coelhinho da Duracell

Foi um daqueles anúncios que entrou para a história, todos começaram a associar alguém que não parava quieto, ao coelhinho da Duracell, por causa dos reclames (lembram-se quando dizíamos isso?) dos anos 80. Neles víamos uma quantidade enorme de coelhos de peluche a competir uns com os outros, e o único a chegar ao fim era o que tinha as pilhas alcalinas duracell. Porquê? Porque elas duram, e duram, e duram, e duram..


















... dos Discos Max Mix

domingo, janeiro 14, 2018 0
... dos Discos Max Mix

O primeiro Max Mix surgiu em Espanha, em 1986, e o sucesso da compilação foi avassalador, fazendo com que esta chegasse ao nosso país pouco tempo depois. Saíram vários discos desta colecção por cá, mas apesar da ideia original (de podermos fazer os nossos próprios mixes), foi uma febre de curta duração em Portugal.

Os discos Max Mix tiveram várias edições, chegando a sair duas edições por ano durante a década de 80, começando a perder alguma força durante os anos 90, numa altura em que já só eram editados lá por Espanha, já que por cá saíram apenas algumas das primeiras edições.

Eram temas na onda do Italo Disco, e cada edição vinha com músicas da chamada Eurodance, intercalando com alguns sucessos da música pop desse ano em questão. Depois nós podíamos misturar as mesmas na ordem que quiséssemos, com alguns efeitos especiais para a passagem de uma música para a outra. Foi considerado uma das melhores colectâneas mix, quer pela qualidade de efeitos, quer pelas músicas, mas como em todas as febres dos anos 80, foi esmorecendo com o tempo.

Quem teve um?










sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

... do Paulo Sousa

sexta-feira, janeiro 12, 2018 0
... do Paulo Sousa

Foi um dos melhores jogadores da chamada geração de ouro do futebol português, jogando por alguns dos melhores clubes da Europa e vencendo a Liga dos Campeões por duas vezes. Paulo Sousa espalhou classe pelos relvados nacionais e internacionais, continuando a pertencer ao mundo de futebol, desta feita como treinador.

Paulo Manuel Carvalho Sousa nasceu a 30 de Agosto de 1970 em Viseu, começando a jogar nas camadas jovens do Benfica em 1986, onde começou a demonstrar todas as suas capacidades e acabou por fazer parte da selecção nacional, que venceu o campeonato do Mundo de 1989. Estreou-se pela equipa principal dos encarnados na temporada de 1989/90, fazendo parte do plantel que foi campeão no ano seguinte, e pouco tempo depois começou a ser uma presença constante no meio campo do Benfica, numa equipa que integrava nomes como João Vieira Pinto, Rui Costa e Vítor Paneira.

No verão de 1993, protagonizou uma transferência polémica, ao trocar o Benfica pelo Sporting, no chamado verão quente do futebol português. Em Alvalade fez parte de uma equipa fantástica, que apesar de não ter vencido nada, tinha jogadores de inegável qualidade que despertaram a atenção de colossos europeus.


Assinou pela Juventus no ano seguinte, onde a sua visão de jogo ajudou a equipa de Turim a vencer um campeonato, uma taça e uma Liga dos campeões. Ficou duas temporadas na equipa italiana, rumando depois aos Alemães do Borussia de Dortmund, onde cometeu a proeza de vencer a Liga dos Campeões do ano seguinte, derrotando na final a sua antiga equipa.

Na Alemanha começou a padecer de lesões, que o foram afectando no resto da sua carreira, tendo ainda jogado pelo Inter de Milão, com uma passagem rápida por empréstimo pelo Parma. Foi ainda até à Grécia, jogando pelo Panathinaikos e indo terminar a carreira em Espanha, onde alinhou pelo Espanhol.

Era conhecido pelas suas capacidades de liderança, um excelente nº6, que aliava uma excelente visão de jogo com uma elevada capacidade técnica, tendo também um grande sentido de posicionamento táctico. Conhecido pela sua frontalidade e coragem, ficou na memória de todos um jogo entre o Boavista e o Benfica, quando após a expulsão do guarda redes encarnado, ele assumiu a responsabilidade e foi defender a baliza do seu clube.


Começou a sua carreira como treinador na federação, treinando a selecção de sub-16 até ao verão de 2007, antes de rumar a Inglaterra, onde treinou na segunda divisão equipas como o Queens Park Rangers, o Swansea e o Leicester. Assinou depois pelo Videoton da Hungria, onde conquistou uma Taça da Liga e duas supertaças, abandonando o clube por problemas familiares e acabando depois em Israel, onde foi treinar o Maccabi Tel Aviv, onde venceu o campeonato nacional mas saiu logo no ano seguinte, para ir treinar o Basel da Suiça, onde se sagrou também campeão nacional.

Em 2015 foi para a Fiorentina, onde conseguiu bons elogios por parte da imprensa e adeptos, saindo recentemente do clube. Quem era fã do jogador?








quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

... da Novela Selva de Pedra

quinta-feira, janeiro 11, 2018 0
... da Novela Selva de Pedra

Volto às telenovelas, desta vez para recordar a Selva da Pedra, mais uma novela da Globo que teve algum sucesso no nosso país.

A telenovela Selva da Pedra que recordo aqui, é a versão de 1986, que se tratava de um remake da novela de 1972, que tinha tido um sucesso considerável no Brasil, mas que permanecia inédita por cá. Adaptada aos anos 80 por Regina Braga e Eloy Araújo, foi dirigida por Walter Avancini, Dennis Carvalho, José Carlos Peri e Ricardo Waddington e teve nos principais papéis nomes como Tony Ramos, Fernanda Torres, Christiane Torloni, José Mayer e Maria Zilda.

Foi transmitida entre 24 de Fevereiro e 22 de Agosto de 1986, no mítico horário das 20h da Rede Globo, enquanto por cá ficou pela hora de almoço entre 14 de Abril e 25 de Novembro de 1988 na RTP1, sendo repetida aos fins de semana na RTP2, como havia sido feita com a novela Cambalacho. O genérico era qualquer coisa de fantástico, um dos melhores de Hans Donner, mostrando vários prédios a brotar de um solo árido, fazendo um efeito de prédios a servirem como plantas, mostrando uma verdadeira selva de concreto. Quando a filmagem mostrava a parte superior dos prédios, estes formavam a cara de Tony Ramos.

Uma criação de Janete Clair, a mesma autora de Pai Herói, onde vemos a protagonista feminina a sofrer horrores com o seu marido, aquele que ela pensava ser o seu príncipe encantado. Foram muitas as semelhanças entre as duas tramas da autora, algo que já tinha sido discutido no Brasil também, mas por lá era eclipsado pela discussão entre as diferenças entre a novela de 1972 e a de 1986, que por cá só era mencionado nas revistas da especialidade, já que a história original não foi transmitida em Portugal.

Miguel Falabella deu show como Miro, um vilão com traços humorísticos, e Torloni é fantástica no papel de Fernanda, uma mulher que não olha aos meios para atingir os seus fins. Uma trama com 160 episódios, que teve na música Yes de Tim Moore um dos seus maiores sucessos, passando nas rádios de cá vezes sem conta, e fez parte das colectâneas de maiores sucessos de então.